Ícone

Quem me conhece um pouquinho sabe da minha paixão por cinema e pela adoração pela Audrey Hepburn. Ela tinha uma beleza clássica, absolutamente feminina e elegante. Mas mesmo com todo tipo de moça fina, não perdia um jeito descontraído e divertido.

Audrey era belga, filha de um banqueiro inglês e de uma baronesa holandesa. Falava umas cinco línguas com fluência. Quando apareceu em Hollywood, foi considerada “alta, ossuda, de pés excessivamente grandes para se tornar uma estrela”. De fato, numa época que as divas eram mulheres mais baixinhas, cheinhas, voluptuosas e extremamente sensuais, uma garota alta e magrela, de rosto anguloso e pescoço comprido não prometia muito sucesso a um estúdio.

Mas como o público não iria gostar dela? Seu primeiro grande sucesso foi A Princesa e o Plebeu, onde contracena com o maravilhoso Gregory Peck. Por este papael, recebeu o Oscar em 54. Outros filmes seus que marcaram foram Sabrina, de Billy Wilder, com Humphrey Bogart e William Holden; Bonequinha de Luxo, um Clássico com C maiúsculo, dirigido por Blake Edwards; Charada, com o deeeeus Cary Grant; My Fair Lady, outro classicão e o primeiro dela que eu vi, criança ainda; e contracenou com o galã Peter O’Toole em Como Roubar Um Milhão de Dólares. Audrey também dançou e cantou com o rei Fred Astaire em Cinderela em Paris.

A figura marcante da atriz não teve efeito somente nas telas, mas principalmente no mundo da moda. O revival dos anos 60 hoje tem muito de seu estilo. O nome de Audrey é sempre ligado ao de Givenchy, seu estilista preferido. O “namoro” começou na escolha do figurino de Sabrina. Edith Head, a lendária figurinista, queria peças da marca, mas não autorizaram. Não queriam ligar a imagem de uma tradicional maison francesa à popularesca Hollywood. A produção então comprou todas as peças usadas por Audreu no filme, inclusive o vestido de baile branco e preto. Quando viu Audrey na tela com suas crianções, Givenchy deve ter tido uma síncope e assim nasceu um dos maiores casamentos de moda e cinema da história.

A parceria se repetiu em Cinderela em Paris e o look blusa de gola alta, cigarette e sapatilha flat pretas marcou a moda no final dos anos 50. Acho que nem preciso mencionar o figurino de Bonequinha de Luxo, cujos vestidos pretos (o tubinho e o longo) são ícones absolutos. O longo foi leiloado há pouco tempo por um valor astronômico. Os looks não só lançavam moda como também refletiam as tendências de cada época. Existem roupas mais futuristas, meio arquitetônicas e super modernas que as de Como roubar um milhão de dólares, assinadas, claro, por Givenchy. Ele e Audrey eram feitos tão um para o outro que seu vestido de casamento foi desenhado especialmente para ela.

Depois que seus filhos nasceram, a atriz preferiu deixar Hollywood. Depois de mais velha, dedicou-se à trabalhos humanitários e era embaixadora da Unicef. Morreu em 93, com 64 anos, de câncer no útero. Mas seu modelo, sua figura, personalidade ficaram, pelo menos pra mim.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s