Grace Kelly + Hitchcock

Grace Kelly está em pauta em muitos veículos por conta da exposição que celebra seu estilo no museu britânico Victoria & Albert Museum; e também por ser o ícone de uma época feminina e elegante, os anos 50, cujos ventos já começaram a soprar no mundo da moda.

Como eu precisei dar uma pausa nos posts por causa do final da minha pós (aliás, acabei!), perdi o timing dos posts. Mas nem por isso a Grace Kelly deixaria de ser assunto, afinal, ela é musa eterna!

Por isso decidi pegar um viés diferente – os figurinos de suas personagens em filmes do Hitchcock (outro muso eterno!). Não seria o estilo da própria atriz? Não, não seria. Mas de que adiantaria as criações super bonitas da figurinista Edith Head se quem as usasse não fosse deslumbrante como a atriz que virou princesa?

Em Disque M para Matar (Dial M for Murder – 1954), o figurino da personagem de Grace (que não foi assinado por Edith) é bem comportado, de uma dona de casa da época, menos o vestido vermelho vivíssimo com mangas de renda (ou seria tule?) e a camisola rendada e lânguida. Dentre os três filmes dirigidos com Hitchcock, é o que menos me chamou atenção na trama. Mas, analisando muito mal e porcamente, as roupas comportadas em oposição ao vestido vermelho chamativo fazem coro à oposição da esposa comportada com a esposa adúltera. E a camisola branca? Bom, acho que dá um ar mais frágil de vítima. (fotos abaixo)

Janela Indiscreta (Rear Window – 1954) foi a primeira parceria de Edith Head e Hitchcock, e o segundo filme de Grace com o diretor. Nele, ela vive uma modelo, por isso seu figurino segue as tendências da alta moda da época. Segundo a biografia da figurinista (Edith Head – The life and times of Hollywood’s celebrated costume designer), Edith não precisou esconder ou realçar nada em Grace, como precisava fazer em outras atrizes: “In Grace Kelly, she also had the absolutely perfect figure and walk” (“Em Grace Kelly, ela tinha também a mais perfeita figura e andar” – tradução nota mil – not!).

Sou suspeita para falar porque é um dos meus preferidos do Hitch, com o James Stewart, que eu acho o máááximo – mas o figurino realmente compõe a trama – como em todo filme do mestre do suspense. (fotos abaixo)

Já em Ladrão de Casaca (To Catch a Thief – 1955), parece que Hitch deu carta branca para Edith deixar Grace ainda mais deslumbrante -se é que era possível. Tão ou mais bonita que as jóias cobiçadas pelo ladrão do título, The Cat. Como a personagem é uma ricassa americana de férias num balneário europeu, Edith explorou toda a beleza, corpo atlético e bronzeado da atriz, que aparece sempre de roupas claras – com exceção do maiô.

Fica a dica para o fim de semana: ver os três filmes e se inspirar na beleza e elegância da estrela que virou princesa, no talento de Edith Head e na genealidade de Alfred Hitchcock!

5 opiniões sobre “Grace Kelly + Hitchcock”

  1. Super coincidência. Hoje mesmo eu estava assistindo a um filme de Hitchcock (Um corpo que cai) e falando sobre os figurinos que são extremamente bonitos e servem , demasiadamente ,de inspiração.

  2. Assisti “Janela Indiscreta” esse final de semana.
    Maravilhosamente bem feito, e a Grace tem a beleza mais encantadora do mundo.
    Amei!

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s