Papiers à la Mode – eu fui!

Hoje eu e duas amigas da pós fomos conferir a exposição Papiers à La Mode, de Isabelle de Borchgrave e Rita Brown, em cartaz na Faap. Quem mora em SP ou estiver pelos lados de Higienópolis por acaso precisa ir, é muito interessante.

Isabelle, uma artista plástica belga, fez esta parceria com Rita Brown, especialista em figurinos de óperas, para reconstruir em papel trajes que contam 300 anos da história da indumentária mundial (com representantes do oriente e ocidente). Usando a técnica do trompe l’oeil (pintura que engana o olhar, explicando basicamente), ela realmente convence com os papéis pintados, imitando perfeitamente várias texturas, estampas, bordados, da renda ao brocado, até chegar no veludo… incrível! E como conseguiram montar os vestidos com o corte perfeito, impecável, sem parecer que é mesmo um papel… realmente engana nossos olhos.

No folder da exposição tem textos muito interessantes que fazem reflexão sobre a relação entre efemeridade da moda e do papel (Jum Nakao deve ter gostado! Mas sei que estes vestidos não teria sentido rasgar – acho que os seguranças da Faap também não deixariam eheheh). Vou transcrever um trecho de um destes textos:
“A moda é efêmera e o papel é material facilmente associado ao frágil. Pode ser amassado, rasgado, decomposto e/ou descartado sem dificuldades. Curiosamente, nos deparamos com o papel transformado em algo rígido, aludindo desde a leveza da seda até o peso do veludo. A partir da efemeridade da moda e da fragilidade do papel, Borchgrave traz à luz o oposto: a permanência daquelas vestimentas por meio da beleza. Apresenta outro diálogo manifesto nas referências feitas à história da arte ao longo de todo o século XX.” – Luciana Chen

Quando vejo trabalhos assim, principalmente em dias desacreditados como os meus últimos, que eu lembro porque eu gosto de moda, história, arte.

E para quem gostar MUITO da expo ou não puder ir, a Cosac Naify lançou um livro com imagens das obras.

PS.: e na outra exposição da Faap, sobre as constituições brasileiras, algumas peças da década de 20 do acervo de indumentária brasileira do Museu Histórico Nacional (MHN, no Rio), estão expostas, além de algumas aquarelas do Debret que mostram as roupas da corte e dos escravos. Vale a pena dar um pulinho também (não só por isso, a expo também é legal e conta a história do Brasil pelos caminhos tortuosos da democracia).
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5 opiniões sobre “Papiers à la Mode – eu fui!”

  1. Tou louco pra ver..mas despencar de BH agora tá difícil. Quem foi recomendou mesmo…que bom que fez o post.

  2. Também havia lido sobre e estava até pensando e escrevendo hoje sobre Moda, História. Arte, França. Feliz coincidência ou a energia do dia.
    Seu blog é tudo!
    Bisous.

  3. Olá!

    Eu fui nesta exposição semana passada e adorei. Só fiquei frustrada por não poder tirar fotos. E adorei a foto que você postou sobre o detalhe da manga do vestido, vou pegá-la “emprestada” para colocar no meu blog. Esta semana eu ainda escreverei sobre o assunto e aí linkarei o seu post aqui! 🙂

    Abraços.

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