On The Road – pitada

Aproveitando o sucesso de “On The Road”, filme de Walter Salles inspirado no clássico de Jack Kerouac que foi ovacionado em Cannes essa semana, queria compartilhar um trecho aqui com vocês.

Acho que não escolhi uma boa época pra ler o livro – estava presa na rotina pesada de São Paulo e me senti quase ofendida pela liberdade dos personagens. Além disso, eu, filha da “livre” geração Y, não conseguia ver como aquele livro fosse responsável por algumas revoluções pessoais. Como assim Bob Dylan saiu pelos EUA vagando depois de ler e mudou sua vida e a história da música? Estava achando o livro datado e tal.

Até que Kerouac me mostrou o quão à frente do seu tempo ele estava e como ainda é atual. Um trecho que ele comenta sobre a efemeridade e falta de troca dos jovens casais. E não é assim, ainda hoje, em muitos casos? Lembro que anotei esse trecho num caderno. Fui procurar agora para colocar aqui e abri EXATAMENTE nessa página! Assustador!

Então, com vocês, Kerouac falando por Sal Paradise, seu auterego no livro:

Garotas e rapazes da América têm curtido momentos realmente tristes quando estão juntos; a artificialidade os força a se submeterem imediatamente ao sexo, sem os devidos diálogos preliminares. Não me refiro a galanteios – mas sim um profundo diálogo de almas, porque a vida é sagrada e cada momento é precioso.

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