Cromoterapia

Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo
Cores

O Bainha de Fita Crepe nunca foi um blog confessional, mas tampouco é um blog profissional, então muito do meu ego é exposto aqui. Por isso, vale dizer que ando muito melancólica por esses dias (PELAMOR, não é por causa do Dia dos Namorados, tá? hahahaha). Quem lê e me conhece, sabe que a última coisa que eu tendo a ser é melancólica, mas enfim – fases.

Como esse estado de espírito não é natural e me irrita, faço de um tudo pra ele passar. Nessas horas, sempre lembro de Noviça Rebelde, filme que eu via to-do-san-to-di-a, mesmo, quando era criança: “when I’m feeling sad I simply remember my favourite things and then I don’t feel so bad”. Resolvi então, colocar em prática um pouco do que aprendi no meu curso na Saint Martins e que me deu graaande alegria de fazer: cartelas de cores.

A ideia é simples: pegue uma imagem que você goste e tire as cores que mais te chamam a atenção e monte a cartelinha. Claro, com o tempo, seu olhar se apura e você consegue captar mais nuances, ou então pegar as cores que estão na imagem que ficam mais interessantes quando postas em conjunto. A professora do curso tentou nos ensinar a treinar esse olhar para não virar um samba do criolo doido.

A ordem das cores na cartela também precisa ser pensada: pode ser degradê, ou em grupos de frias/quentes… Se você quer que uma cor da imagem só pontue sua cartela, você pode colocar como um fio passando por cima ou ao lado das outras. Nas aulas, usávamos materiais diversos pra construir nossas cartelas: recortes de revista, papéis, tintas, linhas, lãs, botões – tudo o que encontrávamos no tom exato que queríamos. Gastei algumas boas libras em lojas de aviamentos atrás das minhas cores! Mas foi muito divertido de fazer (a minha, ainda em processo):

Segundo a professora, essas cartelas que ela cria são apresentadas para outros hunters como ela em encontros pelo mundo. Definir a cartela de cores de uma estação é essencial pra indústria: dela vão sair tecidos, estampas, etc.

Eu acho que deve ser um trabalho incrível de se fazer e confesso que fiquei morrendo de invejinha da professora. Ela tinha um olhar pra cores muito interessante (ela se vestia em blocos de tons da mesma família, às vezes quebrados por um contrastante, era genial).

Durante as aulas, também foi muito interessante perceber como cada aluna fazia a sua própria cartela e tinha tudo a ver com as nossas personalidades. Eu, que ao contrário da minha fase atual hehehe, sou meio “escandalosa”, “almodoviana”, escolhi imagens muito coloridas e monte uma cartela com cortes bem marcantes. O mais engraçado é que no dia da apresentação, escolhi um vestido que tinha exatamente a cartela – sem querer!

Cores são o máximo e sou completamente apaixonada, por todas elas. Inclusive pelo preto, por que não? E, depois de passar horas e horas desse fim de semana gelado montando minhas cartelas (no paint porque estou sem photoshop haha), me sinto muito melhor.

E não é que a Cromoterapia – mesmo que, assim, meio heterodoxa – funciona mesmo? Olhem só um pouco do resultado da minha sessão:

Pra quem curte cartelinhas tem aqui também: http://blog.wearpalettes.com/

2 opiniões sobre “Cromoterapia”

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