Robert Mapplethorpe – every man is a masterpiece

Estamos em época de corações e flores pipocando por todos os lados, mas eu estou há algum tempo envolvida num romance de verdade: mergulhei fundo na história de Patti Smith e Robert Mapplethorpe contada no livro Só Garotos, muito bem escrito por Patti. Mergulhei na linda história de amor dos dois, nada convencional, enquanto minha vidinha convencional se distanciava cada vez mais dessas coisas.

Uma história de amor de amantes, irmãos e apaixonados pela arte. Impossível é não se apaixonar por eles. Gostei tanto que comecei a enrolar para o livro não acabar. Mas hoje, não teve jeito. Acabou. E o mais engraçado, estava no CCBB vendo uma exposição sobre auto-retratos de artistas contemporâneos, segurando o livro, quando me vi refletida no preto de um de Robert, um pouco antes de morrer de AIDS, em 1988 (ano da foto, ele morreu em 89). Lindo.

 

Decidi então fazer três posts para celebrar os meus dois novos heróis, a arte e o amor. Este de hoje é sobre ele, Robert.

Nasceu em 4 de novembro de 1946 no Queens, Nova York. Escorpiano que nem eu. Talvez isso explique seu gosto por coisas obscuras. Conheceu Patti em 1967 e logo começaram uma relação baseada na inspiração mútua em seus trabalhos como artistas. Robert desenhava, pintava e fazia objetos e instalações antes de começar a fotografar – arte pela qual ficou famoso. A paixão pela arte clássica, a religiosidade, obscurantismo, o corpo humano e sua sexualidade dúbia sempre foram suas marcas, independente de qual meio usava para se expressar.

Se inspirava em artistas como Marcel Duchamp, Man Ray e Andy Warhol.

De acordo com o livro de Patti, além de muito talentoso, Robert era muito bonito e vaidoso, tinha um estilo bem exótico. Gostava de couro e muitos adereços (adorava caveiras, por exemplo). Eles deviam ser um casal bem estranho de se ver: ele espalhafatoso, meio afeminado, e ela com jeito de menino desnutrido.

Dos anos 70 em diante, Robert passou a se dedicar basicamente à fotografia. Suas experiências sexuais, principalmente as sadomasoquistas, foram retratadas – inclusive pelo próprio. Apesar de algumas serem bem chocantes, são esteticamente belíssimas. Pena que meu blog seria bloqueado se eu postasse aqui, mas dêem uma olhada, quem quiser.

Selecionei algumas (tem um portfólio no seu site oficial). Mas continuo na pesquisa, tentando conhecer mais sobre sobre meu novo ídolo:

Auto-retrato

Patti

2 opiniões sobre “Robert Mapplethorpe – every man is a masterpiece”

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