Jacqueline Du Pré

Um post off-moda, porque antes dela, vem a música na minha vida.

Quando eu aprendi o que era o gozo estético, descobri que nenhuma outra manifestação artística é capaz de me proporcionar esse tal momento de êxtase como faz a música. Principalmente a música clássica, que me provoca umas explosões de crise de choro insanas – de soluçar mesmo. Não que eu esteja triste, mas é tão emocionante pra mim, que eu não me agüento. Choro, muito, e sem querer.

Estranho é que eu nunca contei isso pra ninguém, e agora conto aqui no blog, onde centenas entram todo dia. Well, talvez seja menos constrangedor do que contar pra algum amigo ao vivo.

Eu estudei violino dos 13 aos 18, mas tocando eu não conseguia sentir a mesma emoção porque ficava muito tensa e, sei lá… oprimida? Hahahaha.

Por isso, acho lindo músicos que tocam de entrega mesmo, que você vê que estão quase morrendo. Que se jogam, que tocam COM o instrumento, não O instrumento. Consegui me fazer clara? Se não, vou explicar com Jacqueline Du Pré, uma maravilha da natureza.

Conheci Jacqueline no filme Hilary & Jackie, que conta a história das irmãs Hilary e Jacqueline Du Pré, flautista e violoncelista inglesas. A primeira, virou professora, mãe, apesar do talento como musicista. A segunda, se tornou um dos maiores nomes da música no Século XX, uma virtuose apaixonante e apaixonada. Ela abraçava o cello e olhava pra ele com uma paixão impressionante! Lindo de se ver. Linda!

Turma de virtuoses: Jacqueline, Itzhak Perlman, Zubin Mehta e Daniel Barenboim (com quem ela foi casada)

Infelizmente, aos 28 anos ela abandonou as salas de concerto por causa da esclerose múltipla. Jackie morreu aos 42 anos. Mas, graças ao meu querido Youtube, podemos vê-la no auge, interpretando com tanta emoção que inspira a levar a vida com mais paixão. Né não?

6 opiniões sobre “Jacqueline Du Pré”

  1. Já era mega fã sua… Sim, vc tem uma super fã. Agora mais ainda… Q post sensível. Amo tb a música e me emociono demais – principalmente com as clássicas. Sou fã por identidade, sabe?! Por ser distante não somos amigas, aquela amiga que queremos seguir o exemplo (mesmo eu sendo mais velha rsrsrsr), por isso me tornei fã.

  2. Olá, Márcia, tudo bem? Eu também fico como você. Às vezes ouço a mesma música um trilhão de vezes só para dessensibilizar. As bachianas (nº5) eram um horror. Chorava em qualquer lugar que tocasse. Albinoni outro terror: finalmente consigo ouvir sem me desmanchar (ninguém entendia nada). Agoro posso ouvi-las em público. Chorinhos me dão uma alegria inexplicável. E por aí vai. Um abraço!

  3. OMG achei alguém que me entende, Sou totalmente apaixonada pela Jacqueline tipo vi um vídeo dela e pensei “pultz ela toca mais que o YO-yo ma”
    Tipo eu toco cello a um ano, mas nunca achei uma cellista que me inspirasse tanto quanto ela… preciso ver o filme, você sabe onde posso achar no minimo com legenda?

    1. Oi Stefany,

      que bom que gostou do post, a Jacqueline era maravilhosa mesmo. Não sei onde achar o filme porque quando vi, ainda era em VHS! AHAHAHAHA

      bjs

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