Então, vamos voltar aos trabalhos?
Vi outro dia no Pinterest fotos de uma menina imitando quadros e fotografias antigas de mulheres importantes para história da nossa cultura. Fui ver o que era. Uma fotógrafa norte-americana, Jaime Moore, queria fazer registros diferentes da filha, que fugissem da ideia (nociva) das Princesas Disney, Barbie, etc.
NÃO ME VENHAM dizer que as Princesas são inocentes contos de fada. Deixem de ser bestas e inocentes do efeito de produtos de uma grande empresa+uma imensa mídia. E, assim como os contos de fadas, eles colocam uma imagem da mulher que nós queremos abolir, correto? Não preciso ser salva por um príncipe (por um homem) para ser feliz. Porque SIM, é isso que o conto de fadas com princesas nos dizem. Já falei disso aqui e se quiserem pensar melhor sobre o assunto, tem essa matéria aqui também.
Bom, voltando às fotos de Jaime, aqui em sua página ela mesma conta um pouco sobre a ideia. Vejam as fotos (cada uma delas com uma frase da mulher retratada):
Susan Bronwell Anthony: uma importante líder do movimento feminista e de direitos civis nos EUA
Coco Chanel: acho que essa dispensa apresentações pra vocês. Mas pouca gente sabe que Chanel é uma figura muito importante para nós mulheres. Dizem que Paul Poiret nos libertou dos espartilhos, mas foi Chanel que nos libertou nossos movimentos, literalmente. Além do que fez na moda, teve uma vida escandalosa para a época, por ser uma mulher livre (mesmo tendo amante nazista, vou relevar isso hoje hahaha)
Amelia Mary Earhart: aviadora americana, que tentou dar a volta ao mundo pela linha do Equador, mas acabou desaparecendo no Pacífico. Corajosa – para não dizer meio doida, na minha avaliação de pessoa que odeia avião hahahaha!
Helen Keller: quando minha mãe contou a história dessa menina, fiquei chocada. Ela era cega E surda. Achava impressionante, quando era criança, como ela conseguiu aprender algum tipo de comunicação – mas ela falava e tudo, tanto que era uma ativista política importante nos EUA.
PS.: que menina linda e fofa! Lembrei das minhas 3 sobrinhas lindas, Mariana, Helena e Fernanda, a quem dedico o post
O peso da culpa no abandono de um blog
Oi, alguém ainda me lê?
Uma vez, alguém me perguntou porque o Bainha nunca virou um blog famoso e rentável. Eu respondi que era porque eu não tinha isso como objetivo, que era péssima nos negócios e meu foco principal não era ele.
Tá, mas também não precisava abandoná-lo sempre que minha vida desse uma guinada que virasse junto o meu foco, né?
Pois é gente, mais uma vez – para quem acompanha o blog desde 2007, minha vida mudou um cadinho: estou fazendo Mestrado em Antropologia (oooooooooh! hahaha vou pesquisar sobre consumo e internet) e, depois de entrar para a vida acadêmica, além de não ter muito tempo, não consigo mais confabular sobre certos assuntos inocentemente. Será que serei julgada? Enfim, ainda não consigo conciliar as duas personas.
Mas o pior é que eu me sinto culpada. Essa culpa católica que me faz me achar grosseira ao não responder uma ligação, um convite, uma mensagem ou um comentário aqui ou no Facebook. E me faz achar sacana ou grosseiro ou que está nem aí quem não faz isso.
Então, abandonar o Bainha é um ato de desamor pra mim. Mas eu voltei, voltei para ficar.
Prometo!
Biblioteca Bainha: Já Matei Por Menos
Como vocês – que eu imagino que sejam antenados – já devem ter lido em várias matérias, o blog super legal da jornalista Juliana Cunha, o Já Matei Por Menos, virou um livro. É o segundo lançado por ela, que estreou no mundo literário com o Gaveta de Bolso (leia sobre neste post).
Dessa vez, ela se uniu à nova da editora Lote 42, que traz como sua proposta principal lançar livros que criam conexões com o mundo digital e lançam mão de diversas plataformas, são multimídias. Sendo assim, a obra entra neste conceito da editora não apenas por ser uma reunião de 70 posts do blog, como também por ter versões impressa e em ebook, conteúdo extra disponível em um site e histórias do seu bastidor compartilhados nas redes sociais.
O critério usado para selecionar os textos publicados foi a relevância – ou seja – aqueles que sacudiram mais os comentários com boas discussões. Eu imagino como deva ser difícil fazer isso no meio de tanta coisa bacana (e polêmica). Sou fã do blog, que lia antes mesmo de conhecer a Juliana pessoalmente, quando ela trabalhava com as meninas do Oficina de Estilo.
O que me fez gostar do Já Matei Por Menos foi justamente a coragem em dizer sua opinião sobre as coisas de uma maneira inteligente, muito bem escrita e com humor. Ela criou algumas polêmicas sim, mas eu amo polêmica bem feita porque é assim que o mundo gira. Minha identificação foi imediata e a admiração pela sua escrita também, mesmo que não tenha concordado com sua visão inúmeras vezes (nem sempre entrei no debate nos comentários, mas debatia comigo mesma, hahaha).
Mas é isso que as pessoas não conseguem entender na vida: que admiração não tem nada a ver com a concordância nos mesmos assuntos, ficam ofendidas com a discordância, com a opinião contrária, como adolescentes mimados. Abrir nossa opinião para o mundo pode ser muito mais expositivo que esplalhar nossos sentimentos mais íntimos aos sete ventos ou ficar narrando a vida no Facebook. Mas desculpem, se isso é se expor, então eu sempre serei um livro totalmente aberto. Já me estrepei muito por causa disso e continuo me estrepando, mas não ligo porque não consigo mudar minha personalidade reflexiva e crítica sobre as coisas, e minha vontade incontrolável de trocar essas ideias com as pessoas – e imagino que a Juliana também. O que incomoda é a dificuldade das pessoas em ouvir opinião contrária. Se sua opinião gerar um debate, que bom porque discordâncias inteligentes não são barracos. Barraco é baixaria, é falta de argumento!
Ok, ok, eu divaguei muito agora, mas tudo para dizer que espero que esses ótimos textos reflexivos ganhem ainda mais leitores com o lançamento do livro. Que venham muitos!
Para quem ficou curioso, o livro é vendido na loja Endossa do Centro Cultural São Paulo e no site da editora: lote42.com.br.
Ps.: a ilustração da capa é assinada pelo artista Laurindo Feliciano, cujo trabalho achei tão legal que vai virar o próximo post.
Exposição Marcia X.
Fui ao MAM na semana passada aproveitar os últimos dias da exposição da Adriana Varejão e tive uma boa surpresa: a mostra Marcia X. - Arquivo X. Não sou nenhuma especialista em arte e não conhecia a artista, que morreu em 2005. A exposição traz um panorama de sua obra, que é muito irreverente, engraçada e às vezes chocante para nosso olhar (ainda cheio) de tabus.
Usando coisas do dia a dia e com estilo bem kitsch, a minha xará fazia críticas bem humoradas, com discurso sobre questões de gênero e feminismo, sagrado e profano… tudo com muito sarcasmo e irreverência.
Por causa da exposição, fui buscar saber mais sobre a artista, que se formou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e fez parte da “Geração 80″ de artistas plásticos de vanguarda brasileiros, mas se diferenciando de muitos de seus contemporâneos por se aprofundar mais em performances e instalações do que em outras manifestações “em voga” na época, como a pintura.
Infelizmente, pela caretice da Internet, não posso postar suas obras mais legais (e fálicas) aqui, mas vocês podem procurar referências no Google. A exposição dela fica no MAM do Rio até 14 de abril!
Sobre viver com pouco
Nesta semana, vi nas redes sociais da vida um texto de um cara chamado Graham Hill no New York Times. Hill conta como ele se livrou de toda uma tralha comprada após virar um novo milionário da Internet nos EUA e passou a viver em um pequeno apartamento, apenas com o “essencial”. E, ao final, convida todos a pensarem no assunto e fazer o mesmo: ter menos para viver mais.
Eu comecei lendo o texto achando fosse concordar em gênero, número e grau porque venho sentido que – dentro de um cenário quase utópico – uma boa “solução” para a vida dos nossos tatatataranetos seria uma vida menos cheia de tralhas.
Mas, sei lá, do meio pro final do texto, foi me dando um incômodo que – na correria do tempo cheio de coisas e compromissos – eu não consegui parar e pensar o que era. Mas aí, um amigo me indicou este outro texto que critica a coluna do NYT. Segundo o autor, o problema não é a mensagem (que não precisamos, realmente, de tantas coisas), mas sim o mensageiro. O tal do Graham Hill vive com pouco sim, mas é muito provável que sua conta bancária continue a mesma.
[Foto do Graham Hill no seu "humilde" ap de desapegado via Gizmodo/ Vimeo]
Ora, rapaz! Mas que poser!
Daí fica parecendo que o cara só focou o dinheiro dele em outro lugar. As pessoas esquecem que experiências também são uma forma de consumo. Viajar É consumir SIM. Comer bem nessas viagens também. Me deu a impressão que ele continua torrando uma grande quantidade de dinheiro sendo um jet-setter mundial. Cara, cada um gasta o dinheiro do jeito que quiser, mas não venha me falar – pra mim, classe média, pequena burguesa – para comprar menos e sair viajando porque, com o que eu ganho, eu não compro em excesso nem tenho dinheiro para sair viajando pelo mundo.
Não estou pregando nada politicamente, mas muito fácil dizer: “vamos viver com menos COISAS! Mas continuo com mais dinheiro que muita gente no mundo, inclusive muitos de meus leitores”.
Ele é o tipo de cara que, se chegasse aqui em casa (um ap de menos de 40m²), ia rir da minha TV de tubo, do meu notebook de 2008 (não é Apple), do meu ar condicionado velho e do meu sofá capenga de segunda mão.
Impressionante mesmo é o Vincent Moon, o cineasta nômade que comentei neste post. O cara não tem casa, fica na casa de amigos que faz no mundo todo e, nessa palestra que eu fui, ele disse que não tem problema com isso, porque não tem nada. Deve ganhar o suficiente pra se manter nos lugares, pagar suas passagens e equipamentos de trabalho.
Desprendimento e desapego é isso. O outro cara é poser, tipo esses fashionistas que acham mendigos estilosos.
Minha dica pra essa galera é: vai lavar um tanque de roupa suja, vai!
Os neo-românticos. Ou românticos líquidos
Um dos filmes mais tristes e bonitos – principalmente no sentido estético – que vi nos últimos anos é O Brilho de Uma Paixão, que conta a história da paixão impossível do poeta inglês John Keats e da jovem Fanny Brawne. Por causa de uma série de fatores, mas principalmente por causa das convenções sociais da época que dificultavam a liberdade na escolha dos casamentos, eles não conseguem dar vazão à paixão que sentem um pelo outro.
Keats viveu no início do século XIX e foi um dos representantes do Romantismo inglês. Sua história mostra muito como era o espírito romântico da época.
O Romantismo com letra maíscula não é levar flores, foi um movimento onde artistas de várias áreas (literatura, música, artes plásticas, etc) tinham como questão central de suas obras o indivíduo. Eles voltavam para si próprios, mostrando questões sobre a condição humana em tom dramático, ideais utópicos, escapismo, morbidez, e amores impossíveis.
Nesse último quesito, relatavam paixões platônicas por mulheres idealizadas e impossíveis – muitas vezes eram mesmo, mas por isso, esses artistas criavam imagens errôneas para suas musas, carregadas de perfeição que ninguém tem. Era bonito sofrer, era inspiração para a arte e poesias.
Conto tudo isso para dizer que tenho percebido que essas características dos artistas do Romantismo em ALGUNS caras da minha geração. São coleções de histórias (algumas autobiográficas, outras que escuto das dezenas de amigas solteiras incríveis, e até mesmo de amigos que se sentem assim) que vêm me mostrando isso. Até mesmo um amigão meu vem reparando isso em seus amigos e seus causos amorosos.
Alguns caras estão românticos demais – não no sentido mimimi que fazemos do romantismo, volto a dizer. Mas sim românticos no sentido de criarem uma ideia absolutamente idealizada das mulheres e dos relacionamentos. Meu mestre e guru Xico Sá diria que são os homens frouxos de hoje. E alguns são mesmo. Mas acho que vai além de frouxidão.
O colunista da revista Época Ivan Martins disse exatamente isso neste seu texto (leia aqui, muito bom). Ele conta que muitos amigos dele colecionam casinhos com muitas meninas, ao mesmo tempo e etc. O famoso “rodar pratinho”. Mas não se sentem felizes com isso, estão em busca de uma coisa bacana, mais duradoura.
Mas, por que não conseguem, se têm tantas opções? Porque idealizam um tipo de menina e um tipo de sensação ao encontrá-la que, na maioria das vezes não acontece. Quantos casos de amor arrebatador, assim, de cara, vocês conhecem? E quantos taaaantos outros casos nasceram de situações comuns e de sentimentos que foram crescendo com o tempo?
Assim, quando estão com uma menina, sempre acham que lá no meio da multidão poderiam encontrar outra mais bacana – mesmo que inconscientemente – e ficam numa experimentação eterna.
E não, não é o mesmo que galinhar por esporte porque esses meninos sentem uma certa angústia. Como disse Martins no texto citado, “Da parte dos caras, a queixa é outra. “Eu não me envolvo”, eles reclamam. Sai moça, entra moça, e fica o mesmo vazio”. Por isso, se você está lá conversando com um bofe conquistador e ele diz que quer se apaixonar, não duvide, mesmo que você fique sabendo de mais dois novos casos dele a cada dia.
Alguns deles não ultrapassam a barreira de um ou dois encontros porque, por mais incrível que a menina seja, eles não sentiram nada de “mágico”, com cara de cena de encontro de filme de comédia romântica mal feita. Juro para vocês que acredito que esses meninos, tão descolados e pegadores, acreditam com veemência em amor à primeira vista. Que quando eles beijarem A princesinha de suas vidas, vão sentir uma coisa no peito… Parece até que foram eles que cresceram vendo Cinderela, Branca de Neve, etc. Chegam a dispensar as pretendentes mesmo antes de “finalizarem” a situação. Já não se fazem cafajestes como antigamente…
Por isso, muitas vezes, vão encontrar essa “magia” em situações que alimentam esse gosto pelo impossível e idealizado, como relacionamentos à longa distância (muito fácil se apaixonar por alguém enlouquecidamente , mas que não vai estar todo dia “pentelhando”, né?) ou com mulheres comprometidas ou “proibidas”, tipo a namoradinha de um amigo seu.
Mas epa, não somos nós que fomos criadas para um romance de conto de fadas? Acho que são tipos diferentes de idealizações. Nós podemos fazer leituras erradas das situações e pensamos mais do que deveríamos. Mas repito: é diferente. Nós damos chances aos moiçolos mais ariscos só para ver qualé. Como diz Ivan Martins:
Olhe em volta: diante de um cara apaixonado, bacana, determinado a ficar com elas, boa parte das mulheres sossega. O cara pode não ser perfeito, mas se torna “o cara”. Há nisso um pragmatismo que muitos homens perderam. Enquanto as mulheres escolhem de maneira apaixonada, mas com os pés no chão, eles parecem viver nas nuvens, sonhando com a mulher perfeita.
Claro que isso não é também uma questão de gênero somente porque também conheço mulheres que são esses românticos líquidos – mas entre umas 30 histórias de homens assim, conheço de 1 mulher apenas. Mas veja o caso da personagem Hannah, do seriado Girls. No oitavo episódio da 2ª temporada podemos ver um exemplo desse fenômeno (não vou falar o que é para não ser spoiler).
É uma pena tudo isso porque coisas bacanas poderiam acontecer pra todo mundo, mas não parece haver disponibilidade para tentar. Movimentos como aquele do “Mais Amor Por Favor” soam falsos e utópicos – olha aí a utopia romântica novamente. Todo mundo quer ser amado, tudo é no eu, nessa era ultra individualista. Mas amor que é bom ninguém quer dar!
Esses caras, que gritam aos sete ventos que querem se apaixonar, que se sentem sozinhos, etc; deveriam sofrer por algo real, não pelo vazio do excesso.
Parece que fogem a qualquer sinal de interesse de uma menina bacana que poderia ameaçar esse moto contínuo de dificuldade tipicamente romântica, esse draminha tolo. Não é? Ou seria um medo danado de provar do próprio veneno da rejeição? Uma desculpa muito comum é “você vai acabar se apaixonando por mim e vai se machucar”. Virou vidente agora? Já decide que a menina vai se apaixonar E que ele vai sacaneá-la? Não seria, no fundo, um medo do cara?
Calma gente, gente legal não morde! Pode ser namoro, pode não ser. Pode dar certo ou não! Não dá certo tentar adivinhar no que vai dar uma história antes de vivê-la. É como diz esse cartaz:
Fecho o post com as palavras geniais do mestre Lulu Santos, que sempre tem algo a dizer. NÃO, não é o “Último Romântico” e sim “Tempos Modernos” (o título deveria ser tempo atemporal, já que a letra é sempre atual hahaha):
Outono/Inverno 2013 ou 1300, 1400, 1500…
Que a moda é cíclica, acho que todos já perceberam, mesmo que você seja apenas uma consumidora e admiradora de coisas bonitas. Antigos elementos de roupas passadas volta e meia acabam aparecendo novamente como releituras, com novas aplicações, contextos, elementos “atualizadores”.
Mas, de uns tempos pra cá, venho percebido uma volta mais a fundo nas décadas da história da indumentária humana. Mais precisamente nos períodos da Idade Média e do Renascimento. Antes até mesmo do período Barroco, na crista da onda da moda atualmente. E mais: nas passarelas internacionais, pelo menos, a releitura é quase literal, dando às roupas um ar muito mais alegórico, de fantasia, do que uma ideia próxima de “ready-to-wear”, pronto para usa, para ir para as lojas em formas adaptadas e daí para as ruas.
Na coleção de pre-fall, a Chanel fez uma homenagem à Escócia e a sua antiga e polêmica rainha Mary Stuart, como comentei nesse post. Coleção beeem literal. Já agora, na coleção de outono/inverno, a marca foi mais pé no chão, mas outras “colegas” não seguiram seu exemplo.
Acho curioso esse fenômeno que volta e meia acontece: em tempos de dificuldade econômica, um boom de luxo. Pelo menos dessa vez, na minha parca análise, o luxo ainda divide espaço com marcas mais realistas.
Bom, não é o caso do desfile (que eu achei deslumbrante) da Dolce & Gabbana, por exemplo, com grande inspiração nos mosaicos bizantinos de antigas catedrais. O Bizâncio foi o império romano oriental – explicando brevemente. Como diria uma antiga professora minha: riquííísssssssssssssssssimos! A imperatriz Theodora foi um ícone de elegância e poder. Por isso, muitas referências aos seus imperadores e aos primórdios do catolicismo.
Influência na vestimenta católica também vimos em outra marca italiana, Valentino. Engraçado perceber que o Vaticano influenciou a moda mesmo antes da saída do Papa porque, ora bolas, essas coleções deviam estar sendo feitas já quando sua saída foi anunciada. Esse zeitgeist me intriga demais! Além dos elementos episcopais, também encontramos aqui referências à Idade Média e ao início do Renascimento.
Quadro “Garota com Unicórnio”, de raphael, que representa uma amante do Papa Alexandre VI ou Rodrigo Borgia para os íntimos. Os Bórgias eram mais babado que qualquer Vatileaks de hoje.
Bom, coincidência no mínimo curiosa. Mas esses revivals são a alegria de quem gosta de história da indumentária, então ótimo!
Fotos de desfiles: Style.com


















