A moda e a mulher

Rapidinha de domingo:

Cheguei em Volta Redonda e tinham duas Marie Claires que a editora Globo manda pra cá sei lá por qual razão. Emendei a leitura de uma na outra e, sabem aquelas matérias BEM Marie Claire, “Eu, leitora”, como lutar pelo seu orgasmo, etc? Tive uma overdose delas e de histórias, mulher, mulher, mulher. Tudo isso + meu novo vício na internet, o maravilhoso Adorável Psicose e a uma conversa que tive via msn com um amigo, me fizeram refletir mais do que eu já reflito sobre a visão das mulheres hoje em dia.

Aquele papo: conquistamos muitas coisas, temos liberdade, mas pesos de mais sobre as costas e quase sem apoio. E alguns homens – e algumas mulheres igualmente machistas – ainda vivem no século XIX, então já viram né?

Daí, estou eu lendo o livro Moda e Comunicação, do Malcolm Barnard, e me deparo com o seguinte trecho:

“Pode-se argumentar que à moda e à indumentária foi, por conseguinte, atribuído um perfil semelhante ao concedido às mulheres, que a avaliação cultural dada às mulheres e aos valores femininos foi transferida, como que por metáfora, a essas matérias. Isso significa que elas ou são adoradas irracionalmente ou descartadas como secundárias.”

Então eu acho que entendi porque gosto de estudar moda e porque não gosto de atribuir à ela esta mesma imagem de fútil, frágil e, principalmente secundária, que tanto tento fugir por ter nascido com dois cromossomos x.

Termino o post que para muitos vai parecer sem pé, nem cabeça, com minha foto preferida da Clarice Lispector, minha mentora (aliás,  estou me sentindo muito Joana, de Perto do Coração Selvagem ultimamente):

4 opiniões sobre “A moda e a mulher”

  1. estou virando sua fã =)! Pessoas que trabalham com moda e tem- e incentivam- esse tipo de pensamento são o que precisamos pra crescer nosso setor intelectualmente.

  2. Marcinha, também estou lendo Moda e Comunicação… Esse livro é incrível!

    Dia desses fiz uma postagem no meu blog com um trecho dele também, do capítulo “Moda e Frivolidade”. Um dos meus grandes problemas com moda ultimamente tem sido enfrentar o preconceito, principalmente dos professores da universidade, referente a querer trabalhar a moda. Daí que Malcolm colocou um argumento nas minhas mãos que eu nunca mais vou esquecer. Vai, inclusive, ser a primeira citação da minha mono. rs…

    Bjo!!

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