O clichê, do clichê, do clichê

Como eu só faço reclamar de São Paulo aqui, hoje resolvi prestar uma homenagem, quando faço 1 ano de Pauliceia. Afinal, eu dei muita sorte aqui – além de correr atrás do que quero – e se reclamo é porque sou rabujenta.

A homenagem é besta e é o cúmulo do clichê quando se fala de SP, mas Caetano sempre me entende e é isso mesmo que às vezes eu me pego sentindo aqui. O post é completamente irrelevante, mas o blog é meu! hehehehe

IMG_3819

(…)É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

(…)Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva(…)

“Sampa” – Caetano Veloso

E vamo que vamo!

2 opiniões sobre “O clichê, do clichê, do clichê”

  1. Eu já chorei tantas vezes passeando em São Paulo e pensando nessa música que parei de contar. Pra mim é um clássico (= clichê que eu aprovo, hehahuaheu).

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s