Dica Bainha: BubbleGum Acessórios
Como podem ver na minha mini biografia aqui, nasci em Volta Redonda, cidade no interior do estado do Rio. Não gosto de lá. Tenho uma certa mágoa de caboclo por causa de uma adolescência entediante e deslocada. Acho uma cidade cinza demais, mas dessa feiura arquitetônica e poluída saem coisas bacanas que quero dividir com vocês (abrindo uma exceção na minha regrinha própria de tentar evitar falar em marcas).
Descobri no Facebook uma marca voltaredondense, a BubbleGum. A designer Thais Carlini cria acessórios super coloridos e que trazem os principais hits com jeito próprio, fugindo das febres padronizadas e cópias literais de outras marcas. Também achei bem bacanas as fotos do lookbook de alto verão/carnaval, bem festivas, coloridas. As peças são versáteis e cambiáveis: cordão vira pulseira, cinto vira cordão, etc. Checa só:
(PS.: antes que falem, isso não é publipost e eu nem conheço a Thais! Lá em Volta Redonda, eu era uma ET esquisita, só conhecia 4 categorias de pessoas: família, pessoal do colégio, pessoal do violino e umas pessoas que foram na mesma excursão pra Disney que eu – hahahahaha. E a Thais não estava entre elas. E tem 10 anos que vim morar no Rio, então não conheço MESMO. Vi a marca no perfil da mãe de uma amiga e fã aqui do blog, a querida Lilica , que por sua vez, conhece a Thais. Portanto, não to favorecendo ninguém, só achei legal a marca da terrinha hehehe)
A poesia de D. Ivone Lara
Meu coração carnavalesco
Não foi mais que um adereço
Teve um dez em fantasia
Mas perdeu em harmonia
Aproveitando que o Carnaval taí já, vim falar de uma grande admiração, juntando música e o universo feminino, coisas que tanto gosto de falar. Apesar de ser um campo com grandes damas: das tias dos morros, cantoras, baianas, porta-bandeiras, passistas, rainhas e madrinhas de baterias; o samba já foi um ambiente muito machista. Claro, um reflexo da sociedade, como qualquer outra manifestação cultural.
Na confecção das grandes obras, os homens sempre estiveram à frente e não havia muito espaço para mulheres. Mas uma carioca nascida em 1921 veio para quebrar esse tabu com seus sambas de melodias sinuosas e letras de extrema sensibilidade – Dona Ivone Lara.
É de D. Ivone o trecho acima, composta junto com Jorge Aragão (Enredo do Meu Samba) e tantas outras pérolas da nossa música. Mas nem sempre seu talento foi reconhecido. Quando começou a compor, em meados da década de 40, quem apresentava suas músicas para o pessoal da escola de samba Prazeres da Serrinha era seu primo Fuleiro (conhecido como Mestre Fuleiro, grande figura da Império Serrano). Sambas feitos por uma mulher não seriam levados em consideração pela ala dos compositores da escola.
Quando se casou com o presidente da escola, pôde mostrar seu dom como sambista, firmando parcerias com grandes mestres como Silas de Oliveira e Aniceto. Em paralelo, era enfermeira e assistente social. Suas músicas foram gravadas por nomes como Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Jorge Aragão, Maria Bethânia, Gal Costa, Marisa Monte, entre tantos outros. Hoje, apesar de já bem velhinha, continua atuante. Lembro que no Carnaval de 2011, fez um show na Lapa.
Acho suas letras de sensibilidade feminina, parece que ela te entende. Assim como Paulinho da Viola, é uma ótima companheira para quando não estamos lá muito alegres porque dá uma injeção de ânimo.
Mas vamos deixar de blablablá e colocar vocês pra ouvirem algumas de suas músicas (escolhi minhas preferidas):
Tristeza rolou nos meus olhos do jeito que eu não queria
E manchou meu coração, que tamanha covardia
Afivelaram meu peito pra eu deixar de te amar
Acinzentaram minh’alma, mas não cegaram o olhar
Saudade amor, que saudade
Que me vira pelo avesso, e revira meu avesso
Puseram uma faca no meu peito
Mas quem disse que eu te esqueço
Mas quem disse que eu mereço
Também tem essa com gravação clássica da Gal e Bethânia (aqui um vídeo com a própria dona Ivone e ainda com a violonista Rosinha de Valença):
E mais essa, das mais famosas, um ótimo “samba revoltado”, hahaha:
E esse vídeo delícia com o Diogo Nogueira, que dona Ivone Lara não é boba e ainda faz charme pra ele:
PS.: Gostaram? Tem esse post também sobre a Clara Nunes!
Coletânea de Dicas de Carnaval
Falta praticamente UM mês pra melhor época do mundo:
CARNAVAL!
Como diria um amigo meu, não brinco Carnaval porque é uma coisa muito séria. Quem acompanha o blog há muito tempo, sabe que eu sou super foliã, faço fantasias, uma agenda extensa de blocos de rua.
Por causa disso, muita gente acaba me perguntando 20 mil coisas sobre as fantasias, onde eu compro, etc. Pensando nisso, sempre conto no blog como monto as minhas, dando dicas de como aproveitar coisas que temos em casa, que não é preciso gastar fortunas e também com um guia de compras no Saara, no Rio (desculpa quem não mora aqui! Se tiverem dicas de suas cidades, dividam nos comentários).
Como falta 1 mês para sábado de Carnaval, decidi fazer um resumão aqui com link para todos esses posts. Vem comigo!
Coletânea de posts Bainha sobre Carnaval (lembrando que eu jogo uma praga em quem copiar literalmente minhas fantasias – vai passar o Carnaval dos próximos anos num piriri forte! Hahahahaha)
Sentimentos criativos
“No que você está pensando?”
Com essa pergunta tão íntima, o Facebook nos incentiva a dividir com nossos contatos o que passa pela nossa cabeça. O que antes poderia soar como uma confissão íntima feita por impulso, ao vivo, no meio de uma conversa casual e, muitas das vezes, motivo de constrangimento para quem deixa escapar, é agora espalhada, divulgada nos “feeds de notícias” de seus contatos.
Diria que 70% desses posts seriam sobre sentimentos: amor, raiva do trânsito, tédio de domingo, paixão pelo time, tristeza por um pé na bunda. Não quero levar em consideração aqui a questão se essas manifestações públicas de alegria ou de tristeza nas redes sociais são reais ou não. Mas sim o motivo e a maneira com que as pessoas se manifestam.
Faço mea culpa porque eu mesma já fui de sair admitindo alguns sentimentos no Facebook quando era mais nova e estava insegura. Agora, A QUEM INTERESSA, além de mim, falar do que eu tô sentindo? Meus amigos? Posso ligar pra eles e me abrir, não? Pra que colocar isso nas redes sociais – hoje eu, mais sã – me pergunto?
Ora, mas os poetas, os músicos, os artistas todos também não expressam, de certa forma, o que sentem? Por que eles podem e os usuários das redes sociais não? Bom, foi como eu disse: a questão é o motivo e a maneira como esses sentimentos são expostos. Quando eu transformo essa manifestação em algo criativo, seja ela triste ou feliz, eu a torno mais atraente ao ouvido ou ao olhar do outro, concordam?
E por que não espalhar essas mensagens com ajuda das redes sociais? Acho que essa é a grande função delas ultimamente, como já comentei nesse post sobre o Autoajuda do Dia, nesse sobre mensagens nas ruas ou nesse sobre o Sean Hart.
Nós podemos encontrar essas mensagens e buscar inspiração em tudo: transformar essas palavras que ficam aqui, prontas pra sair, em produções bacanas, divulgando na web, nas ruas ou até mesmo nas paredes de uma casa.
Foi numa casa dessas, numa “festa de bota-fora” de um amigo, que encontrei de referências para uma pesquisa de um curso à inspiração para esse post. Como o prédio foi vendido e vai ser reformado, as pessoas foram desenhando e escrevendo nas paredes:
Arte na parede da ex-casa feita pelo amigo do colégio, agora da festinha e carnavais, Danilo Melo

Duas poesias acima: Danilo Melo
Lá descobri, por exemplo, umas poesias muito legais de uma amiga do anfitrião. Romã Neptune é uma moça como eu, como tantas outras no Rio ou de qualquer lugar do mundo que, vivendo nos nossos tempos de amores efêmeros, líquidos (quase evaporando), transforma suas histórias em poesias muito bacanas. Num quarto da casa desse amigo, li a poesia abaixo:
E depois, na web, achei tantas outras que podem ler no blog dela.
Não é mais legal tentar colocar o que se sente, o que se vê em coisas mais elaboradas? Ou então reproduzir a palavra do outro, como eu fiz agora (com crédito, por favor!).
Outra descoberta bacana foi o Eu Me Chamo Antônio, que escreve mensagens em guardanapos para alguma mulher que o machucou (pessoalmente, não me identifico tanto porque não estou na fossa, mas é bacana).
Por falar em fossa, a autora do tumblr 180 Cartazes Para Sair da Fossa teve uma ideia genial para sair da sua. Como sua mãe disse que levavam 3 meses para superar um amor que deu errado, ela está fazendo um para cada dia, com muito homor e com músicas que dizem coisas pra ela e pra todos nós. Não é bem mais legal do que ficar stalkeando o ex e chorando as pitangas em posts chatos?
Por isso que lanço um novo movimento: MAIS CRIATIVIDADE, POR FAVOR!
E feliz 2013 pra todos!!!!
Dicas do Bainha: Marie Desbons
Descobri esta semana no Pinterest (me segue ae!) a ilustradora francesa Marie Desbons e amei! Ela divulga seu trabalho num blog bacana também, Mon Grain D’Sel. Seu estilo é bem lúdico – ela trabalha muito ilustrando para livros infantis – e tem sempre referências criativas à moda, tecidos e estamparias.
Fofíssimas, né?
Chanel e Mary Stuart da Escócia
No início de dezembro, a Chanel realizou um desfile lindo de Pre-Fall 2013 na Escócia. A inspiração do “Kaiser” foi uma monarca de verdade: Mary Stuart, rainha da Escócia que teve uma vida de muitos babados e acabou presa e executada a mando de sua prima, Rainha Elizabeth I da Inglaterra (não se assustem, não é a avó do William, mas a primera, filha do Henrique VIII com Ana Bolena).
Para quem gosta de história da moda, o desfile foi uma boa oportunidade de ver elementos da época em que Mary viveu (século XVI, nasceu em 1542). Golas caídas, que depois se transformaram em golas armadas, feitas de rendas ou linho engomados, ou em rufos volumosos. Decotes quadrados, mangas com volume no antebraço, penteados que vemos em quadros que retratam a rainha… Até mesmo o gibão, traje masculino, aparece na coleção. Os tecidos são, em sua maioria, as pesadas lãs escocesas, com a famosa padronagem também, o xadrez.
Como disse, a história de Mary foi muito movimentada. Nova, foi enviada à França para se educar e porque estava prometida para o herdeiro do trono, Francisco (que, por sua vez, também era de uma família com história de novela, filho da Catarina de Médici e irmão da Margot – quem viu o filme sabe do que estou falando). Se casaram cedo e apaixonados, mas Francisco morreu cedo.
Jovem e viúva, voltou para a Escócia, mas o cenário político estava movimentado. Se casou de novo com Lorde Danrley, que fez um complô contra a própria mulher. Ele acabou morrendo em um atentado que foi atribuído a Mary e seu suposto amante, Conde de Bothwell. Com a revolta do povo escocês, Mary acabou pedindo asilo para sua prima e rainha da Inglaterra, Elizabeth I (aquela dos filmes com a Cate Blanchett, para explicar para os leigos).
Logo, além da acusação de tramar a morte do marido, Mary também foi acusada de tramar contra a prima. Elizabeth então condenou Mary à execução que, na época, significada levar uma machadada no pescoço (guilhotina não existia ainda). Assim, em 1587, a bela rainha da Escócia morria.
E vocês acham babado as histórias da família real inglesa de agora, né? Pfff…






































