Finalmente, Woody

Finalmente, Woody
Já estava me sentindo uma excluída cultural por não ter visto Vicky Cristina Barcelona, mas na semana passada, finalmente, consegui assistir. E amei! Amei mesmo!
Aprendi com a minha irmã a gostar muito do Woody Allen. Gosto principalmente dos filmes da década de 70 e 80, como Annie Hall, O Dominhoco, Sonhos de um Sedutor, Manhattam, Hannah e Suas Irmãs, etc. Entre alguns amigos, tenho fama de ser parecida com ele. Sou neurótica, estressada, verborrágica, atrapalhada, desastrada, hipocondríaca, faço muitas piadas depreciativas sobre mim mesma, meio egocêntrica, gosto de jazz, da Diane Keaton (hahaha), mas não me casaria com meu entiado… Tenho diálogos de filmes dele anotados, amo os cenários, aqueles aparamentos maravilhosos, cheios de livros e discos, adoro tudo mesmo. Mesmo os filmes que menos se parecem com ele, eu gosto. Só não sou muito fã de um dos mais recentes, Cassandras’s Dream… Mesmo Match Point não é dos meus preferidos…
Foi com muita espectativa, portanto, que fui ver o novo filme e não me decepcionei! Coisa rara quando se tem muita expectativa, né? Os personagens foram feitos caricatos, clichês e, talvez por isso, todo mundo se identifique com cada um deles – e isso é incrível! Pelo menos as mulheres. Ontem eu e duas primas conversávamos sobre isso. Incrível, temos coisas da Vicky (querer ter uma vida mais tranquila, certinha, longe de grandes confusões e incertezas, pé no chão). Temos também muito da Cristina e sua eterna busca por algo, de apreciar e gostar de coisas de bom gosto, de arte, de música e literatura, querer se expressar de alguma forma e não conseguir, ou não achar que tem talento. E de María Elena também, por que não? Ela é nosso lado bicho, instintivo, na hora da raiva, ou lá dentro, todas as mulheres são María Elena, mas apenas algumas têm coragem de deixar ela sair. Até mesmo do personagem do Javier temos um pouco – quando somos sinceros, hedonistas, mas ao mesmo tempo condescendentes com coisas que nos são convenientes…

E, oops, esse é blog de moda, não de cinema, então bom lembrar do figurino do filme também! Adoro figurino e sua grande contribuição na construção de uma personagem. Vicky e Cristina, as duas amigas americanas, turistas, apesar da maneira diferente que entendem o amor, têm o figurino muito próximo, repararam? Roupas típicas de gringos em cidades de clima quente: calças e shorts cáqui, camisas de algodão (ou seria linho?), camisetas estonadas, etc. As duas, inclusive, tem uma camisa igual: uma branca com um lacinho amarrando atrás. Já María Elena tem roupas com mais personalidade, achei. Combinando com ela. A combinação rosa com renda preta é muito sonho de consumo. Vai desde roupas claras e bucólicas, românticas, até vestido preto colante – varia seu estilo como varia seu humor.

Finalmente, WoodyQuem não cairia na lábia do Javier Barden??? 

Finalmente, Woody

Penélope, muito musa, com o vestido-combinação e bolsa de franjas. Lindaaa!

 Finalmente, Woody

O elenco do filme na primière. Olha a Penélope lindona de novo (já deu pra reparar que eu acho ela o máximo né?), mas que cabelo é esse, Javier? E a cara animada do Woody?

7 opiniões sobre “Finalmente, Woody”

  1. PUxa, ainda não vi nenhum filme do Woody, não me pergunte porque.

    Mas pelo trailler o Vicky deve ser muito bom…

    bju

  2. Nao conheço muito o trabalho do Woddy Allen mas recentemente assisti MACHPOINT e achei muuuuito bom…..”a sorte do anel não ter caído dentro do rio foi tão azarada que fez o protagonista viver uma vida apática”…

  3. Não gostei tanto quanto você desse Woody”. Muito clichê me incomoda, mas foi um file legal, com gentes bonitas e bem vestidas . Também reparei muito no figurinho. Inclusive, achei que a Vick “se vestiu” de Cristina para encontrar-se com o Juan. Ela estava toda romântica, como Cristina, até com a mesma blusinha amarradinha atrás. achei bem proposital essa parte.

  4. Acho que terei que ver esse filme umas 5 vezes. Visto que nas 4 primeiras vou ficar somente babando por Bardem.

  5. EEEEEEE!!!

    Adorei Vicky Cristina Barcelona, com clichês ou não. Acredito que o clichê em si não é um problema – só o é quando sua abordagem é metalinguística, hehehe.

    E eu sou Maria Cristina, certeza.

  6. amei também esse filme!!!!!

    marcia, ri muito com a parte que vc diz: “hahaha, mas não me casaria com meu entiado”. é isso aí, valores acima de tudo!

    ps: vc não vai estar no rio nesse final de semana, né? é que marcamos um encontro, das blogueiras do rio, no sábado de manhã. ia ser tão bom se vc pudesse ir!

    beijos

  7. Gente, EU AMOOOOOOOOOOOOOO WOODY!! Sou louca por ele! Já vi quase tdo! E CONCORDO PLENAMENTE com vc sobre os últimos filmes (acho q ele quis mudar, mas não sou mto fã da fase londrina, prefiro a NY dos anos 70 e 80). Sempre vejo seu blog mas nunca comentei. Mas todo mundo q gosta de Woody tem assunto eterno comigo, gasto horas discutindo cada cena, cada diálogo (fantástico). Me envia um e-mail se quiser conversar: palomaperuna@hotmail.com! Bjo

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