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Me add no Whatsapp?

Outro dia, estava no ônibus do Rio para Niterói quando sentou um menino bonitão do meu lado. O trajeto duraria, normalmente, 30 minutos, mas o trânsito fez durar mais. A bateria do meu celular acabou, eu estava sem livro pra ler… acabei por… dar aquela espichada de olho no que o menino tanto cutucava no touch do seu celular. Ele tava numa janela do Whatspapp com uma menina, a tela ainda branca, mostrando que a conversa entre os dois tinha se iniciado por ali.

Ok, me distraí na paisagem e, quando olhei de novo, a foto da menina era outra, mais uma janela de conversa ainda por começar. Ele respondeu algo rápido. Fechou, foi para aquela lista de conversas, só fotos de meninas. Rolou a barra com o dedo, ia abrindo conversa, mandando algo, fechando, partindo pra outra conversa. Nessa, contei umas 15 conversas diferentes.

Fiquei impressionada com a capacidade do cérebro desse cara. Como ele consegue guardar os nomes, o que falou, com qual já saiu, qual já deu uns pegas mais fortes? Fiquei pensando na minha dificuldade de guardar, na minha pesquisa de mestrado, quais interlocutores eu já entrevistei por email, quais já entrevistei ao vivo, etc. Quando trabalhava como assessora de imprensa então, pior ainda. Tinha que fazer uma tabela de “follow” para saber com qual jornalista já tinha falado, o que ele tinha respondido…

Agora, este rapaz, numa viagem de 1h30 conversou com 15 meninas diferentes. Se não fosse expor minha loucura, teria perguntado se existe alguma técnica para coordenar tantos assuntos, tantos contatos. E a agenda? Esse menino consegue encaixar tanta pretendente assim em 1 mês, pelo menos, pra conseguir efetivamente sair com alguma delas?

Mas aí é erro meu de julgamento. Nem sempre as pessoas querem sair com os papos de whatsapp. Algum amigo antropólogo do ciberespaço precisa estudar esse fenômeno! Estou deveras impregnada com essa questão no plano pessoal para estuda-la. Mas fica aí essa dica.

menos whatsapp

Todo dia ouço histórias de relações que acontecem só no Whatsapp, Tinder ou chat do Facebook. Uma moça comentou toda orgulhosa que estava falando com uns 6 caras no Tinder. Os papos iam ficando mais animados, duravam meses. Aí perguntei, na minha inocência, se já tinha ficado com algum. Não, nem tinham se encontrado. Com nenhum dos seis. Mas a onda dela não era essa, era cortejar e ser cortejada.

Fui contar para um amigo o caso do menino do ônibus e ele não viu surpresa. “Eu faço isso direto. Na maior parte das vezes, nem rola nada demais, ou só uma vez… Isso irrita umas, que passam a ficar chatas”. Eu comentei que achava que ficaria igualmente chata na situação e perguntei se ele me achava chata. “Não, po!”. Mas isso é porque ele é meu amigo de beber cerveja no bar. Respondi que quem semeia vento, colhe tempestade. Mas ele não entendeu minha piadinha.

Embora eu tenha sempre vivido conectada em canais de comunicação online desde que meu pai colocou internet discada lá em casa, e tenha tido inúmeros amigos virtuais, eu prefiro sempre as conversas ao vivo. A agência da máquina não funciona bem comigo para relações interpessoais. Ou seja, as características dos programas de chat, as redes sociais, desse tipo de comunicação, podem ajudar a aumentar os casos de mal entendidos, interpretações errôneas.

Eu sou verborrágica nonsense quando escrevo por escrever. Escrever é o meu ganha-pão e, nesses casos, ele é super bem treinado para ficar controladinho. Mas, ao mesmo tempo, na vida normal, escrever é meu lado mais subjetivo saindo sem controle, sem o controle do superego. Uma Clarice Lispector menos talentosa do Whatsapp. Já imaginaram o estrago?

Além disso, todo o aparato para a paranoia que eles criam, como os dois tiques azuis do Whatsapp, só colocam lenha na fogueira. Acabam por dar margem para lados seus que nem sempre aparecem no dia a dia virem à tona. Só serve para semear a discórdia.

Falando ao vivo, a linguagem verbal não é a única forma de comunicação que temos. Vai além dos emojis (que também carregam 20 mil interpretações), das mensagens de voz. A conversa flui sem intervalos estranhos, no tempo do encontro. Se o assunto não render, provavelmente mais nada vai render depois, então ninguém perde seu tempo com papinho. Ninguém semeia vento, nem colhe tempestade.

Mas essa é minha opinião pessoal, cada um com seus usos, como diria meu eu-antropóloga. No mais, queria apenas pedir desculpas para todos que foram inundados pela minha verborragia. Não fui eu, foi meu eu-whatsappiano. Meu eu-materializado é bem mais de boa! 🙂

Os neo-românticos

Um dos filmes mais tristes e bonitos – principalmente no sentido estético – que vi nos últimos anos é O Brilho de Uma Paixão, que conta a história da paixão impossível do poeta inglês John Keats e da jovem Fanny Brawne. Por causa de uma série de fatores, mas principalmente por causa das convenções sociais da época que dificultavam a liberdade na escolha dos casamentos, eles não conseguem dar vazão à paixão que sentem um pelo outro.

brilho de uma paixão

Keats viveu no início do século XIX e foi um dos representantes do Romantismo inglês. Sua história mostra muito como era o espírito romântico da época.

O Romantismo com letra maíscula não é levar flores, foi um movimento onde artistas de várias áreas (literatura, música, artes plásticas, etc) tinham como questão central de suas obras o indivíduo. Eles voltavam para si próprios, mostrando questões sobre a condição humana em tom dramático, ideais utópicos, escapismo, morbidez, e amores impossíveis.

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Nesse último quesito, relatavam paixões platônicas por mulheres idealizadas e impossíveis – muitas vezes eram mesmo, mas por isso, esses artistas criavam imagens errôneas para suas musas, carregadas de perfeição que ninguém tem. Era bonito sofrer, era inspiração para a arte e poesias.

Conto tudo isso para dizer que tenho percebido que essas características dos artistas do Romantismo em ALGUNS caras da minha geração. São coleções de histórias (algumas autobiográficas, outras que escuto das dezenas de amigas solteiras incríveis, e até mesmo de amigos que se sentem assim) que vêm me mostrando isso. Até mesmo um amigão meu vem reparando isso em seus amigos e seus causos amorosos.

Alguns caras estão românticos demais – não no sentido mimimi que fazemos do romantismo, volto a dizer. Mas sim românticos no sentido de criarem uma ideia absolutamente idealizada das mulheres e dos relacionamentos. Meu mestre e guru Xico Sá diria que são os homens frouxos de hoje. E alguns são mesmo. Mas acho que vai além de frouxidão.

O colunista da revista Época Ivan Martins disse exatamente isso neste seu texto (leia aqui, muito bom). Ele conta que muitos amigos dele colecionam casinhos com muitas meninas, ao mesmo tempo e etc. O famoso “rodar pratinho”. Mas não se sentem felizes com isso, estão em busca de uma coisa bacana, mais duradoura.

Mas, por que não conseguem, se têm tantas opções? Porque idealizam um tipo de menina e um tipo de sensação ao encontrá-la que, na maioria das vezes não acontece. Quantos casos de amor arrebatador, assim, de cara, vocês conhecem? E quantos taaaantos outros casos nasceram de situações comuns e de sentimentos que foram crescendo com o tempo?

Assim, quando estão com uma menina, sempre acham que lá no meio da multidão poderiam encontrar outra mais bacana – mesmo que inconscientemente – e ficam numa experimentação eterna.

E não, não é o mesmo que galinhar por esporte porque esses meninos sentem uma certa angústia. Como disse Martins no texto citado, “Da parte dos caras, a queixa é outra. “Eu não me envolvo”, eles reclamam. Sai moça, entra moça, e fica o mesmo vazio”. Por isso, se você está lá conversando com um bofe conquistador e ele diz que quer se apaixonar, não duvide, mesmo que você fique sabendo de mais dois novos casos dele a cada dia.

Alguns deles não ultrapassam a barreira de um ou dois encontros porque, por mais incrível que a menina seja, eles não sentiram nada de “mágico”, com cara de cena de encontro de filme de comédia romântica mal feita. Juro para vocês que acredito que esses meninos, tão descolados e pegadores, acreditam com veemência em amor à primeira vista. Que quando eles beijarem A princesinha de suas vidas, vão sentir uma coisa no peito… Parece até que foram eles que cresceram vendo Cinderela, Branca de Neve, etc. Chegam a dispensar as pretendentes mesmo antes de “finalizarem” a situação. Já não se fazem cafajestes como antigamente…

Por isso, muitas vezes, vão encontrar essa “magia” em situações que alimentam esse gosto pelo impossível e idealizado, como relacionamentos à longa distância (muito fácil se apaixonar por alguém enlouquecidamente , mas que não vai estar todo dia “pentelhando”, né?) ou com mulheres comprometidas ou “proibidas”, tipo a namoradinha de um amigo seu.

Mas epa, não somos nós que fomos criadas para um romance de conto de fadas? Acho que são tipos diferentes de idealizações. Nós podemos fazer leituras erradas das situações e pensamos mais do que deveríamos. Mas repito: é diferente. Nós damos chances aos moiçolos mais ariscos só para ver qualé. Como diz Ivan Martins:

Olhe em volta: diante de um cara apaixonado, bacana, determinado a ficar com elas, boa parte das mulheres sossega. O cara pode não ser perfeito, mas se torna “o cara”. Há nisso um pragmatismo que muitos homens perderam. Enquanto as mulheres escolhem de maneira apaixonada, mas com os pés no chão, eles parecem viver nas nuvens, sonhando com a mulher perfeita. 

Claro que isso não é também uma questão de gênero somente porque também conheço mulheres que são esses românticos – mas entre umas 30 histórias de homens assim, conheço de 1 mulher apenas. Mas veja o caso da personagem Hannah, do seriado Girls. No oitavo episódio da 2ª temporada  podemos ver um exemplo desse fenômeno (não vou falar o que é para não ser spoiler).

É uma pena tudo isso porque coisas bacanas poderiam acontecer pra todo mundo, mas não parece haver disponibilidade para tentar. Movimentos como aquele do “Mais Amor Por Favor” soam falsos e utópicos – olha aí a utopia romântica novamente. Todo mundo quer ser amado, tudo é no eu, nessa era ultra individualista. Mas amor que é bom ninguém quer dar!

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Esses caras, que gritam aos sete ventos que querem se apaixonar, que se sentem sozinhos, etc; deveriam sofrer por algo real, não pelo vazio do excesso.

Parece que fogem a qualquer sinal de interesse de uma menina bacana que poderia ameaçar esse moto contínuo de dificuldade tipicamente romântica, esse draminha tolo. Não é? Ou seria um medo danado de provar do próprio veneno da rejeição? Uma desculpa muito comum é “você vai acabar se apaixonando por mim e vai se machucar”. Virou vidente agora? Já decide que a menina vai se apaixonar E que ele vai sacaneá-la? Não seria, no fundo, um medo do cara?

Calma gente, gente legal não morde! Pode ser namoro, pode não ser. Pode dar certo ou não! Não dá certo tentar adivinhar no que vai dar uma história antes de vivê-la. É como diz esse cartaz:

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Fecho o post com as palavras geniais do mestre Lulu Santos, que sempre tem algo a dizer. NÃO, não é o “Último Romântico” e sim “Tempos Modernos” (o título deveria ser tempo atemporal, já que a letra é sempre atual hahaha):

Programa de Casal

Outro dia, uma conhecida que acabou de se separar comentou que uma das coisas que ela menos vai sentir falta de um casamento são aqueles “programas de casal”: sair para um bar ou jantar com casais apenas. Em pleno sábado à noite, as outras mesas com várias pessoas, rindo, falando alto e se divertindo, e ela e o marido lá, com outro casal, “coisa leve”. Ela se questionava porque alguém comprometido com outra pessoa faz muito mais programas com outros casais do que com uma turma maior de amigos – solteiros ou não.

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Tudo bem que o marido dela poderia ser mala, e o casal de amigos também, mas taí uma coisa que eu não entendo: por que algumas pessoas, quando namorando ou casadas, diminuem suas rodas de amizade, limitando-se a encontros com outros casais para jantar ou ficar em um bar, etc.

Claro que é normal às vezes dar uma segurada na vida social – até os solteiros fazem isso! Todo mundo tem dessas. Ou nem todo mundo é super sociável. Mas se você está saindo de casa, POR QUE só com outro casal? Os solteiros são uma ameaça? Um grupo maior de amigos é uma ameaça? É um fenômeno que eu realmente não compreendo.

Não estou dizendo que sair um monte de casal seja entediante. Até tem festa de casal que deve ser bem animadinha (tipo, swing HAHAHA). Mas aquela cena clássica de 2 casais conversando contidamente, quem nunca viu? Uma vez ou outra vá lá, mas sempre?

Aliás, esse tipo de programa é típico daquelas pessoas que somem quando namoram e aparecem de novo quando solteiras – e aparecem com força total, demandando atenção dos amigos quase que full time. Mas aí, começam a namorar e simplesmente ignoram os antigos companheiros pra toda obra. Parece que sair para uma festa com amigos era só uma desculpa para conseguir alguém.

Acho que todo mundo tem seus momentos, suas fases: de querer ficar sozinho em casa vendo filme, de querer encher a cara em festas, de querer sair de casalzinho, de querer sentar num bar com mil amigos. O problema é quando alguém fica muito tempo numa fase só, eu hein!

Adendo! Vendo a situação de uma pessoa próxima, vejo que o “preconceito” acontece do outro lado também. Conheço uma jovem mãe de dois filhos, casadas que, depois de feito isso, quase nunca é convidada pelos amigos pra fazer programas. Nada!

Galera poderia se ligar menos em estado civil e mais no valor de amizade, hein?

Sobre entrevista da Regina Navarro Lins na TPM

A psicanalista Regina Navarro Lins deu uma entrevista incrível para a última edição da TPM, comentando questões que aborda em seus dois últimos livros, O Livro do Amor (vol. 1 e 2). No post de hoje, quer fazer alguns comentários sobre o que ela disse, mesmo sem ter lido os livros (que já encomendei). Por isso, pra aproveitar melhor meu texto, acho bom ler a entrevista dela (aliás, mesmo que não leia o meu texto, LEIA o dela).

– Embora eu, particularmente, ache que não conseguiria ter desprendimento suficiente pra ter um relacionamento aberto (pelo menos enquanto a paixão ainda está atuando, sou focada em apenas 1 foco de interesse, pra tudo na vida), concordo com ela que pode ser que pra se ter um casamento feliz e duradouro, uma união bacana e companheira, a exclusividade sexual ou até mesmo amorosa, tenha que ser abolida.

– Acho que traição é ser desleal com quem quer que seja, agir mal intencionado, enganar pessoas, passar a perna, sei lá – agir de má fé. Não necessariamente pular a cerca.

– Nossa sociedade patriarcal ainda coloca o adultério em via de mão única: o homem ter amantes fora dos relacionamentos ainda é visto com mais normalidade do que a mulher. Conheço muitos homens que ficam com outras pessoas que não são suas esposas ou namoradas, mas que não admitiriam nunca o mesmo delas. Ora, isso não vale.

– Como fomos condicionadas a ligar amor e sexo, idealizando os relacionamentos, muitas mulheres, quando buscam relacionamentos paralelos, acabam se apaixonando pelos amantes e não sabem lidar com a culpa ou frustração dessa idealização. E acabam sendo vítimas de tragédias pessoais. Uma sociedade mais sincera nos pouparia desses dramas.

– Muitos homens ainda vêem mulheres que demonstram que gostam de sexo, ou que tomam atitudes mais acertivas como fáceis. Ou, quando demonstram interesse, que vão ficar “apaixonadinhas”. Daí surgem aquelas coisas que conhecemos bem: mensagens não respondidas, sumiços, falta de comunicação e esclarecimentos, confundir relacionamentos desprendidos com frieza e grosseria.

– Acho também que existe uma intolerância imensa e falta de paciência com o outro. Como é fácil arranjar outro parceiro sexual, as pessoas magoam as outras não respeitando seus tempos, opções ou gostos com muita facilidade.

– A questão do machismo podemos aplicar pra questão da bissexualidade. Concordo com Regina que, em breve, ela será uma opção mais comum ou mais assumida. Assim como a poligamia, nao é algo que me vejo fazendo. Mas eu não preciso fazer algo para concordar com a coisa. não acham? Só que, como disse, o machismo também acaba influenciando na bissexualidade feminina, principalmente. Muitos homens vivem pedindo pra mulheres “se pegarem”, ficam excitados, etc. Mas se alguma mulher diz o mesmo sobre dois homens, eles ficam extremamente ofendidos. Enojados até.

– Vendo assim, a bissexualidade da mulher é usada apenas para agradar o homem. Uma coisa inconsciente do tipo: “elas se pegam pra mim e eu sou tão macho que elas abrem uma exceção e ficam comigo também. Domino as duas”.

– Se homens não aceitam nem o “fio terra”, imagina pegar o amigo para excitar a namorada? Então, a regra só vale pra um lado, novamente.

– Outra coisa: muita gente fala mal de feministas dizendo que não gostam de homem, são sapatões. ORA, as menininhas se pegando são legais, mas as meninas que querem igualdade são “sapatões mal amadas”? As lésbicas legais são só aquelas que se pegam ao seu comando? Eu me considero feminista (todos aqueles que são contra a opressão da mulher deveriam ser), e não sinto atração sexual por mulheres, sou hétero. E aí? Por que isso seria contraditório?

Agora, trechos que ela comenta e eu quase morri porque concordo MUITO e já fui muito criticada quando expus minhas opiniões:

– “É fundamental que as pessoas saibam que podem ficar bem sozinhas. Que se livrem dessa ideia do amor romântico, essa coisa que diz que você tem que ter um par.” – É o que eu sempre digo, e muita gente não entende porque acha que se sentir bem sozinho é excluir os outros da sua vida. Ou viver isolado do mundo. As pessoas são importantes nas nossas vidas para acrescentar, não pra completar nada. Somos seres completos. Não tem nada mais irriante do que o olhar de pena das pessoas quando alguém diz que é solteiro.

“Essa coisa de masculino e feminino são estereótipos para aprisionar as pessoas. As mulheres têm que ser sensíveis e frágeis. E os homens, corajosos e bravos. Imagina! Isso é tudo criação. Todos nós somos fortes e fracos, ativos e passivos, depende do momento.”

Em um dos seus livros, você diz que é contra o cavalheirismo. Por quê? O conceito de cavalheirismo não serve para nada, né? O que é cavalheirismo? Que vergonha! Gentileza, sim. O homem tem que ser gentil com a mulher, a mulher com o homem. Cavalheirismo implica que a mulher é incompetente para puxar uma cadeira? Ela malha, segura 10 quilos, mas não consegue puxar uma cadeira ou abrir uma porta? Cavalheirismo é um horror! Precisamos pensar sobre isso, gente! A mulher deve dividir a conta do motel com o homem? Outro dia joguei essa questão para uma amiga. E ela: “Ah, divido restaurante, cinema, mas motel não”. E eu pergunto: “Motel não por quê?”. É como se a mulher quisesse os benefícios da emancipação, mas não quisesse os ônus! Então, depois não reclama que ganha menos. >>> Olha, sempre defendi essa de dividir a conta do motel e fui criticada até pelas mulheres mais “abertas”. A última briga que tive por isso, larguei meus amigos falando sozinhos num restaurante e fiz uma saída triunfal. Acho essa de conta de motel ser do homem o mesmo que pagar por sexo. Ganho meu salário, aproveitei tanto quanto o homem. Pago também.

“Lembro que para um deles eu falava: “Tira a minha virgindade!”. E ele respondia: “Não, porque se eu tirar a sua virgindade e depois a gente se separar você vai sofrer”. E eu falava: “Pode tirar, não vou sofrer” [risos].” – Outra coisa que me irrita muitíssimo é esse papo que mulheres se apaixonam pelo primeiro, que é inesquecível. Bla bla bla bla… zzzz. GENTE, DE UMA VEZ POR TODAS: homens não estão tirando vantagem fazendo sexo, mulheres não estão fazendo um favor. Nem sempre que rola sexo rola paixão, nem sempre após o sexo, pode virar paixão. E outra, na maioria das vezes, paixão é coisa boa, não?

– “Os contos de fadas são muito nocivos” – falei mais disso nesse post

Mas o mais importante de tudo que ela falou: ela não está dizendo que o certo é ter relacionamentos polígamos ou ser bissexual. Regina não quer é que esse certo seja usado. Meus pais vivem muito bem há quase 50 anos, mas tem muita gente sofrendo com relacionamentos mal sucedidos. Assim como muita gente tem a sexualidade avaliada diariamente por suas escolhas. Isso gera sofirmento, dores desnecessárias. A falsa moral nos causa muita tristeza. A vida já é tão cheia de problemas e a gente ainda complica tudo. Moral pra mim é respeitar o próximo, gentileza, bom educação, igualdade, não julgar os outros por seus sentimentos e escolhas. No amor, no sexo, na vida.

E, como ela disse também, vivemos colocando a culpa na sociedade. Mas a sociedade somos nós. Faço um esforço diário enorme para tentar me mudar, mudar os outros. “É preciso ter coragem”. Eu acho que tenho, e vocês?

Me add?

Tem uma coisa que não entendo nesse novo mecanismo do flerte no mundo das redes sociais é o costume de adicionar a pessoa que você acabou de ficar numa festa, num bar, sei lá onde, no seu Facebook. Na minha época, e eu não tenho nem 30 anos, a gente trocava telefone se tivesse sido legal e quisesse manter o contato. Ou não, a troca acontecia apenas para manter as aparências, o cara nunca mais aparecia, você ficava noiadinha por uns dias e: bola pra frente!

Hoje não. Já vi cara dar um beijo numa amiga e perguntar imediatamente o sobrenome dela pra poder achá-la no Facebook. E aí, mesmo que a coisa não dê em nada, você fica com aquela pessoa engrossando sua lista de amigos e enchendo sua página com suas atualizações que, em geral, não lhe dizem respeito.

Eu sei que beijar é bem íntimo, mas eu acho Facebook mais ainda! Sou bizarra? Sou. E olha que eu nem sou muito expositiva na rede social: uso muito e posto muito, mas não falo meus sentimentos, não faço check-in em locais, entre outras intimidades que dificultam quem não convive diretamente comigo saber o que eu faço no dia-a-dia. Também tenho vários grupos que limitam álbuns e tudo o mais. Mas, mesmo assim, por que manter no seu convívio diário – mesmo que virtual – alguém que só vai se ver uma vez?

Ok, mas aí tem o lado positivo, você acha a pessoa bacana por suas atualizações e acaba rolando outras vezes. Aí, como todo mundo faz – mas não tem coragem de admitir – você passa a fuxicar a pessoa e haja sangue de barata para não criar histórias por conta própria com tudo que aparece no Facebook dele.

Além disso, gera aquelas dúvidas de etiqueta nos relacionamentos breves e complicados de hoje em dia: será que ele vai achar que to dando mole d+ se eu curtir os posts dele? Será que pega mal enviar um link com um assunto que comentamos? Fora aquele chat maluco do Facebook, cheio de bugs.

Depois de um tempo, como é o caminho da vida, o rolinho com o bofe acaba não dando em nada e aí, o que fazer? Como lidar? Se não foi nada d+, beleza. Fica lá aquela pessoa que você não vai ter muito contato mais, sabendo das coisas da sua vida, tendo acesso remoto. Se o cara for legal, você até pode curtir um post aqui, comentar outro acolá. Normal!

Mas, se você ficou mordida, pode entrar no ciclo vicioso da fuxicação doentia. Não é algo que te machuca como terminar um namoro, mas também não é algo exatamente positivo, é? Pelo menos desse mal eu não padeço. Sou do tipo que fuxica no durante, mas depois – não dou mais notícias da vida do bofe. Não é despeito, mas acho sadio esse distanciamento, esse desligamento.

Só que… Ai, saudade das trocas de celular. Pelo menos tínhamos menos opções para gerar estresses desnecessários.

Por isso que eu digo: tem gente que demora para se apegar, tem gente que demora pra ir pros finalmentes, tem gente que demora a pegar na mão. Eu prefiro demorar pra adicionar no Facebook. Sou dessas.

Mas que fase! Não está sendo fácil!

PS.: Mais post sobre maluquices do Facebook aqui!

Sobre o (des)amor da nossa geração

Eu ia dormir cedo hoje. Mas é aquele negócio: internet vai te levando pra caminhos e pessoas que você não tava esperando naquela hora, né? Tipo a vida mesmo.

Aí que a Nayanne me mostrou via Twitter o vídeo de um cara bonito, barbudinho (<3) e que prometia, segundo a descrição, falar de amor. O primeiro. E ele sofreu. Bom, como eu não sou das mais sortudas nesse quesito, mas NUNCA perco o rebolado e o bom humor – além de amar debater sobre o tema – resolvi assistir.

E – perdão pelo breve revival do sotaque paulista – MEO, muito legal! Achei a edição meio “coisa de menino”, o começo meio forçando a piada, mas ele fala MUITA verdade e tudo que eu sempre tentei dizer pros meus amigos, tudo que eu sempre senti sobre o (des)amor da nossa geração, que vive dando cabeçadas por aí! E de um jeito hilário, sincero, deu a cara à tapa mesmo. Se expos, isso é lindo! Chega de robozada!

Tão curiosos? Então assistam:

E vamos refletir: 5 itens para se ter um relacionamento que deu certo:

SINTONIA – ADMIRAÇÃO – RESPEITO – PUTARIA – HUMILDADE

E não é isso? O resto é frescura, noia da nossa cabeça e bobeiras dessa sociedade uó! Algum dos pontos não bateu? Bola pra frente! Como diria uma amiga minha, “relacionamentos que acabam não rolando são como freelas que fazemos enquanto procuramos o emprego dos sonhos”. Experiência, formação e ainda dá aquela bombada no currículo. Hahahaha! Vamo que vamo!

Conselho

A verdade é que eu travei nessa coisa de moda, embora ter participado da audiência pública na Alerj sobre o mercado tenha sido muito legal (eu JURO que o post sai ainda esta semana, mil anos atrasado).

Mas sei lá, to de mal com o assunto. Esgotei. Sem contar a vida de verdade, que anda me sugando a inteligência e o meu lado lúdico. Só que existem coisas que eu quero compartilhar com as pessoas e a página do Bainha no Facebook (já curtiu?) e o meu Twitter (pode acessar aqui do lado ó —->) não me bastam.

Hoje apareceu uma coisa dessas que me dá vontade de compartilhar. Um conselho que dei pra uma amiga tristinha.

Modéstia à parte, eu sou ótima conselheira. Se eu fosse viva no Séc XVIII e Luís XVI me chamasse para ser sua conselheira, ele nunca teria perdido a cabeça na guilhotina, senhores. JAMAIS! Porque eu sou grande analista da vida (alheia) e tenho ótima visão da vida (alheia), além de um grande repertório de frases feitas e reconfortantes. E também sei fazer o que os bons – os melhores – conselheiros fazem: dar aquela cutucadinha pra acordar, jogar aquela verdade.

Com a minha vida, eu sou um desastre, mas se me dessem a vida dos outros pra governar, não teria pra ninguém, amigo.

Então – o conselho que queria comentar. Ela tava meio down, um ficante que não virou namoro. Quem nunca? Como diria a Julieta Arroquy, uma ilustradora argentina, “Hay algo peor que los ex, los que ni siquiera llegan a sierlo” (Tem coisa pior que ex, os que nem chegaram a ser, na minha tradução porca).

Só uma coisa que eu aprendi, no meio dos pequenos percalços da vida amorosa, é que, CARA, modéstina na China, eu sou tipo o Vitinho – foda. Desculpem o palavrão, mas a verdade precisa ser dita. Se não deu certo, azar (o deles). Tipo o Príncipe William. Não me quis? Perdeu, Play!

Eu posso até estar enganada, posso ser uma pessoa uó, mas to nem aí. Só vai piorar o pé na bunda se eu pensar o contrário, né não?

Queria tentar ajudar a minha amiga a pensar assim. Mas, tudo que eu falava, era em vão. A coisa tava tão feia que ela começou a ouvir Radiohead. Po, AMO, mas quem escuta Radiohead quando tá explodindo de felicidade? Num dado momento ela afirmou categoricamente: I’m a Creep (pra quem não conhece, um dos primeiros sucessos da banda inglesa).

Daí eu tive um insight. Gente, é só trocar a pessoa da letra da música. Se o Thom Yorke lamenta que a pessoa pra quem ele escreveu a música is so fucking special, e ele wish he was special, but he’s a creep – e você se identifica com essa tragédia existencial, TROCA A PESSOA!

I wish YOU were special, ‘cause I AM so fucking special!!! Até escutei a plateia da Oprah me aplaudindo agora. Yeah, girl!

Minha amiga gostou da ideia. Acho que refletiu sobre o assunto e hoje me mandou um email dizendo que deixou a coisa ir e o cara voltou com ela. Ó? Tão vendo?

O que me levou a refletir sobre meus dotes conselheiros. Se tanta gente ganha dinheiro por aí com clichês e surrealidades paulocoelhianas, por que eu não posso escrever livros de auto-ajuda indies, com referências a ídolos do rock deprê, invertendo as letras?

A moda acabou de perder um talento (nada humilde, por esses dias).

De psicóticas, todas têm um pouco

Fazendo uma pausa na minha correria e no meu intervalo no blog, mais uma das minhas entrevistas fugindo da “linha editorial” do blog que, supostamente, seria de moda.

Gosto de compartilhar com vocês as coisas que gosto na Internet e uma delas é o blog Adorável Psicose, divertidos relatos sobre as arguras amorosas (ou não) da roteirista Natalia Klein. Descobri o blog já tem um tempo e tive um surto (psicótico) porque me identifiquei no primeiro minuto. Teve uma hora que pensei: EI, mas essa menina sou eu! Não me senti tão sozinha no mundo. E ri à beça, o que é melhor ainda!

Por essas e outras, resolvi entrevistar a autora, que em breve vai levar seu blog para o portal do canal GNT, sucesso total!!!! As perguntas da entrevista não têm o menor nexo, são cheias de auto-referências. Ok, sou jornalista, mas este blog não é jornal e faço perguntas do jeito que bem entender. hehehe. Mas, como ando num clima de neo-feminismo, este é, basicamente o tema.

… E as respostas da Natalia são cheias do seu bom humor, portanto, para os leitores mais mal humorados, MELHOR NEM LER! (não posso com gente que se leva a sério de mais). Vamos lá, meninas, porque, de psicóticas, todas nós temos um pouco (ou muito, no meu caso).

                 Natalia no editorial da marca Gotlib Vintage, que falo neste post

Bainha: Aquela historinha famosa – por que começou o blog?
Natalia Klein:
Comecei o blog no mesmo dia em que tive uma conversa via MSN com um peguete. Sabe quando o papo vai ficando mais lento, vocês quase não falam mais nada e ele começa a te responder com emoticons sorrindo? Então tomei a iniciativa e disse “bom, vou indo” e ele respondeu, “vai, vai”. Fiquei indignada. Se não quisesse escrever, que colocasse um emoticon triste então! “Vai vai” foi lamentável. Fiquei pensando nisso a noite toda, então escrevi um texto sobre o assunto e criei o blog.

B: Pelos comentários, algumas pessoas não entendem que algumas partes dos textos são ficcionais. Mas, de certa forma, a exposição das partes “verdadeiras” não te incomoda?
N: Tem um post em que eu aviso: “Este é um blog autobiográfico de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido proposital, embora não haja nenhuma garantia sobre a veracidade das informações aqui contidas. Levar esses textos a sério causa impotência sexual.” Escrevi isso depois que um cara com quem eu estava saindo levou ao pé da letra um dos textos que eu havia publicado. Claro que eu escrevo sobre a minha vida, mas não é um relatório fiel, muito pelo contrário. É uma mistura do que eu gostaria que tivesse acontecido com um exagero em torno do que aconteceu. É tudo muito distorcido, daí o nome Adorável Psicose. Claro que a proporção real x inventado não é a mesma em todos os posts. Tem textos em que eu quase não invento nada, mas nem vou contar quais são (rs). Dá um medinho na hora de publicar, não vou mentir, mas acho que a dose de verdade no que eu escrevo é o que faz as pessoas se identificarem, porque me torna crível. No final não interessa se as situações são reais ou fictícias, o que importa é acreditar na personagem. É aquela sensação de que poderia ser você ou alguém que você conhece. 

B: Diante dos surtos psicóticos (sumiços do pretê, tentando entender “por que não comigo?”, espionagem doentia em redes sociais, etc), o que você faz para espairecer? (uma dica pras amigas leitoras hahahahaha)
N:
Pode parecer meio clichê, mas o que eu faço para espairecer é escrever sobre minhas psicoses. O blog é a minha maior válvula de escape, funciona mais do que dez sessões de terapia seguidas ou dez doses de tequila. Ok, esquece a última parte. Não existe nada melhor do que tequila para esquecer os problemas. A contrapartida é que junto com os problemas você também esquece o que fez, quem pegou, a chave de casa e o seu brinco preferido.

B: Antes mulher não podia dar muitos pitacos na própria vida. Conquistaram várias coisas pra nós, mas a coisa continua difícil pro nosso lado e parece que a “revolução sexual” não trouxe mais felicidade e satisfação. Já parou pra pensar sobre isso ou só eu fico encucada? rs
N:
Eu não acredito nessa revolução sexual. Isso é uma farsa para as mulheres acreditarem que estão dominando a situação quando na verdade os homens estão achando ótimo não terem que fazer nada.

B: Dizem que assustamos por sermos altas, ou inteligentes, ou engraçadas, ou porque nosso emprego é mais legal, ou whatever (tudo assuta). O que você acha que falta para a maioria dos homens perderem o medinho?
N:
Fico indignada quando conto que ninguém chegou em mim numa festa e me dizem: “ah, mas também, né, você assusta”. Ok, eu tenho 1,78m, mas também não sou o Godzilla. Essa história de que os homens se assustam com altura, com inteligência, com iniciativa, é muito irritante. Acho isso uma veadagem. Aliás, nem isso. Porque os gays sempre vêm falar comigo, geralmente para elogiar minha altura. Uma vez eu disse num post que 95% dos homens trabalham com a lei do mínimo esforço e os 5% restantes são broxas. Então esse “medinho” na verdade é uma invenção nossa. Mulher que adora dizer que homem tem medo, porque é mais fácil acreditar nisso do que encarar a verdade cruel. Eles não estão com medinho de você ou de mim. É que existe uma terceira garota nessa história que vai dar muito menos trabalho que a gente. Só isso. Ou então ele é broxa.

B: Quando a gente é criança, história do menino é de aventura e de meninda é de romance, já reparou? Já pensou em se tornar roteirista de histórias infantis para meninas crescerem mais preparadas? rs
N:
Olha, você precisa dar uma olhada na seção infantil das livrarias. Os temas estão mudando e estão meio medonhos. Tipo “Papai bebe muito”, essas coisas. Mas nunca pensei em escrever pra crianças não. Uma vez estava esperando meu táxi na portaria e tinham duas meninas de onze anos conversando sobre que idade teriam nas próximas Copas do Mundo. “Em 2014, a gente vai ter quinze anos”, “Em 2018, dezenove”, “Em 2050, cinquenta e um”, “Em 2090…”, aí eu não aguentei e interrompi: “desculpa, mas em 2090 vocês já vão ter morrido.” Enfim, não acho que eu seria uma boa autora de livros infantis. As crianças ficariam meio psicóticas.

B: Ando fazendo posts sobre as referências femininas dos anos 40/50 na moda que retratam um tipo de mulher com personalidade muito forte e independente, apesar de hiper feminilizada. E, por acaso, vc sempre ilustra seus blogs com imagens de pin ups. Por quê? É um estilo que vc gosta?
Adoro todas as referências dos anos 40, a música, a moda, os filmes. Sou viciada no jazz dessa época, nas big bands, nos musicais. Casablanca é um dos meus filmes preferidos. E as pin ups são ícones da mulher desse tempo, elas representam uma malícia ingênua, ao contrário da superexposição das mulheres fruta de hoje em dia. Não que eu seja panfletária. Acho que toda feminista radical deveria ganhar de presente um vibrador. Tenho a impressão de que no dia seguinte elas acordariam mais bem-humoradas.

B: Estou descobrindo que várias pessoas que acho legais foram zuadas no colégio, assim como eu. E eu acho que o humor é o grande culpado para reverter esse quadro – além da repaginada no visual. Rir é mesmo o melhor remédio (além de uma hidratação no cabelo, fazer a sobrancelha, maquiagem, etc)?
N:
Rir de si mesmo é libertador. Mas antes de se autoesculachar, é bom que você esteja mais ou menos bem resolvido. Porque quando você faz piada das coisas que te incomodam, elas podem te dar o troco.

B: E pra terminar, você usa salto? Eu sempre digo que não uso – só em casamentos chiques, etc – porque fico igual destaque de carro alegórico, mas todo mundo me xinga por isso. Queria apenas sua declaração para corroborar a minha. Ou não. HAHAHAHAHA
N: Só uso salto alto em ocasiões extremas. Detesto me sentir Godzilla, desproporcional. Claro que o problema tá muito mais na nossa cabeça do que no mundo real, mas enquanto eu não me resolvo com minha altura, vou continuar usando minhas sapatilhas. Se a Audrey Hepburn podia, eu também posso.

Não é de morrer de rir? Muito sucesso pra Natalia!