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A pequena tirana e Os Mutantes

Quando eu era pequena, tinha dois vizinhos que ficaram meus amigos no meu aniversário de 5 anos. Nessa época, meus únicos amigos, que eu me lembre, eram dois primos da mesma idade. Eu era uma pequena tiranazinha, a filha MUITO caçula de pais mais velhos. A “temporã”. Eu tinha um gênio complicado e era muito brava. Era não, sou. Mas um episódio me fez ter pavor desse meu defeito. Senta que lá vem a história:

Sintam a minha vibe infantil
Sintam a minha vibe infantil

Como eu não era acostumada a ter que a me adaptar ao jeito dos outros brincarem, aquele casal de irmãos me irritava demais. Eles me contrariavam? Eu berrava com eles e expulsava de casa no maior estilo vilã de novela.

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Eu, pequena bronquinha

Um dia, minha mãe – que é igualmente brava e a Rainha da Justiça – disse que eles não voltariam mais lá em casa porque eu os tratava muito mal. Lembro dela falando, com a dureza sincera e necessária de mãe escorpiana, que se eu tratasse mal as pessoas, ninguém iria gostar de mim. Obviamente, eu peitei ela e disse que não me importava. Desconfio que ela combinou com a mãe deles que eles ficariam sem ir lá até eu pedir desculpas. Só sei que eles ficaram muito tempo sem aparecer, meses.

Eu era uma criança solitária, com irmãos adultos. Quando eu não aguentava mais brincar de Playmobil sozinha e ver 20.000 vezes “A Noviça Rebelde”, perguntei pra minha mãe como fazer pra eles voltarem e ela explicou que eu tinha que pedir desculpas e não trata-los mais assim. Vencido meu orgulho, reatei a amizade. Eles foram companheiros de muita diversão por anos e anos. Hoje em dia, seguimos nossas vidas em cidades diferentes, mas ainda nos falamos.

Essa historinha toda foi para falar que o nosso jeito vai definir muito como somos vistos pelas pessoas. Por comodidade, fingimos não nos importar muito com isso porque, em geral, temos aquele círculo de parentes ou amigos que não se importam com nossas malices. Mas não podemos sentar em nossos defeitos. A eterna avaliação e consciência das nossas atitudes é um exercício doloroso, mas indispensável para o nosso bem-estar e o dos outros.

Eu ainda sou a pequena mimada e muito brava, mas eu luto todo santo dia para não ser assim porque não quero afugentar as pessoas, ser conhecida por ser desagradável. Eu sou grosseira e quase morro quando esse meu lado fica descontrolado. Quando sou impaciente com as pessoas que eu amo (meus pais, irmãos, sobrinhos, primos, tios, amigos…), quando sou crítica demais com os outros, quando fico sarcástica e implicante por me sentir rejeitada.

É sempre muito difícil pra mim, até porque o meu oposto para a grosseria é a piada – o que não ajuda em nada, na maioria das vezes. Mas, nunca é tarde para mudar em busca de algo melhor. Eu não quero ser o motivo para o choro alheio. É piegas, eu sei. Mas é um bem que fazemos aos outros e a nós. Se eu não tivesse mudado na infância, teria tido uma infância tão legal como tive?

A lição da minha mãe pode ter sido dura pra uma menina de 6 anos. Mas foi muito eficaz. Se a gente não se importa com o que fazemos com as outras pessoas, elas se afastam de nós. E a solução pra isso não é achar pessoas que não se importam em ser mal tratadas. Ou pior!!! Achar quem te maltrate ainda mais, para acabar com seu ego. Mas sim mudar o jeito – ou pelo menos tentar. Admitir os defeitos, aceita-los, mas não nos acostumarmos com eles, nem achar que os outros podem lidar com eles sem chateação.

Sou longe de ser um modelo, uma pessoa iluminada. Mas eu tento melhorar, eu juro!

A velha desculpa de gênio difícil e esquisitice não seria um bloqueio emocional para afastar quem vê o nosso lado bom, e não esse tal monstrinho interno? Não sei. Só queria mesmo levantar essa bola – ainda mais nesses nossos dias de brigas e intolerâncias de eleição, corações partidos e pela falta de empatia.

E a palavra mudança combina com: humildade, “eu errei”, desculpa. Né não?

Termino com a Tulipa Ruiz. Ela diz “cuida bem da tua forma de ser. Amanhã o dia vai ser diferente doutro dia”. Acho que ela não nos manda ser sempre do mesmo jeito, mas sim cuidar muito de como somos. Manter e valorizar aquilo que é bom, tentar melhorar os defeitos. Porque nunca sabemos o dia de amanhã. “E no fundo, bem no fundo, você sabe como isso é legal: ter alguém que entenda essa sua transição”.

Vamos transitar, transmutar, transmitir, transformar. Tipo mutante! Porque como ensina o mestre de todas as horas Lulu Santos, “tudo muda o tempo todo no mundo. Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo. Agora, há tanta vida lá fora”. Bora viver de boa?

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Como deixar a franja crescer – sem sofrer?

Em 2007, cortei minha franja reta e curta, bem ao estilo Françoise Hardy, Jane Birkin e Zooey Deschanel, etc. Eu amo esse visual, mas desde então, NUNCA MAIS consegui deixar a franja crescer. É bom variar, né?

O máximo que ela já chegou foi até 2 dedos abaixo dos olhos. Meu “hair designer” amado, o mesmo desde essa época ,até ri quando eu chego lá para cortar cabelo. Ele sempre pergunta: “E aí, ainda está deixando a franja crescer?”. Porque ele sabe que eu falo pra não cortar e meses depois eu chego #chatiada porque eu mesma me arrisquei a cortar e “deu ruim”.

Só que 2014 é um ano desafiante e me propus a mais este: deixar a franja crescer. Agora é pra valer, amigos!

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Como nada nessa vida é fácil e temos que conquistar metas aos poucos, impus uma primeira: deixar até o nariz com o cabelo seco (porque ele molhado fica bem maior, mesmo sendo liso). Mas olha gente, como diria a Kátia, “não está sendo fácil”.

Quem tem franjinha sabe o quão difícil é fazer a bicha crescer. Chega um momento em que ela entra num limbo do visagismo, um comprimento que não é nem franjinha nem franjão, não fica atrás da sua orelha, não fica boa virada para lugar nenhum nem dividida ao meio. Me encontro nesse ponto. O desespero é tanto que decidi dividir o drama com vocês.

Digitei no Oráculo de Delfos moderno, o Google: “how to grow bangs” ou “como deixar a franja crescer”. Vi várias reportagens de revistas ensinando penteados mirabolantes com tranças laterais que obviamente foram feitas por pessoas que NUNCA TIVERAM FRANJINHA. Porque quem tem franjinha NÃO TEM CABELO SUFICIENTE PRA FAZER UMA TRANÇA COM ELA, POMBAS! (momento de raiva).

A melhor matéria no assunto foi esse post do blog The Beauty Department, que ainda mostra uma evolução do crescimento da franja da Sienna Miller.  Como eles dizem no post, o jeito é administrar esse pedaço de cabelo com vida própria usando acessórios para o cabelo e criatividade (recomendo a leitura para quem sofre):

SIENNA-MILLER-BANGSFoto: The Beauty Department

Mas as tentações são muitas. Além do desespero de não saber mais o que fazer com a franja, não ter o cabelo nem a beleza da Sienna Miller (nem seu ex-marido, Jude Law), voltimeia bate aquela dúvida: mas eu fico melhor com ou sem franja? Será que corro o risco de ficar irreconhecível, como a Zooey Deschanel nesta foto:

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Como tem aaanos que eu não tenho franja longa e como meu cabelo mudou radicalmente dessa época para agora, eu realmente não sei! E quando vejo alguém de franjinha, alguma foto minha antiga ou mesmo um grafite de uma mulher de franja que tem na minha rua; bate aquela tentação de passar a tesoura.

Celebridades sempre dão aquela inspirada, mas também duros golpes. A Alexa Chung estava com a dela bem longa ultimamente, mas uma foto no Instagram mostrou que ela cortou nesta semana. Poxa Alexa, não quebra o movimento!

Por enquanto a minha está assim (foto abaixo. Não reparem na textura do cabelo, estava bagunçando de propósito). Sigo na luta. Em breve dou notícias!

SE ALGUÉM TIVER TRUQUE, DICA, MACUMBA, FEITIÇO, SIMPATIA, POR FAVOR, COMENTE AQUI OU NA FANPAGE DO BAINHA!!!!!

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O peso da culpa no abandono de um blog

Oi, alguém ainda me lê?

Uma vez, alguém me perguntou porque o Bainha nunca virou um blog famoso e rentável. Eu respondi que era porque eu não tinha isso como objetivo, que era péssima nos negócios e meu foco principal não era ele.

Tá, mas também não precisava abandoná-lo sempre que minha vida desse uma guinada que virasse junto o meu foco, né?

Pois é gente, mais uma vez – para quem acompanha o blog desde 2007, minha vida mudou um cadinho: estou fazendo Mestrado em Antropologia (oooooooooh! hahaha vou pesquisar sobre consumo e internet) e, depois de entrar para a vida acadêmica, além de não ter muito tempo, não consigo mais confabular sobre certos assuntos inocentemente. Será que serei julgada? Enfim, ainda não consigo conciliar as duas personas.

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Mas o pior é que eu me sinto culpada. Essa culpa católica que me faz me achar grosseira ao não responder uma ligação, um convite, uma mensagem ou um comentário aqui ou no Facebook. E me faz achar sacana ou grosseiro ou que está nem aí quem não faz isso.

Então, abandonar o Bainha é um ato de desamor pra mim. Mas eu voltei, voltei para ficar.

Prometo!

Engraçadinha

Os monges de O Nome da Rosa, do Umberto Eco, tinham razão ao esconder os pergaminhos do texto de Aristóteles sobre o riso. É uma cilada, um perigo! Hide your wives, hide your kids!

O riso é perigoso principalmente para quem o provoca – nós, os ridículos engraçados.

Vocês podem até achar que eu estou sendo convencida em me auto-declarar engraçada, mas é porque eu sou mesmo. Infelizmente. Não necessariamente eu vejo isso como uma vantagem, é uma maldição que carrego desde pequena. Tem algo em mim tão ridículo, misturado com ironia crônica, que me torna engraçada. Fora do eixo. Foi difícil assumir minha mente nonsense para a sociedade, mas consegui. E, pior: nem ganho dinheiro com isso.

IMG_6103 Eu, paranoid android, creep – mas engraçadinha

Claro que é um prazer imenso ver as pessoas rindo do que você diz, das histórias que você conta, das coisas que escreve. Mas, como todo prazer, ele é perigoso. Pode viciar, pode te colocar em situações embaraçosas, pode ser mal interpretado. E mais: as pessoas podem estar rindo DE você, não da sua piada.

Porque a fronteira entre o engraçado e o idiota é muito tênue. É um terreno perigoso para se aventurar.

Não acreditam? Pois vou listar os principais problemas dos engraçados:

1- O vício em piadas: o meu personagem preferido de Friends era o Chandler. Identificação TOTAL. Cheio de paranoias e com uma vida amorosa e profissional desastrosas, ele era viciado em piadas. Ele sempre as usava nos piores momentos e tinha seu humor ácido como forma de se auto-zuar o tempo todo. Também não poupava ninguém. Ironia e sarcasmos crônicos.

Além disso, quanto mais nervoso e desconfortável um viciado em piadas fica, mais ele faz. É incontrolável! Sofro demais com isso, são momentos de atrofia do lobo frontal (parte do cérebro responsável pela censura). Resultado desse primeiro aspecto: você pode conquistar inimigos, ficar com fama de idiota e/ou sem graça metido a engraçado.

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2- Diferentes ou falta de senso de humor: tem aquela frase clichê de que “nem Jesus agradou a todos”. Nem sempre suas piadas vão agradar. Acredito que existam vários tipos de senso de humor. Pode ser que o seu não agrade a maioria. Você pode subir num pedestal e dizer que não o alcançam. Mas o efeito final é o mesmo: você solta aquela piada que faz sucesso num grupo e todos te olham pensando: “imbecil”. Ou então, tem aquele amigo que sempre te faz pagar mico. Tipo a minha irmã, que ri de tudo que eu falo e me faz repetir na frente dos outros. Em 90% dos casos, ninguém ri. Bacaninha…

E tem também aquelas pessoas sem o menor senso de humor. Com essas, eu prefiro não lidar, nem quando estou falando sério.

3- Perda de credibilidade: De tanto fazer brincadeiras, os engraçados têm dificuldades de provar que estão falando sério. Até mesmo provar que estão tristes, ou que tal assunto é tão ruim para nós que é melhor não brincar com isso. Se ele for escorpiano, como eu então… ferrou-se. De bonachão ele passa a carrasco e sai dando patada em todo mundo.

Também tem a perda de credibilidade quando o assunto é o flerte. Como, em geral, o jeito do engraçado flertar é fazendo piada, o tiro pode sair pela culatra e a cantada pode não ser levada a sério. Mas isso é também introdução para o quarto ponto.

4- Os homens preferem as sérias? Além das suas flertadas serem interpretadas como piada, tenho cá pra mim que os homens não encaram como uma qualidade de uma mulher atraente o fato dela ser engraçada, divertida. Acredito que a palhacinha da turma é muito mais vista como a amiga do que como possível pretendente dos rapazes. Basta fazer uma piadinha num date que você corre o risco de ir para a Friend Zone. O mesmo não acontece com as meninas – quantos caras conseguem ficar com uma menina fazendo ela rir? Agora, pergunta se algum cara já ficou com uma menina porque ela o fez rir?

Mesmo que não seja bonito, ele ganha. Agora a mulher, mesmo que ela seja bonita, se ela faz piadas tão boas quanto as dos homens, ela perde pontos perto de uma outra igualmente bonita, porém mais quietinha. A mulher engraçada tem um quê de ridículo e o homem um quê de esperteza.

esq-1-tina-fey-lipstick-0410-lg Tina Fey, um ícone de mulher engraçada

Mas, na verdade, apesar de achar que ser engraçado traga alguns problemas, prefiro mil vezes ser uma palhaça, vendo a vida como um grande filme nonsense do Monty Python, do que levar tudo a sério, na base da amargura.

Este post mesmo, é uma grande piada sobre coisas que acontecem comigo. A vida é uma grande piada e se você não conseguir rir, só resta provocar uma inundação de choro.

Ficar como? #chatiada!

He he he 🙂

Acne: maquiagem

Nos últimos dois posts, falei da “história da minha pele” e os tratamentos que fiz por causa da acne (aqui e aqui). Prometi falar também sobre maquiagem, mas acabei viajando e não fiz. Mas foi bom porque, na viagem, experimentei alguns produtos que podem ser citados aqui.

Como disse nos posts anteriores, tenho a pele muito oleosa e sensível. Além da acne, tenho um pouco de rosácea também. Qualquer produto mais grossinho entope meus poros e, como é mais difícil limpar MUITO do que usar algo mais leve – opto pela segunda opção. Na verdade, apesar de ser péssimo aparecer com a pele toda empolada, quanto menos coisa você colocar na sua pele, melhor ela fica. Por isso, opto por cobri-la melhor em festas à noite, casamentos, etc.

Tem um vídeo que ficou famoso, de uma menina americana mostrando como ela esconde as espinhas. É impressionante, mas arrisco a dizer que ela poderia diminuir um pouco o tanto de produtos que passa no rosto todos os dias, pode ajudar a melhorar a pele. Vejam:

Como minha pele não está tão ruim mais, uso pouca maquiagem, na verdade. Durante o dia, como uso um produto (citado no post anterior) + filtro solar, uso só corretivo nas olheiras e manchas mais evidentes, base e blush em pó.

Os produtos que uso diariamente são o corretivo Studio Finish da MAC (cor NW25, mas acho que isso não interessa muito ahahah), a base em pó feita pelas mãos de Deus Studio Fix, também da MAC (cor C4). Segurar super a oleosidade, nada leve segura, então eu preciso retocar sempre – mas isso não me incomoda. Acho a Studio Fix a melhor base em pó que existe. Já testei outras, inclusive mais caras, mas foi a melhor até hoje.

Como eu sempre tive as bochechas vermelhas, não costumava usar blush até mais ou menos um ano atrás. Mas, conforme minha rosácea foi ficando controlada, comprei um da Avon, mas achava que ele ficava muito rosa – era mais indicado para produções à noite. A cor é a Malva. Por isso, acabei comprando um da Quem Disse Berenice?, nova marca da Boticário que conheci nessa viagem à São Paulo que citei no início do texto. Comprei o “Rosinha” que, na foto, parece ser mais vivo que o Malva, mas na pele ele é mais discreto, dá só um ar de saúde mesmo. Blushs pastosos ou líquidos escorrem e somem rápido no meu rosto.

Base eu só uso em “ocasiões especiais”. Sempre as mais fluidas possíveis por causa do entupimento dos poros. Apesar da pele com acne ter muitas marcas, não acho bom colocar muita coisa que abafe a pele. Por isso, nada de primers. Já testei usá-los também, mas só pioram a situação.

Gostava muito do pó líquido da Contém 1g, mas nunca mais encontrei minha cor, então comprei a base líquida alta definição do Make B. (Boticário). Quando uso base, passo corretivo, a base e o pó Mineralize Skinfinish Natural, da MAC. E depois, ao longo do evento, vou retocando com o Studio Fix.

Já usei outras bases, mas optei por essas por causa da embalagem mais leve. Aquela mousse da Maybeline também é boa, mas tende a “agarrar” mais na pele. Nessa ida à SP, fui numa MAC repor meu corretivo e testei a nova base deles, Matchmaker, que é super leve, mas com cobertura média. Outra coisa legal dela é que é sequinha, mas não deixa a pele parecendo argamassa, deixa com “viço”, sabem? Não curto o visual MUITO mate.

Além disso, eu moro no Rio e o clima e o espírito da cidade não pedem maquiagem pesada, então todo meu esforço é para usar maquiagem e NÃO parecer que estou com ela

Ah, às vezes também uso iluminador, mas, na verdade, pego uma sombra em pó perolada porque esses líquidos não funcionam de jeito nenhum comigo (tipo os High Beams da vida).

Abaixo, uma foto maquiada, para terem uma ideia de como fica (estava com a base levinha, pó e corretivo):

E minha pele sem maquiagem (hoje em dia):

Daí descobri um novo vídeo dessa menina da pele com acne, onde ela comenta sobre maquiagem (se ela entope os póros ou não). Bom, eu discordo dela porque eu realmente acho, por experiência própria, que muita maquiagem e produtos em cima da pele pioram a pele. Dizem que nossa pele se regenera todas as noites, mas eu durmo menos de 8 horas por dia e passo o resto das horas de maquiagem. OU SEJA… Enfim, nem eu nem ela somos dermatologistas, mas vejam a explicação dela:

 

Acne: os produtos diários

Como disse no post anterior, que fala sobre minha briga contra acne, resolvi compartilhar também quais produtos uso atualmente, mesmo achando que seguir o que eu faço não vai funcionar pra vocês. Auto-medicação não funciona também para problemas dermatológicos e, como insisto em dizer, a melhor e única solução para quem tem muitas espinhas é: CONSULTA COM DERMATOLOGISTA.

Nesses quase 15 anos tratando a pele, já passei MUITA coisa no rosto. Até pomada pra assadura de bebê, que me deixou um monstro oleoso, vê se pode! Como disse no post anterior também, sou alérgica ao peróxido de benzoíla, presente em muitos produtos para pele acnéica – o que limitava muito a vida dos meus médicos. Num tratamento, fiquem certos que um médico sério não vai te receitar produtos simples e baratinhos de farmácia, de empresas de cosméticos que vemos por aí (sabem essas linhas de tratamento de espinhas? Então, quando o problema é grave, elas não funcionam).

Por isso, é bom preparar o bolso.

Hoje em dia, minha rotina é:

– Lavar 3 vezes por dia o rosto com sabonete Secatriz em barra, da Dermage;

– De dia: loção secativa rosa Secatriz, também da Dermage ou Klassis Emugel (Theraskin) – intercalando os dois;

– De noite: Differin gel 0,3% (Galderma) ou Derm AHA (La Roche-Posay), também intercalando.

 

O sabonete da Dermage é bom, mas prefiro o que eu usava antes, o Dermotivin Control. Minha pele é TÃO oleosa que parece que a barra não “seca” o suficiente, prefiro líquido. Esse Dermotivin é tão poderoso que, se usava em alguma cidade de clima mais seco, minha pele até descamava. Pena que é caro.

A loção da Dermage, como o próprio nome diz, seca espinhas e controla a oleosidade. Antes dela, usava a da Dermatus, ZeroAk, que é excelente (mas mais cara, por isso estou usando essa outra).

Já o Klassis clareia a pele. O Differin, se não me engano, é para peles acnéicas (secar espinhas, uniformizar a pele). Ele é tão forte que pulo 2 dias no caso dele, ou minha pele escama. Já o Derm AHA é um serum para uniformizar a pele.

Fora isso, ainda tem o filtro solar. Ganhei da dermatologista amostras do Anthelios para peles oleosas. Usei o com cor e achei bem bom. Filtros solares costumam entupir meus poros e piorar ainda mais a situação – mas esses não.

Bom, essa é a minha rotina diária e eterna. Mas NÃO COPIEM. PROCUREM UM MÉDICOOOOOO!

Para ler a primeira parte dos posts, vem aqui!

Acne: minha história

Este é um post diferente no Bainha:

– Não é um blog de beleza e não compartilho minhas compras e experiências (já fiz isso no início, mas hoje em dia, não)

– Quase nunca falo tão explicitamente de mim e muito menos posto fotos minhas – ainda mais me expondo tanto quanto agora.

 Mas já faz tempo que tenho vontade de escrever sobre um assunto que vejo TÃO mal coberto pela imprensa tradicional e também por blogs de beleza: ACNE.

Sofro desse problema desde os 13 anos de idade e é algo que vou levar para o resto da vida, não só porque ela marca a pele mas porque, no meu caso, ela não passa. Talvez, com uns 60 anos, eu pare de ter espinhas, mas é um tratamento que eu nunca vou poder abandonar.

 Um close no meu rosto aos 16 anos, já tratando, mas sem muita disciplina (afinal, eu sou uma adolescente):

E fico indignada com as matérias que vejo em revistas, sites e blogs. Uma das poucas matérias que li sobre o assunto em revistas para o grande público foi sobre uma moça que tinha um nível gravíssimo de acne na Claudia. Foi a primeira vez que li sobre o Roacutan, remédio muito usado para combater o problema e que eu mesma tomei depois. Também achei esse post do (f)utilidades muito bom, o caso é parecido com o meu. Mas a grande maioria das matérias é só para divulgar lançamentos (não conto as revistas especializadas, para profissionais da área. Essas eu já fui até repórter freelancer).

Pra começo de conversa, se você tem acne, um produtinho cosmético só NÃO VAI RESOLVER SEU PROBLEMA. A única e principal dica que tenho para quem tem acne é:

VÁ AO DERMATOLOGISTA! Eles que vão indicar o tratamento certo.

Como eu tenho 27 anos e trato desde os 13, já fui a muitos. Mas dois deles foram muito importantes pra mim na busca por uma pele mais saudável. Por isso, se você também tem muitas espinhas, o meu post só vai servir para você saber minha história e se inspirar, mas não adianta usar os mesmos produtos que eu vou citar aqui SEM IR A UM DERMATO!

Então vamos lá: eu acredito (e os médicos também) que meu problema é genético, por causa de muuuuita oleosidade no rosto (não tenho espinhas no colo e costas, pelo menos), junto com pele muuuuuuuuuuuito sensível. Recentemente ainda descobri que sofro de rosácea. Minha acne não tem nada de hormonal, pelo menos nunca teve. Não tenho ovários policísticos, nem nada. Pílulas, que as pessoas sempre dizem que melhoram, só me trouxeram efeitos piores e ainda tenho tendências para varizes. Minha acne é, para fazer piada, uma questão de pele mesmo.

Com 19 anos, como pomadas, géis e outros produtos não adiantavam, comecei a tomar Roacutan. Pra piorar minha situação, sou muito alérgica ao peróxido de benzoíla, um dos principais ativos dos produtos para peles acnéicas – o que limitava muito meu tratamento (ainda limita). O Roacutan é um remédio fortíssimo – usado em último caso apenas, porque tem efeitos colaterais muito fortes, como aumento de colesterol e danos ao fígado. Nem todo mundo tem todos os efeitos, mas é preciso fazer um controle e acompanhamento muito certinhos.

Foto no início do tratamento com Roacutan, quando a pele fica péssima (sai tudo pra depois sumir), e o cabelo, uma palha. Não dá pra ver muito bem, mas foi a única que achei hahaha:

Tomei por seis meses, tive uma melhora absurda, revolucionária. Apesar de achar que minha pele não esteja 100%, nunca mais tive espinhas grandes, que te marcam com manchas vermelhas ou furos. Por muito tempo, não precisei mais usar aquele arsenal de produtos todos as manhãs e noites para combater a acne. Meses e meses sem uma espinha sequer.

Logo que acabei o tratamento (a pele tá vermelha e oleosa porque eu tava num show da Orquestra Voadora, sambando loucamente hahahaha):

Mais ou menos 1 ano e meio depois, elas começaram a voltar e o médico achou melhor tomar mais três meses de remédio. E aí foram mais alguns anos sem grandes problemas, apenas usando produtos para diminuir a oleosidade (que voltou, mesmo depois do remédio, não tem jeito).

 Quando fui morar em São Paulo, não consegui encontrar um(a) bom(boa) dermatologista que atendesse pelo meu plano. Fui a três e não gostei do que me passaram, então fiquei tentando me tratar em casa, usando os produtos que o médico do Rio me passava (como eu não conseguia ir pro Rio pra ele me atender, às vezes nos falávamos por telefone). Também tentei esses cosméticos que as revistas publicam e foi aí que vi que não têm o menor efeito.

Nessa época, minha pele deu uma piorada e comecei a notar que ela ficava muito áspera e avermelhada, com umas bolinhas bem pequenas. Marcava limpeza de pele e voltava igual um monstro das sessões. Levava 2 dias pra pele ficar menos vermelha e inchada e as bolinhas só pioravam.

Em São Paulo, sem tratamento. Reparem na textura da testa, cheia de bolinhas, e na pele muito rosada em alguns pontos. Sinal de mais um probleminha!

Graças a Deus voltei pro Rio e encontrei uma nova médica que identificou que tinha ganhado um novo problema: rosácea. Além da alergia ao peróxido de benzoíla, a rosácea também me limita porque não posso fazer intervenções muito agressivas na pele porque ela é muito sensível. Por isso, tirar as marcas da minha pele é uma tarefa mais difícil e cara. Peeling, pra mim, de jeito nenhum!

Mas, enquanto não me disponho a gastar R$ 500 por poucas sessões de outros procedimentos menos abrasivos para tirar minhas marcas, estou usando produtos bacanas para uniformizar e clarear a pele, e continuo usando outros para controlar minha oleosidade excessiva e eterna. Como o post já está imeeenso, vou dividir em três: no próximo falo dos produtos e, em outro, sobre maquiagem.

Uma foto minha agora, sem maquiagem alguma, pra verem que continua oleosa e com algumas marquinhas que falei, mas bem mais clara que em São Paulo. (PS.: O óculos tem um adesivo na lente porque estava experimentando essa armação sem colocar a lente, não sou louca hahahaah):

Espero ajudar!

Importante dizer que minha indignação com a maioria das matérias é porque não trata a acne como um problema sério e difícil de tratar: cuidar dele não é apenas questão de vaidade, mas mexe muito com a autoestima de quem tem. Não foi coincidência que, depois que minha pele começou a melhorar, eu tenha passado por revoluções pessoais também, passando a me achar mais bonita e me aceitar do jeito que sou. SEM DEMAGOGIA!!!!!

Meu tempo é quando

Peço licença ao Vinícius para usar esse verso seu para começar mais um texto.

Outro dia, num happy hour, num papo de mulheres sobre ficar mais velhas, uma colega de trabalho de 30 e poucos anos comentou que não se incomodava com o passar do tempo, gostava da idade que tinha. A pior coisa, pra ela, era a cobrança, que só aumenta com a idade, do que você TEM que fazer em cada etapa da vida.

Foto daqui: Sean Hart

Essa frase dela fica martelando na minha cabeça desde então porque, realmente, quanto mais velho você vai ficando, mais as pessoas cobram você sobre o que fazer nessa fase da vida e em que momento.

A “sociedade” começa a pressionar pra fazer coisas. As pessoas ao seu redor, até os melhores amigos. Tá trabalhando? Tem que crescer na profissão. Tem que virar coordenador, gerente, diretor. Cadê o namorado? Aí você acha um. Vão casar quando? Aí você casa. E o filho? Aí você tem o filho. E o irmãozinho? Mais um filho. E assim vamos. Tá na hora de aposentar. Tá na hora de cortar o cabelo curto porque velha de cabelo comprido é ridículo. Tá na hora de pintar de loiro porque loiro rejuvenesce. BLA BLA BLA.

Quantas mulheres eu ouço querendo correr as coisas da vida, dizendo que precisam engravidar porque o relógio biológico tá mandando ou porque a vida fértil da mulher é curta (muitas que nem namorados têm). E às vezes acabam tendo filho numa hora que a cabeça não está madura o suficiente pra agüentar o rojão que é cuidar e criar um OUTRO SER HUMANO.

Mas, ao mesmo tempo que o relógio biológico (ou a sociedade, cof cof) te manda engravidar logo, nenhuma mulher hoje em dia quer entrar na menopausa na hora que é pra entrar e repõe hormônios. Ué, não era pra obedecer ao relógio biológico??????

A natureza já nos mostra que cada coisa tem seu tempo, gente. Não necessariamente o tempo FÍSICO, pode ser também o da MATURIDADE, o metafísico. E isso, não é o tempo cronológico que faz acontecer. A não ser que você nasça de cesária, é ela quem manda você sair da barriga da sua mãe. Observe um bebê e seu desenvolvimento e veja como é lindo o tempo de cada um. Dois bebês da mesma idade (o tal tempo cronológico) têm desenvolvimentos distintos. A gente não tem dente ao mesmo tempo que todo mundo, não aprende a andar junto com todos os amiguinhos da creche, etc. Ninguém (a não ser alguns malucos altamente competitivos) fica pressionando bebês para fazerem tudo o mais rápido que o do vizinho.

Mas aí chega uma hora que você tem que andar junto com a massa. Ficar menstruada junto, ter o primeiro fio de barba junto, beijar na hora que todo mundo beija, não perder a virgindade cedo d+, nem tarde. Entrar na faculdade na hora certa. Partir pra pegação quando se é novo, sossegar quando todos os seus amigos sossegam e não querem mais se divertir. Morrer junto que é bom, pra evitar dor, ninguém morre, né?

CHEGA!

Cada um tem seu tempo. Precisamos nos respeitar e respeitar o outro. Quem é o cara com chicote mandando a gente andar? Não tem ninguém além de nós mesmos! Então vamos parar com isso. Por isso, somos seres absurdamente ansiosos. E sofremos como nunca.

Cruzes, que mundo chato. Mas como quem mora nele somos nós, a mudança tem que partir daqui mesmo gente. Bora?

Para ler também: Manifesto TPM

E o vídeo de hoje é, claro Oração ao Tempo:

Estado Potencial

Grande desejo (…) de provar a mim mesma e aos outros que eu sou mais do que uma mulher. Eu sei que você não o crê. Mas eu também não o acreditava, julgando o que eu tenho feito até hoje. É que eu não sou senão um estado potencial, sentindo que há em mim água fresca, mas sem descobrir onde é a sua fonte.

Carta de Clarice Lispector para Lucio Cardoso.

Reflexões de uma sexta-feira de fim de mês (sem dinheiro pra sair haha)

Incoerência, não?

Ter um blog é uma coisa louca.

Ele não é nada profissional, mas também não é confessional. Mas às vezes, tem coisas que ficam passando na minha cabeça e eu sinto uma necessidade imensa de escrever. Mas escrever aqui. Escrever pras pessoas lerem, pro mundo ler! Mas não dá, é muita exposição, é muito pessoal e PIOR! É ridículo!

Acho ridículas coisas confessionais demais quando são sem talento. E, sinceramente, não era nada, assim… legal… Nada tão legal quanto eu acho que meus posts comuns são. Então posto esse, totalmente sem sentido.

Pelo menos acho que serviu para não postar o que eu realmente queria dizer.

Para não fazer da sua leitura algo inútil, uma foto que fiz hoje, de um coração que flagrei na minha casa.

Porque eu caço corações. Heart Hunter. Mas só o coração no sentido figurado. Ok?

Mais corações no meu board do Pinterest!