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Curso: Figurino com Marília Carneiro

Quem tem vontade de trabalhar ou apenas gosta de figurinos para TV, Cinema e Audiovisual tem que aproveitar a chance de aprender mais sobre o campo com a renomada figurinista Marília Carneiro, que oferece curso a partir do dia 05 de outubro, no Espaço Patrícia Sauer, no Jardim Botânico.

Marília foi a criadora de visuais inesquecíveis na história da televisão brasileira e que viraram febre nas ruas, como as meias de lurex com sandália de salto que Sônia Braga usava em Dancin’ Days. Também assinou a indumentária dos personagens de outras novelas como Rainha da SucataExplode Coração e Ti Ti Ti; de minisséries como Anos Rebeldes e A Casa Das Sete Mulheres; e também de filmes como Se Eu Fosse Você 2.

O curso tem como objetivo ensinar como criar profissionalmente figurinos para TV, cinema e audiovisual, através de todas as suas etapas de concepção e execução. Vai tratar de assuntos como a importância da sua função dramática, os seus estilos em uma obra audiovisual, como se detalha o figurino em um roteiro. Na parte prática, haverá exercícios, análise de figurinos já criados e os participantes poderão sugerir suas próprias ideias. Também vão aprender sobre materiais e como administrar a criação do figurino de acordo com questões como o orçamento.
Não tenho vontade de ser figurinista, mas deve ser bacaníssimo!
Serviço:
Evento – Curso de Figurinos para TV, cinema e audiovisual com Marília Carneiro
Data – de 5 de outubro a 7 de dezembro (24h/aula)
Horário: das 19h às 22h, sempre às sextas-feiras
Investimento: 3 parcelas de R$ 650,00 ou R$ 1.800,00 à vista.
Local – Espaço Patrícia Sauer – Rua Lopes Quintas, 576 – Jardim Botânico-RJ
Inscrições e informações por meio dos telefones (21) 3258-5900 ou (21) 2523-6964
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Figurino: Um Dia

Como 11 entre cada 10 bestsellers no mundo, o livro Um Dia acabou virando filme, com Anne Hathaway e Jim Sturgess (<3) nos papéis de Emma e Dexter, o casal principal da história. Ele ainda não estreou no Brasil e, por causa desse atraso (Nos EUA e na Europa, ele chegou em agosto!!!!), eu fiz algo que nunca tinha feito: baixei um filme. Logo que eu acabei de ler o livro e descobri que ia ter um filme estrelado por Jim, comecei a ver vídeos no Youtube, entrevistas com atores, e etc – não consegui agüentar a ansiedade. Achei absurdo a demora para os exibidores brasileiros trazerem o filme para nossos cinemas. Mas no dia 2 de dezembro estarei em algum cinema para assistir em tela grande! (PS.: como as pessoas deixam de ir a cinema e alugar/comprar DVDs para ver no computador? é HORRÍVEL!)

Assim como fiz no texto sobre o livro, não vou entrar em muitos detalhes para não estragar a leitura/filme de ninguém. Mas, assim como a maioria dos filmes que vi sobre livros que li, não gostei como adaptação. É um filme bem feito, bem dirigido pela diretora sueca Lone Scherfig (Educação), mas, como fã do livro, achei as soluções de adaptação equivocadas, às vezes. O fato do roteiro ter sido escrito pelo próprio David Nicholls tinha me animado, mas achei que, ao compactar a história em pouco mais de uma hora e meia, Nicholls correu além da conta. Além disso, não gostei de algumas mudanças que ele fez, mas, enfim… mesmo assim vale à pena assistir ao filme.

Mas vamos ao o que interessa ao tema desse blog aqui, né Brasil? Moda, no caso, figurino. Como a história vai de 1988 até meados dos anos 2000, podemos ver um pouquinho de história da moda. E o melhor, o filme não glamuriza a roupa que as pessoas usavam na época, criando figurinos “ficcionais”, como muitos filmes “fashion” costumam fazer. Mostram a roupa comum, que uma menina insegura como Emma Morley usaria.

Pois é, Emma é desajeitada e até um pouco breguinha no início. É impressionante a capacidade da Anne Hathaway, que eu acho lindíssima, ficar feiosinha. Ok, não bem feiosa, mas uma menina comum, descabelada, como todas nós somos 80% do tempo.

O figurino de Emma e seu visual como um todo vai mudando assim como ela vai ganhando confiança em si mesma e se realizando ao longo do livro. Na sua juventude, é desleixada e parece não se importar muito com moda, afinal, isso é coisa de um burguês, ela diria. Em passa quase todo o filme com vestidos florais: daqueles compridões soltos muito comuns no início da década de 90, aos mais ajustados, com inspiração nos anos 50.  Mas a cada ano que passa, Em vai ficando mais bonita e elegante (como na primeira foto que ilustra o post)

Já Dexter, o anti-herói bonito, riquinho e arrogante é um desfile do que havia de mais trendy no fim da década de 80 e até meados dos anos 90. Ao contrário de Emma, ele sofre alguns reveses da vida e vai perdendo sua autoconfiança exagerada, assim como as roupas de marcas que tanto gosta de valorizar. No início da história, seu figurino é uma mistura de George Michael com um quê de Hugh Grant em início de carreira. Muitos ternos bem cortados, ombreiras imensas, franjinhas charmosinhas e camisas extravagantes marcam o visual de Dexter no auge. Mas, como diria o próprio Michael, “sometimes the clothes will not make the man” e, ao longo dos anos, ele se torna menos exuberante, mais “comum”.

Quem quiser saber mais, vai poder conferir na sexta-feira, dia 2, quando o filme estreia no Brasil. Vem gente!

Meia Noite em Paris: o figurino (SPOILER!)

Senhoras e senhores, eu amo este homem:

Ele fez Annie Hall. Ele entenderia minhas neuroses, pessimismo e hipocondria. Nós dois temos a mesma tendência à auto-ironia e auto-depreciação através do humor. Gostamos da Billie Holiday. Seus personagens moram nos apartamentos mais lindos e deliciosos do mundo. Eu já vi todos os seus filmes (to checando aqui se foram todos mesmo, mas se não vi 100%, vi 99,9%). E agora ele me vem com MAIS essa, para aumentar meu amor: Meia Noite em Paris.

Quem não vive na nostalgia? Quem não sonhou em ter nascido em outra época, pelo menos alguma vez na vida? Eu sofro de nostalgia crônica – afinal, quase tudo que eu gosto é velho. Sou viciada em velhice.

Quando fiz uma eletiva na faculdade, de História da Arte Contemporânea (uma das melhores aulas que já tive na vida, professor Alfredo Grieco!), fiquei perdidamente apaixonada pelo Man Ray e pelo Marcel Duchamp. Me imaginava em Paris na década de 20, amiga deles e de Kiki de Montparnasse. Além disso, a estética da época me deixa louca, sou absolutamente ensandecida por Art Déco. Também ia amar ter vivido na Belle Époque, no fim do século XIX e respirar Art Nouveau, assistir a uma apresentação no Moulin Rouge cujo folder foi feito pelo Toulouse-Lautrec. Ficar muito louca de Absinto, a fada verde, trocando as pernas pelas ladeiras de Montmartre. Morrer tísica (hahahahaha tuberculose era tão glamurosa e dramática, né?).

Por isso, tive uma síncope cardíaca quando li a sinopse do novo filme do meu amado. Não era possível que até isso eu e o diretor novaiorquino temos em comum.

 O filme é uma delícia e eu não vou ficar me alongando na história aqui para não falar nenhum spoiler, mas recomendo muito! Divertido, leve, inteligente. Como às vezes eu me lembro que este é um blog de moda, vamos falar do figurino.

A figurinista Sonia Grande (que também trabalhou com Allen em Vicky Cristina Barcelona, que eu também falei aqui) teve trabalho duplo: selecionou peças de grifes francesas famosas para personagens contemporâneas; e fez reconstituição da indumentária das épocas retratadas no filme.

Imagino que Woody (vou chamá-lo assim, já que, pra mim, somos íntimos) deva ter instruções muito claras sobre os figurinos de seus personagens. É engraçado como o seu auter-ego, interpretado muito bem por Owen Wilson, se veste como o próprio cineasta – mesmo estando de férias em Paris. Um guarda-roupa informal e meio senhoril, meio desajeitado, não muito elegante.

Sua noiva, patricinha e cínica, Inez, tem um visual “férias de bem nascida”: roupas descontraídas e claras, bem verão, mas cheias de assinaturas (como o casaqueto de tweed que provavelmente é Chanel, foto acima).

Já para as personagens do passado, a figurinista disse em entrevistas que encontrou roupas da época em brechós de Londres, Paris, Madri e Buenos Aires. PELO AMOR DE DEUS, ONDE SÃO ESSES BRECHÓS??!!! Destaco dois vestidos de Marion Cotillard: o branco em estilo marinheiro, bem romântico; e um amarelo de canutilhos – autêntico representante do estilo art déco na moda, geométrico, glamuroso. Sua personagem é uma romântica amante de grandes pintores, mas que se veste na moda, já que ela se mudou para Paris para estudar com Coco Chanel.

Também gostei do figurino de Zelda Fitzgerald, a mulher louca do escritor americano Scott Fitzgerald (quem aí tinha a comunidade “Zelda tinha razão: era mais fácil enlouquecer na era do jazz” no Orkut? Hahahaha).

Ah, tudo lindo! [suspiros saudosos]

Mas, como Woody nos aconselha, não é legal olhar só pro passado. Vamos viver bem o nosso tempo, né? O bom (e a boa moda nos mostra isso) é usar o que já passou para inventar um “novo-novo”, não é mesmo?

Pepi, Luci, Bom e muitas risadas

Hoje postei aqui sobre as duas mostras que estão em cartaz aqui no Rio, do Hitchcock e do Almodóvar. Então, de tarde fui conferir o filme Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón, o primeiro filme do diretor espanhol. Foi ótimo ver que um dos meus cineastas preferidos já começou sua carreira acertando e que, desde o início da carreira, ele criou seu universo escandaloso, nonsense, sensual e irônico.

O filme é de 1980 e, se no fim da década de 70 e o início de 80 a moda era puro exagero, imaginem em um filme de Almodóvar? De chorar! Uma das personagens é meio punk, mas cheia de acessórios de plástico coloridíssimos, meias listradas, lembrando uma mistura dos clubbers (Jesus, lembram? Eu cometi esse equívoco visual) com jovens japonesas e Mary Moon quando apareceu. A maquiagem e os cabelos são outro show à parte – de novo, a garota punk se supera.

Engraçado também ver a transformação da personagem de Carmen Maura, a Pepi do título: de mocinha que quer leiloar a virgindade, de trancinhas e suéter largo, à publicitária moderna e exótica. O visual da festa (maiô de paetê azul com óculos de grau amarelo) é demais. Aliás, quem puder ver o filme, reparem na participação do próprio Almodóvar (cabeludo e com bigode) como juiz de um concurso hilário.

Para quem, assim como eu, adora essa estética almodoviana muitos tons acima, selecionei algumas imagens (e um vídeo) do filme:

Hitchcock e Almodóvar são temas de mostras no Rio

Às vezes o marasmo pode tomar conta da vida cultural de uma cidade justamente quando você está com tempo. Mas às vezes calha do universo conspirar e aparecerem coisas bem legais pra você fazer justamente quando está de folga e precisando ficar fora de casa por causa de uma obra no banheiro e uma alergia galopante.

É o caso de agora: duas mostras de cinema estão dividindo meu coração e atenção aqui no Rio. Uma é dedicada ao mestre máximo do suspense, Alfred Hitchcock; e outra ao meu querido louco, drama king color blocking Pedro Almodóvar.

Cada um em sua época e com seu estilo, são grandes nomes do cinema mundial e ambos estão no meu top 10 de cineastas preferidos. Como este blog ainda é, supostamente, de moda, e como eu amo figurinos, queria falar um pouco do trabalho de ambos nesse quesito.

Sobre a obra de Hitchcock eu já falei em alguns posts aqui, como este e este. Tudo, em seus filmes, servia como elemento para aumentar o suspense. Como gênio que era, ele não colocava o figurino como mero coadjuvante em seus filmes e ele supervisionava o trabalho dos figurinistas com muita atenção e criava junto com eles. Sua principal parceira foi Edith Head, outro grande nome da velha Hollywood.

Quem puder ir à mostra aqui no Rio ou nas outras cidades (veja tudo aqui), preste atenção em como as roupas ajudam a delinear a personalidade dos personagens e contribuem até para o clímax do suspense. Acho que os figurinos que mais contribuem para a trama dos filmes são os de Um Corpo que Cai e Janela Indiscreta.

Kim Novak em Um Corpo que Cai

Já nos filmes de Almodóvar, vejo o figurino como parte da loucura e explosão de cores e elementos kitsch que fazem parte do seu universo. Em quase todos os seus filmes, tudo está a um tom acima e não há espaço para minimalismo e discrição. Até mesmo os homens se vestem de maneira extravagantes, principalmente nos filmes que fez na década de 80.

Acho que o figurino mais famoso de seus filmes é o da personagem Andrea Caracortada, do filme Kika. O estilista Jean-Paul Gaultier criou roupas surrealistas para a jornalista louca que anuncia todas as noites “lo peor del día”.

Mas nem tudo é insanidade e muitas coisas são altamente inspiracionais, para nossa vida mesmo. Eu mesma, gosto muito do estilo da Raimunda, de Volver, bem latinona e condizente com minha personalidad.

Seus filmes também são ótimas fontes para cartelas de cores incríveis e ideias para decoração. O quarto da bailarina de Fale Com Ela, por exemplo, foi meu sonho de adolescência por muito tempo.

Por isso, quem estiver no Rio, faça como eu e se rasgue de dúvida sobre qual mostra ir – só não pode empacar de dúvida e não ir a nenhuma.

Hitchcock –  1º de junho a 14 de julho. CCBB Rio – 3808-2007 (mais infos aqui)

El Deseo: O apaixonante cinema de Pedro Almodóvar – de 7 a 26 de junho. Caixa Cultural Rio – 2544-4080 (mais infos aqui)

O que anda me inspirando: seleção de imagens

Se eu fosse rica (assim como Carolina Ferraz), eu seria uma colecionadora de obras de arte: pinturas, fotografias, esculturas, toy arts, móveis assinados, roupas de alta costura. E colecionaria até mesmo um artista bonitinho pra fazer performances (tum dum, tsss).

Porque uma coisa eu digo: se houvesse essa profissão, de ficar procurando imagens que eu goste o dia inteiro, eu faria graduação, mestrado e doutorado nela. Desde criança, passo horas e horas folheando revistas (às vezes, as mesmas) e livros com figuras. Agora, com a Internet, passo horas no Flickr, Tumblr, blogs, à caça de imagens que me agradem. Guardo as preferidas numa pasta.

Foi com satisfação que acatei à tarefa que um curso que farei em dezembro me passou: levar, já no primeiro dia de aula, imagens que estão me inspirando agora. Ou melhor, UMA imagem. AÍ é que são elas. Como selecionar? Como escolher um filho dentre tantos outros amados? Compartilho com vocês esta “terrível” escolha de Sofia pra dizer que fracassei! Vou avisar para a professora que sou da geração Y e que escolher apenas UMA imagem que me inspire é impossível.

Pelo menos, consegui focar num tema. A inspiração mor veio do último desfile do Marc Jacobs, com muitas referências aos anos 70, as coleções do YSL e Missoni na época, e à personagem de Jodie Foster em Taxi Driver. Da coleção, fui buscar imagens de ícones da época. Ó:

 

Setentinha também na Marc by Marc Jacobs (acima) e na Louis Vuitton (abaixo)

E agora falta eu achar também um texto falando sobre essa tendença. Serve um meu?

Palestra sobre figurinos no RJ, RS E MG

O professor inglês Graham Cottenden está no Brasil para apresentar a palestra Processos na Construção do Figurino, no Rio, no Rio Grande do Sul e em Minas. Ele também esteve em São Paulo, mas eu – doida – li que seria dia 14/11, mas foi dia 04/11. DECULPEEEEM os leitores paulistanos.

Cottenden pesquisa a evolução da alfaiataria masculina, sendo especialista nos trajes do Século XVIII ao XX. Além de lecionar na Arts University College Bournemouth (Reino Unido), é colaborador do Victoria and Albert Museum, em Londres.

Veja os dias, locais e horários das palestras em cada cidade:

Rio de Janeiro
Dia: 08/11
Local: UFRJ – Fundão
Dia: 09/11
Local: Senai Cetiqt (Barra)
Contato para participar: Dudu Prates duduprates65@gmail.com

Rio Grande do Sul
Data: 10/11   
Local: FEEVALE- Novo Hamburgo/RS
Contato para participar: Marina Cezar marinac@feevale.br
Data: 11/11
Local: Faculdade Metodista – Porto Alegre/RS
Contato para participar: Dudu Prates duduprates65@gmail.com

Belo Horizonte
Data: 12/11
Local: UNA – Belo Horizonte/MG
Contato para participar: Dudu Prates duduprates65@gmail.com

universidade onde o palestrante leciona também oferece cursos para estrangeiros. Como disse no post passado, estudar fora pode um diferencial para quem quer trabalhar com moda, mesmo que brevemente. Este post aqui explica melhor como ir estudar lá, com orientação aqui no Brasil.

I just wanna be a woman

Na minha lista imensa de filmes essenciais para minha pessoa, figura com grande destaque Beleza Roubada, do Bernardo Bertolucci. Não só pela trilha sonora maravilhosa, que inclui o hino “Glory Box” do Portishead, que ele mereceu essa honraria. Me encantam a história de transformação e conflitos da juventude, mostrados com extrema beleza e sutileza pelo diretor; os personagens e atores incríveis; o cenário deslumbrante. E, como não poderia de ser, o figurino (assinado por Louise Stjernsward, segundo o Imdb, a mesma figurinista de Os Sonhadores, também do Bertolucci).

Lembro que quando eu era novinha e vi o filme pela primeira vez (escondida, diga-se de passagem), achei estranho o vestido que Lucy, a personagem de Liv Tyler, usa na festa principal da história. Meio comprido, cheio de babados e com um penteado de “velha”. Mas hoje, acho o vestido lindo, tudo a ver com o rito de passagem da personagem e sua leveza. Analisando com os olhos de 2010 o figurino de 1996 (ano do filme), vejo que muita coisa está voltando nesse revival dos 90.

Uma das coisas mais legais na moda dessa época e que está sendo resgatada, é o contraste dos vestidos leves e florais com os elementos grunge (jeans surrados, largos, coturnos, camisões masculinos xadrez). A figurinista do filme usa esses contrastes para Lucy – porque eles também estão no seu conflito de personalidade e iniciação sexual. Uma cena que gosto muito e que demonstra isso é aquela em que Lucy canta uma música da Courtney Love: 

O vídeo está em italiano, hehe sorry

E pra quem ainda não viu esse filme, um aperitivo (e CORRAO pra locadora!):

Exposição: De Hollywood para a Moda

O canal TCM, de filmes das antigas, organizou a exposição De Hollywood para a Moda, no Iguatemi de São Paulo, com peças do figurino de clááááássicos do cinema que acabaram virando ícones da moda. Como eu sou uma assessora de imprensa descuidada com meus colegas, deletei sem querer o release da exposição (tonta!) – mas ontem fui lá conferir ao vivo.

A exposição abre com o vestido dourado com aplicações de pássaros criado por Edith Head que Grace Kelly usa no baile à fantasia de Ladrão de Casaca (já falei do figurino do filme neste post). Monumental!

Marilyn Monroe ganhou dupla homenagem: um vestido criado por Jean Louis para o filme Os Desajustados (com cerejas na estampa) e o ícone maior da diva, o vestido branco plissado que sobe com o vento do metrô em O Pecado Mora Ao Lado, criado por Travilla:

Meu ícone fashion morrrrrr, Audrey Hepburn, também está presente com o longo tomara-que-caia de Givenchy para o musical Cinderela em Paris, com ela e Fred Astaire.

“Put the blame on Mame, boys” – e ela só tirou uma luva! Mas, mesmo assim, Rita Hayworth marcou a história do cinema e da própria vida como sendo a eterna Gilda. Para criar a aura de mulher fatal, o figurinista Jean Louis cirou um vestido de cetim preto, tomara-que-caia e com um lado do lado e que também pode ser visto da mostra (junto com as luvas!):

 

Um dos vestidos mais lindos da história de Hollywood – na minha humilde opinião – é o vermelho de veludo e penas que Scarlett O’Hara aparece no aniversário de seu amado Ashley Wilkes, destoando da simplicidade da festa e causando tititi (em …E o vento levou). Este vestido também está na exposição, não perdeu o explendor (autoria é o figurinista Walter Plunkett, de acordo com meu livro):

Para quem está em São Paulo, a exposição fica no Iguatemi até 30 de agosto.

Biblioteca: Dressed

Outro dia ganhei um prêmio e com ele comprei meu novo namorado: Dressed – A Century of Hollywood Costume Design. Trata-se de um calhamaço (importado dos EUA) escrito por Deborah Nadoolman Landis sobre, como o nome já explica bem, os figurinos mais marcantes da história de Hollywood no século XX.

Ainda não consegui ler, só passar os olhos umas centenas de vezes, curtindo esse romance. Começo de namoro, a gente fica apaixonada e nem vê os defeitos, mas enfim – parece bem legal. Faz algo que a maioria dos guias de cinema não fazem – creditar os figurinistas e destacar a importância desses profissionais para história do cinema e, claro, da moda.

O livro vem com fotos excelentes e croquis de algumas peças. Preciosidades para quem é apaixonado por cinema e moda como eu. O único porém é que, como é só de Hollywood, não temos os figurinos de filmes de outros países.

Fotografei algumas páginas com a minha câmera maravilhosa, vejam só:

Quem tiver bala na agulha, acho que não deve ser difícil encontrá-lo numa Amazon da vida, mas aqui em São Paulo, pelo menos, tinha na Fnac de Pinheiros (onde eu comprei e não sei se era o único) e também na Cultura do Conjunto Nacional.

Título: Dressed – A Century of Hollywood Costume Design
Autor: Deborah Nadoolman Landis
Editora: Collins Design (importado)