Dicas do Bainha: Maíra Freitas

Se alguém me pedir alguma dica de como manter um blog, vou dizer: anote as ideias que tem para posts, antes que esqueça. Pois é, eu vivo esquecendo as minhas e perco o timing de vários – mas este que se segue eu consegui manter! Vem comigo!

Há um mês mais ou menos, ouvi o CD da Maíra Freitas (da Biscoito Fino), pianista que agora virou cantora, desbravando novos mares e seguindo os passos da família. Ela é filha do Martinho da Vila, irmã da Mart’nália. Na verdade, eu já tinha visto Maíra se apresentar num show do Exalta Rei, bloco de carnaval criado em homenagem ao Roberto Carlos, mas não tinha a mínima ideia de quem ela era.

Uma das coisas que mais me chamou atenção no CD e por isso tinha decidido fazer um post, foi a forte feminilidade dele. Não que as músicas tenham o eu-lírico só feminino e tal, mas é um CD feito por mulheres, que fala de coisas que nós pensamos e sentimos. A música “Corselet” fala exatamente disso: a cantora tinha se apaixonado loucamente por um, comprou, mas ele não servia. Bom, eu contando assim fica totalmente comum, mas a graça está na poesia e na melodia, ouçam.

Li uma entrevista da Maíra dizendo que, enquanto fazia, ele ia ficando meio pra baixo. Mas, durante as gravações, ela começou a namorar e o CD ficou mais colorido. Adorei: me imaginei escolhendo um repertório agora, caso fosse artista – só teria música de fossa, por exemplo – hahahahaha. E não é que a maioria das meninas aqui lendo não faria o mesmo? E não mudariam um pouco, ficariam mais esperançosas em seus repertórios, se aparecesse um boyzinho legal?

Ah, ela também é super ligada em moda e já a vi algumas vezes em edições do Fashion Rio, assistindo a alguns desfiles. Foi até personagem da editoria de estilo da revista do Globo.

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a versão de “O show tem que continuar” – meio jazz, com piano lindão. Acho lindo cantoras que tocam piano e me dá um arrependimento imenso de não ter ouvido minha mãe na infância. Eu fazia birras homéricas em casa para meus pais me colocarem na aula de violino, mas, naquela época, não tinha nenhum professor em Volta Redonda (com 13 eu acabei conseguindo um). Aí minha mãe dizia pra eu aprender piano, já que tínhamos o da minha irmã em casa. E eu, teimosa, dizia que não. Não é o máximo cantar e tocar, tipo a musa Nina Simone?

Ah, e também gravou “Mambembe”, do Chico – aí ela me conquistou de vez porque é uma das minhas preferidas do Chico.

E para quem ficou curioso, hoje, dia 14, Maíra se apresenta no Bar do Vivo Rio, a partir das 21h. Quem quiser ir, informações aqui ó.

Mais da Maíra, por ela própria (tem trecho de “O show tem que continuar”, que não achei pra mostrar pra vcs):

2 opiniões sobre “Dicas do Bainha: Maíra Freitas”

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