E aí, Fashion Rio?

Este blog nasceu num Fashion Rio, sabiam? Não, claro. HÁ HÁ

Quando morava no Rio, cobri várias edições, mas, depois de me mudar para São Paulo, em agosto de 2008, fiquei afastada das semanas de moda, acompanhando só pela internet.

Talvez por isso eu tenha estranhado quando voltei ao Fashion Rio agora em janeiro, para cobrir para o Modices, como contei aqui. Estranhei porque quando cobri da última vez, ainda era na Marina da Glória e comandado por Eloysa Simões. Estranhei porque, de férias há 3 meses, eu tinha esquecido como algumas pessoas da moda são antipáticas, grosseiras ou falsas miguxas. Me irrita um pouco a falta de profissionalismo de certas pessoas do mundinho: ou são esnobes ou se fazem de melhores amigas – alô, será que na moda não podemos ter relação profissional cordial como em outras profissões?

Também me irritou perceber que a quantidade de gente que vai pro píer dar um close continua a mesma. Uma galere que parece saída de um episódio de Gossip Girls, loucos para serem fotografados pelo Yvan Rodic. Irritou um pouco a minha personalidade altamente saraiva.

Mas, enfim, bizarrices do mundinho à parte, foi muito bom voltar. Reencontrei pessoas ótimas e amigos (de verdade), e cobri os backstages, coisa que não costumava fazer antes.

E vamos falar de moda. Acho que o mood geral dos desfiles confirmou os anos 70 como a década da vez, o que não era nenhuma novidade. Mas dividiria a década em aspectos diferentes. Teve os anos 70 meio hippie; teve também o glam, cheio de brilhos; mas acho que o período (ou estilo) que se destaca mais nessa década é aquele que já está mudando para os 80. Peças mais utilitárias e minimalistas, uma mistura da silhueta fluida e alongada, com a silhueta mais quadrada que depois vem com força na década seguinte.

  British Colony

 Andrea Marques e Filhas de Gaia

Acho que se eu tentar achar um exemplo imagético fica mais fácil. É uns anos 70 como o figurino de Annie Hall, de Woody Allen (1977). A personagem de Diane Keaton tem um guarda-roupa cheio de peças masculinas, mas com o design da época mesmo: camisas com mangas pregueadas no ombro e punhos (como as roupas da Biba), calças chino (calça cáqui), vestidos de tecido leve e estampados com fundo escuro.

 Walter Rodrigues e Totem

Outras observações que fiz:
– Mistura de tecidos com texturas “opostas”: grossos como lãs, feltro, pele, couro; com leves como muitas sedas, crepes, rendas e tules;
– Elementos e formatos vindos do sportwear com tecidos finos: ventos da Copa e Olimpíadas que já estão soprando;
Marrom e caramelo são os novos preto;
– Formas sóbrias em tecidos glamurosos
Proporções estranhas e desarmônicas. Assimetria e desconstrução;
– Influência óbvia do inverno do hemisfério norte, onde só se viu pele. Brasil não precisa, né gente? Achei muito querer seguir instruções de tendências internacionais, sem interpretá-las para nossa realidade (principalmente a climática)

 Maria Bonita Extra e New Order

 Printing e New Order

 Nica Kessler e Patachou

 Coven e Maria Bonita Extra

 Alessa e Ausländer

Bom, acho que é isso. Vamos ver como será o SPFW. E mais, vamos aguardar pra ver como isso tudo chega nas lojas.

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