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Como deixar a franja crescer – sem sofrer?

Em 2007, cortei minha franja reta e curta, bem ao estilo Françoise Hardy, Jane Birkin e Zooey Deschanel, etc. Eu amo esse visual, mas desde então, NUNCA MAIS consegui deixar a franja crescer. É bom variar, né?

O máximo que ela já chegou foi até 2 dedos abaixo dos olhos. Meu “hair designer” amado, o mesmo desde essa época ,até ri quando eu chego lá para cortar cabelo. Ele sempre pergunta: “E aí, ainda está deixando a franja crescer?”. Porque ele sabe que eu falo pra não cortar e meses depois eu chego #chatiada porque eu mesma me arrisquei a cortar e “deu ruim”.

Só que 2014 é um ano desafiante e me propus a mais este: deixar a franja crescer. Agora é pra valer, amigos!

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Como nada nessa vida é fácil e temos que conquistar metas aos poucos, impus uma primeira: deixar até o nariz com o cabelo seco (porque ele molhado fica bem maior, mesmo sendo liso). Mas olha gente, como diria a Kátia, “não está sendo fácil”.

Quem tem franjinha sabe o quão difícil é fazer a bicha crescer. Chega um momento em que ela entra num limbo do visagismo, um comprimento que não é nem franjinha nem franjão, não fica atrás da sua orelha, não fica boa virada para lugar nenhum nem dividida ao meio. Me encontro nesse ponto. O desespero é tanto que decidi dividir o drama com vocês.

Digitei no Oráculo de Delfos moderno, o Google: “how to grow bangs” ou “como deixar a franja crescer”. Vi várias reportagens de revistas ensinando penteados mirabolantes com tranças laterais que obviamente foram feitas por pessoas que NUNCA TIVERAM FRANJINHA. Porque quem tem franjinha NÃO TEM CABELO SUFICIENTE PRA FAZER UMA TRANÇA COM ELA, POMBAS! (momento de raiva).

A melhor matéria no assunto foi esse post do blog The Beauty Department, que ainda mostra uma evolução do crescimento da franja da Sienna Miller.  Como eles dizem no post, o jeito é administrar esse pedaço de cabelo com vida própria usando acessórios para o cabelo e criatividade (recomendo a leitura para quem sofre):

SIENNA-MILLER-BANGSFoto: The Beauty Department

Mas as tentações são muitas. Além do desespero de não saber mais o que fazer com a franja, não ter o cabelo nem a beleza da Sienna Miller (nem seu ex-marido, Jude Law), voltimeia bate aquela dúvida: mas eu fico melhor com ou sem franja? Será que corro o risco de ficar irreconhecível, como a Zooey Deschanel nesta foto:

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Como tem aaanos que eu não tenho franja longa e como meu cabelo mudou radicalmente dessa época para agora, eu realmente não sei! E quando vejo alguém de franjinha, alguma foto minha antiga ou mesmo um grafite de uma mulher de franja que tem na minha rua; bate aquela tentação de passar a tesoura.

Celebridades sempre dão aquela inspirada, mas também duros golpes. A Alexa Chung estava com a dela bem longa ultimamente, mas uma foto no Instagram mostrou que ela cortou nesta semana. Poxa Alexa, não quebra o movimento!

Por enquanto a minha está assim (foto abaixo. Não reparem na textura do cabelo, estava bagunçando de propósito). Sigo na luta. Em breve dou notícias!

SE ALGUÉM TIVER TRUQUE, DICA, MACUMBA, FEITIÇO, SIMPATIA, POR FAVOR, COMENTE AQUI OU NA FANPAGE DO BAINHA!!!!!

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Não faz a Mulberry!

Pra finalizar os posts sobre a minha viagem à Londres, uma breve auto-anedota:

Eu sempre gostei de moda, fiz cursos e uma pós numa faculdade tradicional, tenho este blog desde 2007, etc, etc, etc; mas não sou muito ligada em acompanhar o it-mundo da moda. Ou seja, não acompanho o estilo das celebridades e it-girls-blogueiras-ricas, nem suas peças preferidas. Não sei o nome de metade. Ok, profissionalmente falando, pode ser um gap e uma falha, mas como passei os últimos dois anos trabalhando AND estudando, gastava meu tempo na internet com outros tipos de pesquisas.

Como comentei no post passado, antes de ir pra Inglaterra, fiquei checando os sites das marcas de fast fashion. Reparei que todos tinham bolsas tipo pasta de colégio lindas e já me programei pra comprar uma quando chegasse lá, já que aqui no Brasil ainda não tinha visto nenhuma dessas. (Obs.: só circulo no meio do comércio popular, se tem nas grifes, eu não sei, não vejo hahaha).

Me apaixonei perdidamente por um modelo da Urban Outfitters, mas custava 50 libras (R$ 150, mais ou menos). Fiz uma combinação comigo mesma: no fim da viagem, me daria esse presente.

Só, que chegou no fim da viagem e TCHARAN! Quanto amadorismo meu. Esqueci que as lojas de fast fashion trocam os produtos com muita frequência. Quer dizer, cheguei na loja e cadê minha pasta? Não tinha mais. Nenhumazinha. DRAMA.

Me lembrei então que, em Notting Hill, tinha visto umas bolsas lindas nas lojinhas de roupas-que-tem-em-todos-os-lugares-de-Londres (como comentei no post). No meu último dia, fui até Notting Hill só pra comprar a bendita. Escolhi uma bege (caramelo, pros fashionistas) porque sentia falta de um acessório mais claro e talz. O dono da loja disse que só aceitava dinheiro em espécie, o que foi meio tenso porque – além de ser um sinal de atividades escusas, provavelmente – a Inglaterra vivia um caos aéreo e eu não tinha certeza que iria conseguir voltar. Por isso, não era pra eu gastar minhas libras em bobagens, mas sim guardá-las para emergências.

Mas a moda tem esse poder mágico de te fazer cometer atos insanos. Liguei o botãozinho do f&%$-se e levei. Provavelmente, algumas crianças chinesas deram seu sangue e suor para fabricá-la, mas entra aí outro poder lindo da moda, que é o de te transformar num insensível em prol do nosso gozo consumista.

Cheguei no Brasil (aliás, eu consegui um vôo no mesmo dia que era o meu, mas passei a noite no aeroporto embalada naquele negócio de alumínio, cool) e em janeiro tivemos o Fashion Rio. CLARO, pensei, que ia com a minha nova aquisição londrina. Se me perguntassem onde eu comprei, diria: “ah, numa lojinha em Notting Hill…”. Aquela coisa do charme secreto dos bairros cool. Quase como “de um artista plástico de Santa Teresa”.

Uma repórter do Chic me parou e pediu pra fotografar minha bolsa. Embora não admita publicamente (ok, estou admitindo agora), fiquei super “orgulhosa”: como assim eu, toda mal arrumada, iria sair no site da Gloria Kalil! Depois de feita a foto, a menina (uma querida, aliás), perguntou: “Ela é Mulberry mesmo? Não, né?”

TAN
TAN
TAAAAAAAAAAAAAANNNNN – MUITO DRAMA
Então a minha bolsa de lojinha de Notting Hill, quase uma testemunha do amor de Hugh Grant e Julia Roberts, era uma cópia de um modelo da Mulberry?

Corri pra sala de imprensa e pesquisei. MEU DEUS, QUE ANTA! É a it-bolsa da it-Alexa Chung. Aliás, a bolsa SE CHAMA Alexa e eu não sabia. Em que mundo fashion eu estava vivendo? Graças a Deus em um mais interessante, eu insisto em dizer. Mas enfim, comprei uma cópia deslavada, carreguei ela pro Fashion Rio e circulei na cova dos leões da moda – sem saber!

 
Estas são as duas Alexas, a Chung e a bolsa. Originais

 E esta é a genérica. Eu ainda comprei da MESMA cor que a mais famosinha. Castigo divino pela falta de informação! (Detalhe para as minhas fitas onde gravava clipes nos anos 90 ao fundo, beijos). Ok:  olhando bem, as ferragens são diferentes! YEAH!

Fiquei ainda mais tensa depois que a Hermès conseguiu o direito de proibir a 284 de vender a Birkin de moletom. MULBERRY, I’M SORRY, I DIDN’T KNOW! Já grito aqui para me defender. Vai que…

Também não vou parar de usar a bolsa, que é de um material bom e muito bem acabada (well done, crianças chinesas!). E também porque eu não estou trabalhando e não vou ficar gastando $$$ com bolsas se eu já tenho algumas. Por isso, minha Alexa Paraguaia vai comigo pro SPFW sim!

Mas que as criancinhas chinesas, se pudessem entrar na Internet e lessem português, ririam da minha cara de boba desinformada uma hora dessas, ah ririam…

PS. adicionado de última hora: Para o que? Paraguaia! Desculpa, não consigo NÃO fazer essa piada. É tique.