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Devendra Banhart para StyleLikeU – morro!

Sabem aquelas pessoas que vocês acham lindas do tipo aquela lista que o Ross, de Friends, faz das mulheres famosas que ele ficaria, se pudesse? Na minha lista, o cantor Devendra Banhart estaria entre os tops. Acho ele lindo, em todas as suas fases camaleônicas. Além de curtir sua música. E invejo imensamente a Natalie Portman por ter sido sua namorada.

Ele deu uma entrevista para o site StyleLikeU falando um pouco sobre seu jeito de vestir, sua vida e seu trabalho. É realmente supreendente como Devendra está diferente de a alguns anos atrás, quando estava com um visual meio tropicalista pós-moderno, meio indiano, super andrógeno. Uma miscelânea. Se estilo agora é cheio de peças de alfaiataria, cores neutras, ainda com a aparência desgastada de antes, mas mais “na beca” (essa expressão é muito das antigas, né? adoro!). E conseguiu ficar ainda mais lindo ❤

Algumas fotos do ensaio pro site StyleLikeu

Outro vídeo para as fãs dele se descabelarem é a campanha pra uma marca de óculos que ele fez com uma namorada (ano passado ou em 2010, não sei confirmar ao certo). Inveja branca!

E algumas fotos da fase mais lóki em matéria de estilo (eu presumo) do Devendra, não menos interessante e lindo ❤ (pago pau meixmo):

Dois lindos: Cat Power & Devendra

E esse clipe mucho loco dele: completamente non sense e debochadíssimo. Chorei!

Ok, agora vocês devem ter se assustado…
Mas é ou nao é um lindo?

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Comentário: “cenários” Coveteur

Às vezes eu reflito se muitos dos meus textos aqui não são abstrações muito viajantes minhas, mas enfim… não consigo evitar. Perdão!

Bom, estava dando uma olhada no site The Coveteur, que fotografa roupas e acessórios de profissionais da moda (designers, stylists, jornalistas, etc) no meio da casa deles. Uma mistura de The Selby com The Sartorialist, só que sem as pessoas posando. Quando ele apareceu, rolou um bafafá porque as pessoas fotografadas – ou melhor, que têm seus pertences registrados – são influentes no mundinho, dotadas de super estilo “único”, irreverente, high-low. Esses pré-requisitos para o hype que todo mundo já ta careca de saber.

Mas acho que ele tem um grande diferencial que é justamente colocar as peças de vestuário das pessoas em harmonia com todos os outros pertences dela. São criadas colagens visuais muito boas que, às vezes, até desviam nosso olhar da it-bag, mas “amarra”, insere ela com o todo. As fotos não são postadas lá de qualquer jeito, gosto de ver a composição visual proposta pela equipe do site. Um bom exercício para pensar cores, formas, texturas (mesmo que eu não trabalhe exatamente com isso, gosto de exercitar minha linguagem imagéticas, vamos dizer assim).

Além do site oficial, existe ainda um Tumblr com as cenas de bastidores, que também é bem legal e onde podemos ver como é o processo de criação dos posts.

Abaixo uma seleção de algumas composições que gostei:

Porque todo mundo usa calça de moletom e Havaianas sujas

Uma vez, fiz um post sobre blogs de look do dia, comentando que ficava um pouco chocada com a exposição que essas pessoas se propunham – não uma crítica, mas uma reflexão sobre o público x íntimo na internet hoje, de certa forma. Além de achar exposição e um pouco de narcisismo, também sempre penso: essa galera não fica doente? Não passa um dia à toa em casa, de moletom? Esses looks não são interessantes o suficiente? Ah, ma vá?

Bom, como eu já tenho uma fama de bronquinha, sempre me perguntei essas coisas (nada contra quem faz, mas eu acho engraçado pensar nisso, ok?), mas nunca quis falar aqui no blog – para não criar antipatias. Mas sempre tem gente mais engraçada e criativa que você que acaba realizando aquela sua vontade secreta de humor ácido. Por isso, foi com grande satisfação que fiquei conhecendo o blog Todo Dia um Look.

Conheci por causa de seus comentários sobre o SPFW no FFW. Um sopro de bom humor e visão outsider do mundo da moda que, convenhamos, às vezes é bem melhor que algumas críticas de desfiles que vemos por aí.

Corri pro blog – hilário. Na apresentação do conceito da coisa, os meninos explicam que não é uma crítica aos blogs de moda, mas eu acho que é sim. Crítica não é sinônimo de coisa séria e de bronca – pode também ser através do humor e da ironia, por que não?

E olha só: um dos posts é justamente sobre uma das questões que sempre fiz das blogueiras de look do dia: ninguém fica doente, não? De calça de moletom mescla, com sanfona na perna (aliás, estou vestida com uma enquanto escrevo esse texto. E nem é da Osklen).

Assim como The Man Repeller, o que me atraiu foi a auto-ironia e um pouco de ridicularização do mundo da moda. Não que a moda seja ridícula, mas assim como tudo na vida, inclusive nós mesmos, ela tem um lado muito ridículo e absolutamente zuável! O melhor jeito de rever alguns conceitos e fenômenos é através do humor, né não?

Por isso, parabéns aos meninos pela criatividade (da ideia e dos looks, que “ahazam”).

Onqotô? Proncovô? Prôndi camoda vai?

Para onde a moda está indo? Qual história da moda será contada daqui a, sei lá, 50 anos?

    Foto da Ivi (que você pode comprar assim ó)

Já tem algum tempo que sinto alguma inquietação com relação aos caminhos da moda, sempre aumentada quando leio algum livro mais analítico da área. A ideia de que a moda de agora é alimentada de criações que são, na verdade, pastiches de outras épocas, me incomoda. Não que eu não concorde – pelo contrário, sempre fico buscando essas outras épocas nas roupas de agora – mas fico pensando: pra onde vai isso? Nunca mais teremos nada, nada, nada novo? Mesmo que só um pouquinho?

Aí que estou lendo Moda – Uma filosofia (ed. Zahar) do Lars Svendsen (junto com a biografia-tijolo dos Beatles, eu to maluca mesmo) e o autor, já no primeiro capítulo, trata justamente dessas questões. Ao falar sobre quando a moda realmente surgiu, ele comenta que esta reciclagem de antigos estilos sempre existiu, desde o século XV.

No entanto, estes “ciclos” de novidades eram muito maiores. A rapidez com que uma moda sobrepõe a outra chegou a  níveis tão altos que hoje fica até difícil determinar o que está out e o que está in – acho que o calendário das semanas de moda nem pode mais servir como base para essa medição.

Esta sobreposição de ciclos (a moda nem é mais cíclica, é helicoidal) faz parte da essência do que é o conceito da moda, junto com o propósito de sempre criar novidades. Como disse, na verdade, elas nunca foram SUPER novidades, coisas realmente, originalmente novas (talvez esteja sendo muito radical, mas estou fazendo uma generalização mesmo). Mas, principalmente dos anos 60 pra cá, estamos olhando até de mais para o passado. Claro, raramente as cópias dos estilos antigos são fiéis. Em geral, os estilistas fazem um patchwork de referências. Mas o novo é um velho repaginado.

Bom, pensando nisso junto com Svendsen, leio os dois trechos abaixo, os que realmente me deixaram encucada:

“É igualmente uma questão de reciclagem quando estilistas contemporâneos se ‘instalam’ numa posição no fim da história da moda e não acreditam mais em outros movimentos adiante, de modo que a única estratégia que resta é recriar os estilos de tempos anteriores em diferentes variantes.”

E este aqui:

“O resultado é que a moda contemporânea se caracteriza por uma contemporaneidade geral de todos os estilos. Com a velocidade cada vez maior da reciclagem, chegamos a um ponto em que a moda – ao realizar plenamente seu potencial – aboliu sua própria lógica.”

Seria possível dizer que a história da moda acabou porque tudo passa tão rápido e são sempre releituras, que não haverá o que contar para as gerações futuras? Ou será que o que vamos contar não é como nos vestíamos, mas como lidávamos com o vestir?

Por exemplo: se minha sobrinha de 8 anos apaixonada por moda me pergunta características da moda dos anos 60, posso listar alguns itens bem comuns. Algo do tipo: nos anos 60, as jovens passaram a usar a minissaia. Mas falaríamos no futuro que as marcas dos anos 2010 seguiam múltiplas tendências que eram, na verdade, re-re-re-relituras misturadas de estilos passados, e que cada vez mais o estilo pessoal era mais valorizado e incentivado.

Será que a Moda, com sua lógica antiga está perdendo lugar para Estilos?

Acho que to precisando ocupar mais meu tempo no mês sabático… To viajando, hahaha.

Personal Stylist de si mesmo no OESTUDIO

Enquanto a moda produzida pelas marcas caminha por um caminho sem volta de releituras (e às vezes cópias) de estilos passados, o estilo pessoal e as misturas que os usuários fazem na hora de se vestir são cada vez mais valorizadas pela mídia, pelo público, chamando a atenção das marcas e dos pesquisadores da área (o próximo post é justamente sobre esses caminhos).

Indo nessa linha de valorização do estilo próprio, o coletivo OESTUDIO criou uma promoção que vai até amanhã (corre gente!), a Lookbook Yourself – os próprios clientes vão criar uma sugestão para o lookbook da marca, fazendo suas próprias produções.

Na compra de qualquer peça na loja (Rua Maria Quitéria 77,  sobreloja 225 – no Quartier, em Ipanema), o cliente pode montar seu look, que será fotografado. E amanhã será a escolha dos melhores, com uns comes, bebes e musiquinhas. A premiação é a seguinte:

– 1º lugar: ganha todo o look montado+ participação no Lookbook da coleção “OESTUDIO Atos Impensados”
– 2º lugar: R$ 300,00 em compras
– 3º lugar: R$ 100,00 em compras
– Mais “exótico”: prêmio surpresa

Achei legal a ideia e queria pedir que a marca depois mande pro blog as fotos vencedoras! (se puderem divulgar, claro)

PS.: Este post não é pago, viu people? Só divulgo coisas que acho legais, não porque me pagaram ou me deram “mimos”. Anúncio é anúncio, texto é texto.