Lady sings the blues

Lady sings the blues

She’s got them bad
She feels so sad
Wants the world to know
Just what the blues is all about

Já falei da Audrey, já falei da Clarice (um pouquinho), mas ainda não falei da Billie Holiday. De todas as grandes damas da música mundial, ela é a minha preferida. Por causa da voz maravilhosa (mesmo quando a bebida e as drogas a fizeram ficar rouca), por causa da interpretação intensa, porque eu acho que ela era linda, diferente e estilosa, porque a vida dela foi muito sofrida.

Como disse um amigo meu, Janis Joplin é a Billie do rock. E Amy Winehouse é a Billie do pop.

Prestem atenção nos trechos de músicas que coloquei aqui, depois baixem, quem nunca ouviu. Que mulher não se identificaria com algo do tipo:

Someday he’ll come along
The man I love
And he’ll be big and strong
The man I love
And when he comes my way
I’ll do my best to make him stay

Ou
Don’t want my manny
I don’t need a friend
My heart is broken
It won’t ever mend
I ain’t much carin’
Just where I will end
I must have that man
I’m like an oven
That’s cryin’ for heat
He treats me awful
Each time that we meet
It’s just unlawful
How that boy can cheat
But I must have that man

Ela era ma-ra-vi-lho-sa! (eu sei que as músicas não eram dela, mas a interpretação intensa e sincera é o que vale e toca!)

Um pequeno resumo da sua biografia: Eleanor Fagan Gough, seu nome de batismo, nasceu em 1915. Seu pai tinha 15 anos e sua mãe, 13. Após o pai fugir com uma banda de jazz (ele era músico), ela e sua mãe foram viver com parentes. Aos 10 anos, foi violentada por um vizinho e enviada a um reformatório. Aos 12, era faxineira em um prostíbulo e, aos 14 anos, já em Nova York, caiu na prostituição.


A carreira musical começou em 1930 em um bar no Harlem. Como nunca estudou música, suas inspirações eram Bessie Smith (cantora de blues das antigas e maravilhosa também) e Louis Armstrong. Foi uma das primeiras negras a cantar em uma banda de brancos (a do músico Artie Shaw, eu acho – assisti a um documentário sobre ela alguns meses atrás). A vida conturbada, apesar do sucesso musical, levou a se afundar em drogas. A mudança não refletiu apenas na sua voz, mas também em sua figura: de cheinha quando nova a magérrima quando mais velha. Em 1956, lançou sua autobriografia, Lady Sings The Blues. Em 1959, faleceu eu NY.


Uma das marcas registradas da Lady Day, principalmente no início de carreira, foram os arranjos de flores no cabelo e os penteados com topetões (meio Carmen Miranda). Usava muita roupa marcando os ombros, saias acinturadas (nos anos 40), vestidos decotados e sensuais no final dessa década e, quando já estava mais velha, roupas mais justas e minimalistas (ok, nem tanto, tinham brilho). Em uma das fotos, ela está com um look quase Frida Kahlo (tudo a ver com a personalidade dela, aliás!), ao lado de outra super diva, Ella Fitzgerald (que eu também amo).

And ev’ry time I pass
And see my face in a looking glass
I tip my hat and say
“How do you do, you fool
You’re trowing your life away”
I’m acting gay
I’m acting proud
And every time I see you in a crowd
I may pretend
But in the end
I’m just foolin myself

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3 opiniões sobre “Lady sings the blues”

  1. Oi Márcia!
    Muito legal o seu post sobre a Billie Holiday, adorei saber mais a carreira dela!
    E sobre o seu post anterior, realmente expor nossas vidas em blogs as vezes atrai gente ” do mal”, já tive problemas com isso porque contei um episidio que ocorreu comigo no trabalho e uma galera de lá ( que não foi convidada a entrar, hunf!) acabou desobrindo e não gostando muito.
    E quanto a essa família, tem gente que não suporta ver ninguém feliz mesmo…Dá muita pena mesmo!
    Bjos!

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