Arquivo da categoria: Dicas

Blog desaparecido e Hair & Beauty

Oi minha gente,

sumi, não nego. Volto quando puder. Estive desaparecida terminando minha pesquisa de campo e escrevendo minha dissertação de Mestrado. O blog acabou ficando para último lugar.

Mas estou voltando pra ele assim como volto para o mundo acadêmico, desta vez no doutorado. De olho agora no mundo da beleza no Brasil. Para começar, vou dar um pulo na feira profissional de beleza que será realizada aqui no Rio a partir deste próximo domingo, dia 18, a Hair & Beauty.

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Ela reúne as principais marcas voltadas para profissionais deste setor, além de uma grade bacana de palestras, cursos e workshops. Para quem quer se profissionalizar ou reclicar, é um achado! Este ano, teremos por exemplo o fofo do Duda Molinos como um dos palestrantes. Quem quiser saber mais, é só dar uma olhada no site da feira, onde também os ingressos são vendidos.

A milésima volta do Bainha

Tem alguém sumido aí?

Criei o Bainha em 2007 e, desde então já sumi e abandonei o blog inúmeras vezes. Talvez por isso ele nunca tenha virado fonte de renda ou famoso, mas é porque a vida demanda muitas coisas da gente, né?

Dessa vez, foi o Mestrado e a vida acadêmica em geral que me fez afastar. Como pesquiso Consumo e Internet no curso de Mestrado em Antropologia que faço, entrei com uma paranoia que escrever aqui poderia me trazer problemas. Poderiam confundir o que falo aqui com alguma pretensão de artigo acadêmico, etc. Daí fui ficando com medo de escrever, foi me tolhendo as ideias, a liberdade. E blog é para ser livre, né? Pelo menos na sua origem, era. Mas sempre bom dizer, NADA AQUI é acadêmico, é científico, pelamordedeus!

Além disso, o tempo foi ficando cada vez mais escasso, a quantidade de coisas para ler e fazer maior.

Mas não aguentei de saudade. Voltei! Alguém ainda me lê?

Para fazer as pazes com a blogolândia, resolvi trazer o que me tomou as ideias para cá e também quebrar a paranoia com o mundo acadêmico x blog e abordar justamente o assunto que pesquiso, que é o Pinterest. Já falei dele várias vezes aqui, antes e depois do Mestrado. Não quero falar sobre as coisas que pesquiso por lá, o que já descobri, nada. Socorro, já faço isso escrevendo artigos, papers para congressos, etc.

Mas, por conta disso, muita gente vem me falar que tem perfil, mas não sabe usar o site – apesar de ter vontade. Então para ajudar quem tem vontade de usar o site, mas não sabe como, um breve GUIA DO PINTEREST!

GUIA PARA USAR O PINTEREST ATIVAMENTE:

1- Você precisa de um perfil: quando você entra no Pinterest pela primeira vez, a primeira tela que vai ver é esta abaixo. Eu criei o meu perfil a partir do Facebook. Ele vai puxar seus contatos lá e você pode escolher se vai seguir o Pinterest deles ou não. Mas no Pinterest, o lance é seguir perfis que postam imagens que você gosta, não precisa ser amigo da pessoa na “vida real”. Dos 233 perfis que eu sigo, imagino que só 10% deve ser de amigos “reais”.

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O site criou esse vídeo abaixo para explicar o que ele é. Como pesquisadora, vejo que eles focam muito os usos do site na sua parte prática, como um lugar para buscar inspiração para projetos, compras, viagens. Mas o vídeo é bacaninha:

2- Criando painéis (ou boards): Depois de criar o perfil, o Pinterest vai fazer um tour com você mostrando como é o site. Explicam, por exemplo, o que é um pinPin é o que é postado nos perfis do Pinterest. São imagens que você escolhe para estar ali. Elas são guardadas no seu perfil em painéis que você cria de acordo com suas preferências. O Pinterest sugere alguns temas de painéis para você criar:

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Mas você pode criar o painel que quiser. Tem perfis, como alguns que acompanho, que possuem mais de 200 painéis. Sim, duzentos! Faça quantas categorias sua imaginação mandar. Mas se você criar muitos painéis, com temas muuuito próximos e específicos, pode ser que, na hora de navegar pela sua timelineonde aparecem os pins dos perfis que segue, você tenha alguma dificuldade de classificar as imagens que queira pinar.

Os painéis que eu criei foram os seguintes:

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3- Sigam-me os bons! Depois de decidir que tipo de foto você quer colecionar, pode escolher os perfis que vai seguir. O site vai te sugerir alguns com base no que você selecionou aí nos painéis. Nessa hora que vocês podem me seguir lá clicando aqui!

Na foto aí de cima, à direita, vocês podem ver minha foto e um balãozinho vermelho. Ali são as notificações que a gente recebe: quem repinou seus pins e quem começou a te seguir, por exemplo. Por causa da correria da pesquisa, não presto muito atenção nessa parte. Mas não se assustem, tem um monte de gente que você nunca viu na vida te acompanhando. É normal, o que importa é a troca de imagens e, além disso, o Pinterest é um território internacional, você troca fotos com gente do mundo todo (principalmente americanos).

4- Timeline e procurando imagens: Depois de decidir quem vai seguir, as fotos que essas pessoas pinam vão aparecer na sua timeline, que parece mesmo um mural de cortiça. É confuso gente, mas vocês se acostumam. Para vem uma foto maior, basta clicar nela. Quando ela abre maior, você pode no canto superior esquerdo o botão de PIN, o CURTIR e um botão que leva ao link original de onde a foto veio (o site de origem). Quando você curte uma foto, ela não vai para o seu perfil. Raramente as fotos são curtidas, o lance é pinar.

Do lado direito da foto, podemos ver ao lado direito mais imagens que a pessoa tem em seu álbum. Se rolar a barra para baixo, você verá o que o Pinterest colocou como “pins relacionados”. Cuidado, é fácil se perder nessa imensidão de imagens!!!

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De volta à sua Timeline, no canto superior esquerdo do site você vai ver  o espaço para busca e um botão que leva a um menu que vai mostrar todas as categorias de pins que o site cria. Nesse menu também tem a categoria Popular. Essa categoria, às vezes, tem fotos digamos… polêmicas. Não deveria falar isso como pesquisadora, mas somos todos humanos: às vezes aparecem fotos muito cafonas. Quase nunca utilizo esse menu. Mas utilizo muito a busca para procurar cortes de cabelo, por exemplo. A dica é escrever em inglês, já que a maior parte dos usuários ainda é americana.

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Bom, sem mais delongas e acho que ajudei a ensinar o básico de como usar o site, né?

Aproveitem e até o próximo post! (Próximo mesmo!!!! :D)

Bainha no Facebook aparecendo no seu feed :)

Esse Facebook danadinho… para dar lugar aos seus anúncios pagos nos nossos feeds de notícias, eles retiraram os posts das fanpages que eu e você curtimos. Como eu sei que todo mundo aqui curtiu a fanpage do Bainha, vou mostrar como fazer para voltar a receber as atualizações por aqui. É só ir à página e ver se o botão “Seguir”, à direita, está com um tick marcado. Se não, é só clicar e voillá!

curtir

Melhor ainda se passar o cursor em cima do botão “Curtiu”, vai abrir automaticamente uma janelinha e vocês vão clicar em “Obter notificações” e você ainda recebe uma notificação, olha que legal? 😀

obter notificações

Fantasias de Carnaval com ajudinha do Pinterest

Alô povão, agora é sério!

Blog está abandonado, mas o Mestrado e afazeres profissionais me prendem o tempo. Mas voltar a alimentar regularmente o Bainha está em uma das minhas resoluções de 2014! Urra!

Já que o Mestrado está direcionando meu foco, vou juntar o assunto da minha pesquisa com uma paixão minha que nesta época fica mais aflorada: Pinterest + Carmaval! Essa rede social de coleção e troca de imagens pode ser uma boa fonte de ideias para fantasias para curtir a folia e eu tenho até história pra contar. Como quem acompanha o blog sabe e quem não sabe pode ler nos posts que vou deixar linkados no final, eu gosto muito dessa festa e adoro me fantasiar. Sempre procuro inspiração em livros que tenho em casa de história da moda, nas minhas coleções de fotos antigas e, claro, na Internet.

Em 2012, recebi uma foto de uma menininha fantasiada de pavão, numa roupa totalmente Do It Yourself, ou DIY ou, no bom e velho português, Faça Você Mesmo. Me apaixonei e me inspirei naquela saia para criar uma versão adaptada para o verão carioca. A foto era essa:

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Eu, minhas amigas, minha mãe e a mãe de uma delas tivemos um mega trabalho de comprar tecidos e costurar as penas de feltro para fazer a fantasia, mas ficou lin-da! No Carnaval daquele ano, desfilávamos felizes pelo Boitatá quando vimos outro grupo de amigas com a MESMA fantasia. Morremos de rir! Elas pegaram a mesma foto como inspiração. Mas, como cada grupo fez sua releitura, a fantasia ficou relativamente diferente. Não vou colocar foto aqui porque, vocês já sabem, quem copia minhas fantasias leva uma praga imensa nas costas, hein!

Essa história me fez entrar no Pinterest (fonte da foto acima), me apaixonar e fazer dele meu lugar antropológico. Mas continua fonte de ideia carnavalesca também. Ano passado, montei uma fantasia inspirada em banhistas da década de 20, mas bem colorida porque, afinal, é Carnaval.

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Minha versão (foto anti-cópias, só no mistééério):

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*   Para pinçar alguma ideia no Pinterest, pode digitar “costumes” na busca do site. Aconselho sempre a usar o termo em inglês porque cerca de 70% dos seus usuários é dos EUA. Vejam com seus olhos: http://www.pinterest.com/search/pins/?q=costumes.

* Outra tag que tem muitas ocorrências é “halloween costumes”, ó: http://www.pinterest.com/search/pins/?q=halloween%20costumes. Porque eu acho brega brasileiro levar o Halloween pra valer, mas os gringos são bons de inventar fantasia! Só adaptar para nosso clima.

*       Ou então, caso você já tenha algo em mente, digite o que pensou na busca (de preferência traduzido, como eu disse) e vai achar um monte de de ideia legal também. Por exemplo, pavão: http://www.pinterest.com/search/pins/?q=peacock%20costume.

* Também costumo procurar ilustrações ou fotos antigas como para uma fantasia de melindrosa: http://www.pinterest.com/larissalu/20s/.

Mas, se vocês ainda não estão convencidos, peguei algumas imagens inspiradoras, ó:

Mimooous:

mimous

Os Pássaros:

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Twitter:

twitter

E essa, que eu MORRI! Do filme Madeleine:

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**** POSTS SOBRE CARNAVAL:

Coletânea de posts sobre o assunto

Karaokê de marchinhas

Dica Bainha: curso de tendências & consumo

Se tem uma coisa que irrita ainda mais meu humor saraiva é o uso da palavra “tendência” impunemente tanto na imprensa tradicional de moda, como nos blogs da vida. “Jeans é tendência”, “Xadrez é tendência”, “Camisa branca é tendência”, bla bla bla bla. Se você também se irrita ou se você vestiu a carapuça e também quer entender melhor as tendências e comportamentos de consumo, tenho uma indicação de curso bacana que será realizado em dezembro aqui no Rio de Janeiro:

Em Culture Lab – Tendências & Consumo, as queridas Carol Althaller e Hilaine Yaccoub vão expor formas diferentes, mas que podem se complementar (e, ao meu ver, é bom que se complementem, aliás) na hora de tentar entender como as pessoas consomem, usam e se apropriam dos objetos/serviços e tentar projetar isso para um futuro. Vão juntar coolhunting com antropologia do consumo. Carol trabalhou por muito tempo no WGSN como editora de conteúdo e hoje está trabalhando em planejamento de marketing para a Coca-Cola Company. A Hilaine é antropóloga, professora na ESPM-RJ e companheira de programa de Antropologia na UFF, onde ela é doutoranda na linha de Antropologia do Consumo.

Serão seis encontros, de 12 a 18 de dezembro, no SpazioIpanema. Quem ficou interessado, manda email pra culturelabnews@gmail.com

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Sentimentos criativos

“No que você está pensando?”

Com essa pergunta tão íntima, o Facebook nos incentiva a dividir com nossos contatos o que passa pela nossa cabeça. O que antes poderia soar como uma confissão íntima feita por impulso, ao vivo, no meio de uma conversa casual e, muitas das vezes, motivo de constrangimento para quem deixa escapar, é agora espalhada, divulgada nos “feeds de notícias” de seus contatos.

Diria que 70% desses posts seriam sobre sentimentos: amor, raiva do trânsito, tédio de domingo, paixão pelo time, tristeza por um pé na bunda. Não quero levar em consideração aqui a questão se essas manifestações públicas de alegria ou de tristeza nas redes sociais são reais ou não. Mas sim o motivo e a maneira com que as pessoas se manifestam.

Faço mea culpa porque eu mesma já fui de sair admitindo alguns sentimentos no Facebook quando era mais nova e estava insegura. Agora, A QUEM INTERESSA, além de mim, falar do que eu tô sentindo? Meus amigos? Posso ligar pra eles e me abrir, não? Pra que colocar isso nas redes sociais – hoje eu, mais sã – me pergunto?

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Ora, mas os poetas, os músicos, os artistas todos também não expressam, de certa forma, o que sentem? Por que eles podem e os usuários das redes sociais não? Bom, foi como eu disse: a questão é o motivo e a maneira como esses sentimentos são expostos. Quando eu transformo essa manifestação em algo criativo, seja ela triste ou feliz, eu a torno mais atraente ao ouvido ou ao olhar do outro, concordam? 

E por que não espalhar essas mensagens com ajuda das redes sociais? Acho que essa é a grande função delas ultimamente, como já comentei nesse post sobre o Autoajuda do Dia, nesse sobre mensagens nas ruas ou nesse sobre o Sean Hart.

Nós podemos encontrar essas mensagens e buscar inspiração em tudo: transformar essas palavras que ficam aqui, prontas pra sair, em produções bacanas, divulgando na web, nas ruas ou até mesmo nas paredes de uma casa.

Foi numa casa dessas, numa “festa de bota-fora” de um amigo, que encontrei de referências para uma pesquisa de um curso à inspiração para esse post. Como o prédio foi vendido e vai ser reformado, as pessoas foram desenhando e escrevendo nas paredes:

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Arte na parede da ex-casa feita pelo amigo do colégio, agora da festinha e carnavais, Danilo Melo

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Duas poesias acima: Danilo Melo

Lá descobri, por exemplo, umas poesias muito legais de uma amiga do anfitrião. Romã Neptune é uma moça como eu, como tantas outras no Rio ou de qualquer lugar do mundo que, vivendo nos nossos tempos de amores efêmeros, líquidos (quase evaporando), transforma suas histórias em poesias muito bacanas. Num quarto da casa desse amigo, li a poesia abaixo:

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E depois, na web, achei tantas outras que podem ler no blog dela.

Não é mais legal tentar colocar o que se sente, o que se vê em coisas mais elaboradas? Ou então reproduzir a palavra do outro, como eu fiz agora (com crédito, por favor!).

Outra descoberta bacana foi o Eu Me Chamo Antônio, que escreve mensagens em guardanapos para alguma mulher que o machucou (pessoalmente, não me identifico tanto porque não estou na fossa, mas é bacana).

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Por falar em fossa, a autora do tumblr 180 Cartazes Para Sair da Fossa teve uma ideia genial para sair da sua. Como sua mãe disse que levavam 3 meses para superar um amor que deu errado, ela está fazendo um para cada dia, com muito homor e com músicas que dizem coisas pra ela e pra todos nós. Não é bem mais legal do que ficar stalkeando o ex e chorando as pitangas em posts chatos?

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Por isso que lanço um novo movimento: MAIS CRIATIVIDADE, POR FAVOR!

E feliz 2013 pra todos!!!!

Dicas do Bainha: Marie Desbons

Descobri esta semana no Pinterest (me segue ae!) a ilustradora francesa Marie Desbons e amei! Ela divulga seu trabalho num blog bacana também, Mon Grain D’Sel. Seu estilo é bem lúdico – ela trabalha muito ilustrando para livros infantis – e tem sempre referências criativas à moda, tecidos e estamparias.

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Fofíssimas, né?

Acne: maquiagem

Nos últimos dois posts, falei da “história da minha pele” e os tratamentos que fiz por causa da acne (aqui e aqui). Prometi falar também sobre maquiagem, mas acabei viajando e não fiz. Mas foi bom porque, na viagem, experimentei alguns produtos que podem ser citados aqui.

Como disse nos posts anteriores, tenho a pele muito oleosa e sensível. Além da acne, tenho um pouco de rosácea também. Qualquer produto mais grossinho entope meus poros e, como é mais difícil limpar MUITO do que usar algo mais leve – opto pela segunda opção. Na verdade, apesar de ser péssimo aparecer com a pele toda empolada, quanto menos coisa você colocar na sua pele, melhor ela fica. Por isso, opto por cobri-la melhor em festas à noite, casamentos, etc.

Tem um vídeo que ficou famoso, de uma menina americana mostrando como ela esconde as espinhas. É impressionante, mas arrisco a dizer que ela poderia diminuir um pouco o tanto de produtos que passa no rosto todos os dias, pode ajudar a melhorar a pele. Vejam:

Como minha pele não está tão ruim mais, uso pouca maquiagem, na verdade. Durante o dia, como uso um produto (citado no post anterior) + filtro solar, uso só corretivo nas olheiras e manchas mais evidentes, base e blush em pó.

Os produtos que uso diariamente são o corretivo Studio Finish da MAC (cor NW25, mas acho que isso não interessa muito ahahah), a base em pó feita pelas mãos de Deus Studio Fix, também da MAC (cor C4). Segurar super a oleosidade, nada leve segura, então eu preciso retocar sempre – mas isso não me incomoda. Acho a Studio Fix a melhor base em pó que existe. Já testei outras, inclusive mais caras, mas foi a melhor até hoje.

Como eu sempre tive as bochechas vermelhas, não costumava usar blush até mais ou menos um ano atrás. Mas, conforme minha rosácea foi ficando controlada, comprei um da Avon, mas achava que ele ficava muito rosa – era mais indicado para produções à noite. A cor é a Malva. Por isso, acabei comprando um da Quem Disse Berenice?, nova marca da Boticário que conheci nessa viagem à São Paulo que citei no início do texto. Comprei o “Rosinha” que, na foto, parece ser mais vivo que o Malva, mas na pele ele é mais discreto, dá só um ar de saúde mesmo. Blushs pastosos ou líquidos escorrem e somem rápido no meu rosto.

Base eu só uso em “ocasiões especiais”. Sempre as mais fluidas possíveis por causa do entupimento dos poros. Apesar da pele com acne ter muitas marcas, não acho bom colocar muita coisa que abafe a pele. Por isso, nada de primers. Já testei usá-los também, mas só pioram a situação.

Gostava muito do pó líquido da Contém 1g, mas nunca mais encontrei minha cor, então comprei a base líquida alta definição do Make B. (Boticário). Quando uso base, passo corretivo, a base e o pó Mineralize Skinfinish Natural, da MAC. E depois, ao longo do evento, vou retocando com o Studio Fix.

Já usei outras bases, mas optei por essas por causa da embalagem mais leve. Aquela mousse da Maybeline também é boa, mas tende a “agarrar” mais na pele. Nessa ida à SP, fui numa MAC repor meu corretivo e testei a nova base deles, Matchmaker, que é super leve, mas com cobertura média. Outra coisa legal dela é que é sequinha, mas não deixa a pele parecendo argamassa, deixa com “viço”, sabem? Não curto o visual MUITO mate.

Além disso, eu moro no Rio e o clima e o espírito da cidade não pedem maquiagem pesada, então todo meu esforço é para usar maquiagem e NÃO parecer que estou com ela

Ah, às vezes também uso iluminador, mas, na verdade, pego uma sombra em pó perolada porque esses líquidos não funcionam de jeito nenhum comigo (tipo os High Beams da vida).

Abaixo, uma foto maquiada, para terem uma ideia de como fica (estava com a base levinha, pó e corretivo):

E minha pele sem maquiagem (hoje em dia):

Daí descobri um novo vídeo dessa menina da pele com acne, onde ela comenta sobre maquiagem (se ela entope os póros ou não). Bom, eu discordo dela porque eu realmente acho, por experiência própria, que muita maquiagem e produtos em cima da pele pioram a pele. Dizem que nossa pele se regenera todas as noites, mas eu durmo menos de 8 horas por dia e passo o resto das horas de maquiagem. OU SEJA… Enfim, nem eu nem ela somos dermatologistas, mas vejam a explicação dela:

 

Acne: os produtos diários

Como disse no post anterior, que fala sobre minha briga contra acne, resolvi compartilhar também quais produtos uso atualmente, mesmo achando que seguir o que eu faço não vai funcionar pra vocês. Auto-medicação não funciona também para problemas dermatológicos e, como insisto em dizer, a melhor e única solução para quem tem muitas espinhas é: CONSULTA COM DERMATOLOGISTA.

Nesses quase 15 anos tratando a pele, já passei MUITA coisa no rosto. Até pomada pra assadura de bebê, que me deixou um monstro oleoso, vê se pode! Como disse no post anterior também, sou alérgica ao peróxido de benzoíla, presente em muitos produtos para pele acnéica – o que limitava muito a vida dos meus médicos. Num tratamento, fiquem certos que um médico sério não vai te receitar produtos simples e baratinhos de farmácia, de empresas de cosméticos que vemos por aí (sabem essas linhas de tratamento de espinhas? Então, quando o problema é grave, elas não funcionam).

Por isso, é bom preparar o bolso.

Hoje em dia, minha rotina é:

– Lavar 3 vezes por dia o rosto com sabonete Secatriz em barra, da Dermage;

– De dia: loção secativa rosa Secatriz, também da Dermage ou Klassis Emugel (Theraskin) – intercalando os dois;

– De noite: Differin gel 0,3% (Galderma) ou Derm AHA (La Roche-Posay), também intercalando.

 

O sabonete da Dermage é bom, mas prefiro o que eu usava antes, o Dermotivin Control. Minha pele é TÃO oleosa que parece que a barra não “seca” o suficiente, prefiro líquido. Esse Dermotivin é tão poderoso que, se usava em alguma cidade de clima mais seco, minha pele até descamava. Pena que é caro.

A loção da Dermage, como o próprio nome diz, seca espinhas e controla a oleosidade. Antes dela, usava a da Dermatus, ZeroAk, que é excelente (mas mais cara, por isso estou usando essa outra).

Já o Klassis clareia a pele. O Differin, se não me engano, é para peles acnéicas (secar espinhas, uniformizar a pele). Ele é tão forte que pulo 2 dias no caso dele, ou minha pele escama. Já o Derm AHA é um serum para uniformizar a pele.

Fora isso, ainda tem o filtro solar. Ganhei da dermatologista amostras do Anthelios para peles oleosas. Usei o com cor e achei bem bom. Filtros solares costumam entupir meus poros e piorar ainda mais a situação – mas esses não.

Bom, essa é a minha rotina diária e eterna. Mas NÃO COPIEM. PROCUREM UM MÉDICOOOOOO!

Para ler a primeira parte dos posts, vem aqui!

Acne: minha história

Este é um post diferente no Bainha:

– Não é um blog de beleza e não compartilho minhas compras e experiências (já fiz isso no início, mas hoje em dia, não)

– Quase nunca falo tão explicitamente de mim e muito menos posto fotos minhas – ainda mais me expondo tanto quanto agora.

 Mas já faz tempo que tenho vontade de escrever sobre um assunto que vejo TÃO mal coberto pela imprensa tradicional e também por blogs de beleza: ACNE.

Sofro desse problema desde os 13 anos de idade e é algo que vou levar para o resto da vida, não só porque ela marca a pele mas porque, no meu caso, ela não passa. Talvez, com uns 60 anos, eu pare de ter espinhas, mas é um tratamento que eu nunca vou poder abandonar.

 Um close no meu rosto aos 16 anos, já tratando, mas sem muita disciplina (afinal, eu sou uma adolescente):

E fico indignada com as matérias que vejo em revistas, sites e blogs. Uma das poucas matérias que li sobre o assunto em revistas para o grande público foi sobre uma moça que tinha um nível gravíssimo de acne na Claudia. Foi a primeira vez que li sobre o Roacutan, remédio muito usado para combater o problema e que eu mesma tomei depois. Também achei esse post do (f)utilidades muito bom, o caso é parecido com o meu. Mas a grande maioria das matérias é só para divulgar lançamentos (não conto as revistas especializadas, para profissionais da área. Essas eu já fui até repórter freelancer).

Pra começo de conversa, se você tem acne, um produtinho cosmético só NÃO VAI RESOLVER SEU PROBLEMA. A única e principal dica que tenho para quem tem acne é:

VÁ AO DERMATOLOGISTA! Eles que vão indicar o tratamento certo.

Como eu tenho 27 anos e trato desde os 13, já fui a muitos. Mas dois deles foram muito importantes pra mim na busca por uma pele mais saudável. Por isso, se você também tem muitas espinhas, o meu post só vai servir para você saber minha história e se inspirar, mas não adianta usar os mesmos produtos que eu vou citar aqui SEM IR A UM DERMATO!

Então vamos lá: eu acredito (e os médicos também) que meu problema é genético, por causa de muuuuita oleosidade no rosto (não tenho espinhas no colo e costas, pelo menos), junto com pele muuuuuuuuuuuito sensível. Recentemente ainda descobri que sofro de rosácea. Minha acne não tem nada de hormonal, pelo menos nunca teve. Não tenho ovários policísticos, nem nada. Pílulas, que as pessoas sempre dizem que melhoram, só me trouxeram efeitos piores e ainda tenho tendências para varizes. Minha acne é, para fazer piada, uma questão de pele mesmo.

Com 19 anos, como pomadas, géis e outros produtos não adiantavam, comecei a tomar Roacutan. Pra piorar minha situação, sou muito alérgica ao peróxido de benzoíla, um dos principais ativos dos produtos para peles acnéicas – o que limitava muito meu tratamento (ainda limita). O Roacutan é um remédio fortíssimo – usado em último caso apenas, porque tem efeitos colaterais muito fortes, como aumento de colesterol e danos ao fígado. Nem todo mundo tem todos os efeitos, mas é preciso fazer um controle e acompanhamento muito certinhos.

Foto no início do tratamento com Roacutan, quando a pele fica péssima (sai tudo pra depois sumir), e o cabelo, uma palha. Não dá pra ver muito bem, mas foi a única que achei hahaha:

Tomei por seis meses, tive uma melhora absurda, revolucionária. Apesar de achar que minha pele não esteja 100%, nunca mais tive espinhas grandes, que te marcam com manchas vermelhas ou furos. Por muito tempo, não precisei mais usar aquele arsenal de produtos todos as manhãs e noites para combater a acne. Meses e meses sem uma espinha sequer.

Logo que acabei o tratamento (a pele tá vermelha e oleosa porque eu tava num show da Orquestra Voadora, sambando loucamente hahahaha):

Mais ou menos 1 ano e meio depois, elas começaram a voltar e o médico achou melhor tomar mais três meses de remédio. E aí foram mais alguns anos sem grandes problemas, apenas usando produtos para diminuir a oleosidade (que voltou, mesmo depois do remédio, não tem jeito).

 Quando fui morar em São Paulo, não consegui encontrar um(a) bom(boa) dermatologista que atendesse pelo meu plano. Fui a três e não gostei do que me passaram, então fiquei tentando me tratar em casa, usando os produtos que o médico do Rio me passava (como eu não conseguia ir pro Rio pra ele me atender, às vezes nos falávamos por telefone). Também tentei esses cosméticos que as revistas publicam e foi aí que vi que não têm o menor efeito.

Nessa época, minha pele deu uma piorada e comecei a notar que ela ficava muito áspera e avermelhada, com umas bolinhas bem pequenas. Marcava limpeza de pele e voltava igual um monstro das sessões. Levava 2 dias pra pele ficar menos vermelha e inchada e as bolinhas só pioravam.

Em São Paulo, sem tratamento. Reparem na textura da testa, cheia de bolinhas, e na pele muito rosada em alguns pontos. Sinal de mais um probleminha!

Graças a Deus voltei pro Rio e encontrei uma nova médica que identificou que tinha ganhado um novo problema: rosácea. Além da alergia ao peróxido de benzoíla, a rosácea também me limita porque não posso fazer intervenções muito agressivas na pele porque ela é muito sensível. Por isso, tirar as marcas da minha pele é uma tarefa mais difícil e cara. Peeling, pra mim, de jeito nenhum!

Mas, enquanto não me disponho a gastar R$ 500 por poucas sessões de outros procedimentos menos abrasivos para tirar minhas marcas, estou usando produtos bacanas para uniformizar e clarear a pele, e continuo usando outros para controlar minha oleosidade excessiva e eterna. Como o post já está imeeenso, vou dividir em três: no próximo falo dos produtos e, em outro, sobre maquiagem.

Uma foto minha agora, sem maquiagem alguma, pra verem que continua oleosa e com algumas marquinhas que falei, mas bem mais clara que em São Paulo. (PS.: O óculos tem um adesivo na lente porque estava experimentando essa armação sem colocar a lente, não sou louca hahahaah):

Espero ajudar!

Importante dizer que minha indignação com a maioria das matérias é porque não trata a acne como um problema sério e difícil de tratar: cuidar dele não é apenas questão de vaidade, mas mexe muito com a autoestima de quem tem. Não foi coincidência que, depois que minha pele começou a melhorar, eu tenha passado por revoluções pessoais também, passando a me achar mais bonita e me aceitar do jeito que sou. SEM DEMAGOGIA!!!!!