Fashion Rio Dia 1

Que tal cobrir o evento doente? Pois é… alguma coisa está fora da ordem no meu estômago, mas vamos lá!

Specular

A estilista mineira Luana Jardim apresentou seu trabalho com pesquisa com minério de ferro usado como matéria-prima de roupas. Achei algo de familiar na coleção – já que nasci em Volta redonda, onde fica a Companhia siderúrgica Nacional, e a família da minha mãe é de uma cidade de Minas por onde passa os trem carregados de minério.

O minério de ferro é retirado de pedreiras do estado de Minas e levado para a indústrias como a CSN onde é transformado em aço (acrescentado de outros materiais como o manganês). Um dos produtos que saem do aço é a folha de flândres – cuja referência foi parar no desfile da Specular. Roupas que pareciam folhas de aço escovadas, com malhas de aço e com aplicações de pó de minério foram transformados em saias evasês, em camadas em espiral, corpetes e jóias com um efeito brilhoso muito bonito. Além de lembrar a paisagem da minha casa a vida toda, até me mudar para o Rio (morava em frente à CSN e vi o pó prata no chão a infância e adolescência toda), o desfile pareceu a chegada de princesas futuristas do reino do aço – bem imponente e com efeito dramático, parecido mais um trabalho de figurino, até.

Lilica Ripilica

Depois da dureza do aço, veio o desfile da grife infantil Lilica Ripilica – feminino que só. A marca se inspirou nas visitas que as meninas adoram fazer à penteadeira da mãe. As cores saíram de flores usadas em perfumes, como rosas (do carmim ao rosinha chiclete) e hortência, além de azuis mais escuros e muito branco. Roupinhas soltas, vestidinhso tipo camisola e muito balonê (sou old school e não falo bubble!). As flores de tecido da cabeça, em broches e pulseiras estavam lindas – pena que devem ser peças de desfile apenas. Obs. Pessoais: por que algumas menininhas que desfilam para a Lilica, tão lindas, precisam ser tão afetadas? O que era para ser gracioso fica forçado! Pequena Miss Sunshine nelas!

Rita Wainer

A estilista fez uma performance e mostrou vestidos curtos desestruturados, com volumes feitos com sobreposições de camadas franzidas irregularmente, e cheios de bordados. Confesso que já estava no meu limite do corpo cansado eheheh, mas deu pra reparar bem nos modelos – já que o público podia circular pelo “cenário”. Rita usou linho liso (vermelho vivo, azul, verde bandeira, preto), e tecidos estampados que me pareceram algodão. E as sapatilhas estampadas? Quero!

Fotos Charles Naseh, do Chic (cadê as fotos do Fashion Rio, hein?)

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